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Aeroporto Charles de Gaulle: terminais, conexão, imigração e como sair para Paris

Seu terminal no Charles de Gaulle, se a escala passa pela imigração, quanto tempo reservar e como ir a Paris de trem, ônibus, Uber, táxi ou carro.

Pela Air France você chega no Terminal 2E; pela LATAM, no 2A; a TAP não pousa aqui, e sim em Orly. O controle de passaporte é onde se entra ou sai do Schengen: quem fica em Paris ou segue para Roma ou Lisboa passa pelo guichê aqui; quem segue para Londres fica na zona internacional. Com uma reserva só, a mala vai direto. Na chegada, o brasileiro vai ao guichê manual: o PARAFE não o aceita na entrada. Para sair: táxi a € 56 ou € 65 fixos, Uber comum, RER B por € 14, locadoras no nível Chegadas.

Qual é o seu terminal, e como ir de um a outro

O seu terminal é o que a sua companhia usa, e pela Air France ele depende do destino: o voo do Brasil chega e sai do 2E, e os voos para outras cidades Schengen, do 2F ou do 2G. Pela LATAM é o 2A; se o bilhete é da TAP, o aeroporto não é este – os voos de Lisboa e do Porto usam o Orly 1.

Escadas rolantes em tubos de vidro cruzando o pátio circular do Terminal 1 do Charles de Gaulle
Terminal 1, o prédio circular de concreto: os tubos de vidro ligam os níveis pelo centro do terminal. Foto: Oleksii Piekhov/Unsplash

São nove terminais, e o 2 não é um prédio só: é um conjunto de halls, de A a G, ligados por navettes e por um metrô automático. Trocar de terminal é rotina aqui, e a diferença que importa é se você faz isso antes ou depois do controle de segurança.

Quem usa cada terminal

  • Terminal 1 – Lufthansa, para Frankfurt e Munique.
  • 2A – LATAM, voo para São Paulo.
  • 2D – easyJet.
  • 2E – Air France nos voos do Brasil: Fortaleza, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
  • 2F e 2G – Air France para a Alemanha e outras cidades Schengen; a KLM fica no 2F, para Amsterdã.
  • Terminal 3 – Vueling, para Barcelona.
  • Orly 1, que é outro aeroporto – TAP Air Portugal, para Lisboa e Porto.

Como confirmar o seu terminal na véspera

O terminal do dia está na página da sua companhia no site do operador, que avisa que o dado vale para a data da consulta. Ative também o acompanhamento do voo em tempo real: o alerta por e-mail (“Mon Vol en Direct”) e a notificação no WhatsApp avisam atraso, cancelamento e mudança de portão ou de terminal.

Como ir de um terminal a outro

Fora da zona de embarque, a ligação entre terminais é gratuita e não exige bilhete: o CDGVAL, que é um metrô automático, e as navettes N1 e N2. De cada meio, o aeroporto publica a frequência e o horário; o único trecho com tempo publicado é o que se faz a pé. Some ainda uma nova passagem pela segurança.

  • CDGVAL – a cada 4 minutos em média, das 4h à 1h, ligando o Terminal 1, o Terminal 3/Roissypôle, o Terminal 2 e os estacionamentos de longa duração.
  • Navette N1 – a cada 7 a 15 minutos conforme a hora, dia e noite, ligando 2A, 2C, 2D, 2E e 2F ao estacionamento PW, à estação de trem, ao hotel Sheraton e ao guarda-volumes.
  • Navette N2 – a cada 5 minutos, das 5h30 às 23h, ligando o 2F ao 2G, em 15 minutos de percurso completo.
  • A pé – cerca de 10 minutos entre a estação central e os halls 2C, 2D, 2E e 2F, o único tempo de trajeto que o aeroporto publica.

Em conexão, o caminho é outro e nenhum desses três serve: o aeroporto liga os terminais por dentro, sem tirar você da área restrita, e é disso que trata a seção seguinte.

Conexão em Paris: imigração, mala e quanto tempo você precisa

O que decide é o destino do próximo voo: seguindo para uma cidade Schengen, você passa pelo controle de passaporte aqui, em Paris, antes do segundo embarque; seguindo para fora do Schengen, ou voltando ao Brasil, você não entra no espaço e fica na zona internacional. A regra é uma só: o controle existe para quem entra ou sai do Schengen, e é feito por um policial de fronteira ou pelo controle automatizado.

A lógica das fronteiras e a lista de países estão no nosso guia do Tratado de Schengen.

Você segue para outra cidade Schengen: Roma, Lisboa, Amsterdã

Passa pela imigração aqui, porque é em Paris que você entra no espaço, e o controle vem antes do segundo embarque. A mala segue sozinha até o destino final quando os dois voos estão na mesma reserva e a etiqueta traz esse destino: você desembarca, confere terminal e portão do próximo voo e segue a sinalização amarela “correspondance”.

Troca de terminal costuma haver: pela Air France, o voo do Brasil chega no 2E e o voo Schengen sai do 2F ou do 2G, e a navette laranja liga 2F e 2G por dentro da zona de embarque, nas transferências Schengen. No tempo, o trecho imprevisível é a fila do controle de passaporte, que fica entre um voo e outro.

Você segue para fora do Schengen, ou volta ao Brasil: Londres, Dublin, Marrocos

Não passa pela imigração: você não entra no espaço Schengen e permanece na zona internacional. A mala segue nas mesmas condições do cenário anterior – mesma reserva e etiqueta com o destino final.

Troca de terminal, se houver, também é por dentro: a navette azul é a das conexões internacionais e liga os terminais dentro da zona de embarque. No tempo, sem controle de fronteira no meio, o que pesa é a distância entre o terminal de chegada e o de partida.

Você tem dois bilhetes separados, ou troca de companhia

A imigração segue a regra do destino: para uma cidade Schengen, o controle é aqui; para fora dele, não. A diferença é que o percurso é seu: com dois bilhetes separados, ou com a etiqueta terminando em CDG, o aeroporto trata o caso como self connection, e o caminho dentro do aeroporto é outro.

A mala só vai direto quando a etiqueta traz o destino final; terminando em CDG, você a pega aqui, e se o segundo voo sai de Orly o despacho é lá. A troca de terminal, se você tiver de refazer o check-in, é pelo lado público, com nova passagem pela segurança, nos meios da seção anterior. E no tempo é este o cenário em que se reserva folga, pelo motivo que fecha esta seção.

Quanto tempo de escala reservar

Reserve mais do que o mínimo se a sua conexão troca de terminal ou passa pelo controle de fronteira: são os dois trechos que estouram o relógio.

Quanto é o mínimo depende do par de terminais. O aeroporto o publica na página de conexões e a Air France estima o percurso na página de conexões em Paris; confira as duas com o bilhete em mãos, porque os minutos mudam conforme de onde você chega e para onde parte.

Se a escala apertou por atraso ou por fila, a Air France avisa por e-mail, SMS ou notificação que você tem prioridade na segurança e no controle de fronteira: é o Short Connection Pass, que vale com menos de uma hora entre voos; siga a sinalização amarela “short connection” e mostre o cartão de embarque.

Perdeu o voo? Se os dois trechos foram comprados com a mesma companhia ou com parceiras, ela reacomoda você no próximo voo; com dois bilhetes separados, a nova passagem é por sua conta. É o argumento mais forte contra o bilhete separado barato numa escala curta.

Chegando do Brasil: o que acontece do avião até a saída

Do avião até a rua você passa por duas fiscalizações diferentes, e confundir as duas é o mal-entendido mais comum: no controle de fronteira, um agente confere a autenticidade do documento e consulta bases nacionais, europeias e internacionais; a alfândega é outra coisa, é aleatória e olha o que você traz.

Você vai para a fila do guichê, com agente: o PARAFE, portão automático de reconhecimento facial do governo francês, não aceita o brasileiro na entrada, porque o Brasil não está na lista de países autorizados no controle automatizado de chegada. Na saída da França isso muda, e a seção sobre a volta explica como.

O que mudou com o EES é o registro: em vez do carimbo no passaporte, cada entrada e saída de quem vem de fora da UE em estada curta fica gravada eletronicamente, e isso vale para o brasileiro, mesmo isento de visto. O sistema está plenamente operacional na fronteira externa dos 29 países desde 10 de abril de 2026.

Na sua primeira passagem desde então, conte com mais tempo na fila: o agente tira uma foto do seu rosto e/ou colhe as impressões digitais, que ficam num arquivo digital. Nas viagens seguintes ele só verifica o que já está gravado, o que é mais rápido, e quem tem passaporte biométrico pode usar o autoatendimento onde ele existir.

A diferença entre EES e ETIAS, que muita gente mistura, está no nosso guia EES, ETIAS e o controle de fronteira.

Depois da esteira vem a alfândega. Se você entra na UE com € 10.000 ou mais em espécie ou equivalentes (instrumentos ao portador, ouro, cartões pré-pagos), declare pelo serviço online DALIA até 30 dias antes da viagem e mostre a declaração no celular ou impressa se for controlado; sem ela, é infração aduaneira, com multa e retenção dos valores. As franquias de bebida, tabaco e compras estão no site da Douane, douane.gouv.fr.

Como chegar ao centro de Paris, e qual meio compensa para você

Duas escolhas cobrem quase todo mundo: o táxi, que leva de 35 a 60 minutos conforme o trânsito e cobra preço fechado, e o RER B, que custa € 14 e não depende do trânsito. O que decide entre eles é quanta mala você carrega e a que distância o hotel está de uma estação.

Acesso de carros a um terminal do Charles de Gaulle, com viadutos de concreto e a torre de controle ao fundo
Acesso de carros a um terminal do CDG, sob os viadutos de concreto; táxi e aplicativo têm pontos próprios, indicados na sinalização. Foto: Bingqian Li/Pexels

De Uber ou outro aplicativo

O tempo é o do trânsito, o mesmo do táxi. O preço não é fixo, e não existe tarifa fixa de aeroporto para aplicativo: o Uber publica como média das corridas do último mês € 42 no UberX, € 73 no UberXL e € 79 na Van de até seis lugares. Compensa para quem desembarca com malas e fica fora do eixo do RER B, e para quem quer o valor na tela antes de entrar no carro.

Para embarcar, peça pelo aplicativo: o carro espera em área dedicada perto das saídas do hall de chegadas, nunca no ponto de táxi, e o aplicativo guia até o ponto de encontro do seu terminal, que muda conforme portão, horário e obras. Dá para reservar com até 90 dias de antecedência, com cancelamento grátis até uma hora antes.

  • Onde o aplicativo encosta, por terminal – Terminal 1, nível partidas, porta 16; 2A, chegadas, porta 5; 2C, chegadas, porta 12; 2D, chegadas, porta 6; 2E, porta 6; 2F, nível partidas, porta 10; 2G, na esplanada; Terminal 3, no ponto de desembarque. No próprio aplicativo do Uber há ainda a opção Taxi, com valor de taxímetro, que chama um táxi licenciado de Roissy-en-France: a média publicada para Paris é € 48. Além do Uber, operam aqui a Bolt, a Free Now e a Heetch; na Bolt, confira cor, modelo e placa antes de entrar.

De táxi

O trajeto leva de 35 a 60 minutos conforme o trânsito. O preço é fechado: em 2026, € 56 para a margem direita do Sena e € 65 para a margem esquerda, nos dois sentidos, em corrida direta de táxi parisiense.

Compensa para até quatro pessoas com malas – não há suplemento de bagagem, e o acréscimo de € 5,50 só vale a partir do quinto passageiro – e para quem prefere fechar o valor antes de entrar no carro. Uma van reservada leva sete pessoas, e o serviço funciona 24 horas.

Para embarcar, o ponto é o sinalizado “Taxi” na saída do seu terminal, e o carro tem luminoso no teto e taxímetro: recuse qualquer abordagem dentro do terminal.

  • Ponto de táxi, por terminal – Terminal 1, porta 24; 2A, porta 6; 2B, hall de chegadas; 2C, porta 14; 2D, porta 7; 2E, porta 10; 2F, porta 11; 2G, porta azul em frente ao terminal; Terminal 3, saída do hall de chegadas; estação de trem, nível 5. Em horário de muitos voos chegando a fila pode ser longa, e o aeroporto sugere reservar com Alpha Taxis, G7 ou Hype Taxis.

De trem, no RER B

Conte meia hora a quarenta minutos até o centro, sem depender do trânsito. Os números oficiais divergem: o aeroporto anuncia de 25 a 30 minutos até a Gare du Nord, e a grade horária da linha mostra 36. Confira o horário do seu dia na grade do RER B.

O bilhete é o “Ticket Paris Région <> Aéroports”: € 14, ou € 7 na tarifa reduzida, em 2026, válido por 2 horas em metrô, RER, trem de subúrbio e trams expressos, com baldeação sem sair da rede – o trecho de metrô até o hotel está incluído.

Compensa para quem viaja leve, se hospeda perto de uma estação do RER B ou do metrô e chega de dia. O último trem para Paris varia por dia e por obras, e o aeroporto publica a grade por período: pousando tarde, confira se o seu ainda circula.

Para embarcar, há duas estações: “Aéroport Charles de Gaulle 1”, que serve os terminais 1 (pelo CDGVAL) e 3, e “Aéroport Charles de Gaulle 2 – TGV”, que serve os terminais 2. O trem para na Gare du Nord e em Châtelet–Les Halles, onde você troca para o metrô.

Compre nos aplicativos Île-de-France Mobilités, Bonjour RATP e SNCF Connect, ou carregue o bilhete num cartão Navigo Easy, que custa € 2, nas máquinas e guichês da estação. Navigo semanal e mensal já incluem as viagens de e para o aeroporto; o Navigo Jour, não, e aí o bilhete de aeroporto é compra à parte.

De ônibus, pela linha 9517

O trajeto leva de 50 minutos a 1h10 e envolve uma troca. É o mais barato: € 2,55 pelo ônibus, pago a bordo com cartão, na máquina ou no celular, e já incluído no Navigo. Compensa para quem se hospeda no norte, em Saint-Denis, e para quem tem tempo e quer gastar o mínimo.

Atenção ao nome, porque muito guia ainda cita o antigo: o Roissybus deixou de circular em 1º de março de 2026, e quem o substituiu é a linha expressa 9517, que liga Argenteuil, Saint-Denis e a rodoviária Roissypôle sem entrar no centro.

Para embarcar, o ponto é a rodoviária Roissypôle; do centro, o caminho é o metrô 14 até Saint-Denis Pleyel e ali a 9517, que roda todos os dias das 5h30 à 0h30, a cada 15 minutos no pico.

Depois que o RER B para, o ônibus não acaba: à noite, os Noctilien N143 e N140 ligam os terminais 1, 2 e 3 a Paris, na Gare de l’Est. Horário e tarifa de cada linha ficam na página de transporte público do aeroporto.

De carro alugado

O tempo é o do trânsito, e o preço é o da locadora: peça o orçamento com todas as taxas incluídas antes de fechar. Compensa para quem segue viagem para fora de Paris; para rodar dentro da cidade, veja antes o nosso guia de aluguel de carros em Paris.

Para retirar, os balcões de todas as locadoras ficam no nível Chegadas, antes dos controles: Avis Budget, Enterprise-Alamo-National, Europcar-Goldcar, Hertz-Dollar-Thrifty e Sixt aparecem no Terminal 1 e no bloco 2A–2C, e a retirada é no nível Chegadas do Terminal 1 e do 2B; para devolver, siga as placas “Location / Car rental”, e há posto de combustível na entrada e na saída da plataforma.

Se o seu voo do Brasil desembarca no 2E, não conte com o balcão só nesses dois endereços: a Avis publica balcão no nível chegadas do 2E-2F, na porta 2, junto ao estacionamento central, e a Hertz também atende ali, do lado de fora da porta 2. Confirme no voucher qual é o seu, porque as listas do aeroporto e das locadoras não coincidem.

A Sixt, por sua vez, atende no 2D: do 2F são cerca de 15 minutos a pé desde a área de desembarque, e quem está no 2G tem antes a navette N2.

Confira também em que terminal devolver: a Hertz pede a devolução no mesmo terminal da retirada.

A Europcar, no balcão do 2D, pede carteira de habilitação (com tradução oficial, ou a permissão internacional, se for o caso), documento de identidade e um cartão de crédito válido além da data de devolução – a lista de documentos costuma ser essa em qualquer locadora, e vale conferir a da sua na reserva.

De TGV, sem passar por Paris

Se o destino é outra cidade francesa, o trem sai do próprio aeroporto: da estação Aéroport Charles de Gaulle 2 TGV partem TGV INOUI e OUIGO para mais de 50 cidades da França, além de Eurostar para a Bélgica e os Países Baixos e de TGV INOUI para Bruxelas.

Os tempos que o aeroporto publica vão de 1h até Lille a 3h30 até Marselha, com Lyon em 2h10 e Bruxelas em 1h30. Para Bruxelas, compare com o trem que sai da Gare du Nord, que é a outra opção.

A estação fica sob o Terminal 2, a cerca de 10 minutos a pé dos halls, e o CDGVAL leva até ela a partir dos outros terminais; abre das 4h30 à 1h.

Qual escolher, em cada cenário

Casal ou família com malas, chegando à noite ou com hotel longe de estação: táxi, pelo preço fechado, ou aplicativo, se o valor na tela vier menor. Viajando leve, de dia e com hotel perto de uma estação: RER B. Seguindo para outra cidade francesa: TGV, sem entrar em Paris. Precisando gastar o mínimo e tendo tempo: a linha 9517 com o metrô 14. Carro alugado, só quando a viagem continua de carro.

Já na cidade, o nosso guia de Paris segue dali.

Escala longa: dá para sair e conhecer Paris?

Dá, e o aeroporto até incentiva o “Paris Stopover”. Mas a conta não é só o trajeto: ao tempo de ida e volta do meio que você escolher, some a fila do controle de passaporte para sair, a segurança e o controle outra vez na volta, e o mínimo de conexão do seu par de terminais.

Sair para Paris é entrar no espaço Schengen, então você passa pelo controle de fronteira na ida e outra vez ao voltar para o voo – e a fila, que você não controla, é o que decide se a ideia cabe. A nossa régua, com esses cinco itens somados e nenhum tempo de fila publicado: escala de seis horas sobra pouco tempo útil; de oito ou mais, dá para ver um bairro sem correr.

Para não carregar a mala pela cidade, o guarda-volumes fica no Terminal 2, nível 0, no hall de câmbio da estação CDG 2 TGV, operado pela Bagages du Monde, aberto todos os dias das 7h às 21h, com raio-X e vigilância; a tarifa depende do tamanho e da duração, e a reserva pode ser feita pela internet. O preço, confira na página do guarda-volumes.

Não compensa quando o voo seguinte é para fora do Schengen e você já está na zona internacional: sair passa a exigir o controle de entrada agora e o de saída depois, além de repetir a segurança. Nesse caso a espera rende mais numa sala VIP ou num hotel do próprio aeroporto, logo abaixo.

Voltando: quanto tempo antes chegar ao aeroporto

Chegue 3 horas antes de um voo para o Brasil e 2 horas antes de um voo Schengen: é o mais conservador dos números que o próprio aeroporto publica, e é o nosso critério.

Os dois números divergem entre as páginas do operador. Na página do aeroporto, o mínimo é 1h30 para voo doméstico ou de médio curso – o que inclui o Schengen – e de 2 a 3 horas para o longo curso; na página de check-in, são 2 horas para curta distância e 3 para longa.

O que manda no fim é o horário-limite de check-in, de despacho e de embarque do seu bilhete, que é da companhia: veja na página Quando chegar ao aeroporto da Air France e na página de check-in do aeroporto.

Some ao relógio o que este aeroporto cobra a mais: o trajeto até aqui, a fila e, se o voo sai de um terminal diferente do que você conhece, a troca de terminal pelo CDGVAL ou pela navette.

Na saída, o PARAFE aceita o brasileiro

Aqui é o contrário da chegada: adulto com passaporte biométrico válido pode usar o PARAFE, o portão automático, que na saída do território francês foi aberto a maiores de idade sem condição de nacionalidade. Não é obrigatório – a fila do guichê continua sendo opção.

Para passar pelo sas: apresente-se sozinho, sem óculos, cachecol, chapéu ou máscara, ponha o passaporte no leitor na página da foto, entre quando a leitura for validada, olhe para a câmera e siga as instruções da tela.

Vale pagar por uma sala VIP na espera?

Se o acesso já vem com a sua passagem ou com o seu status, sim, é só entrar. Pagando à parte, o cálculo muda: o acesso avulso à sala do próprio aeroporto começa em € 95 por adulto na tarifa online para membro do programa Extime Rewards, enquanto o Wi-Fi é gratuito em todos os terminais. Com duas ou três horas de espera, o que você compra é sossego, comida e chuveiro.

Há sala em todos os terminais, sempre depois da segurança e perto dos portões, e elas servem antes do voo e também em conexão.

Quem entra sem pagar

Entra quem viaja em Business ou Primeira e quem tem status elite no programa da companhia ou da aliança – Flying Blue Gold e Platinum, Miles & More Frequent Traveller e Senator, entre outros. Sem sala da própria companhia, em geral vale a de outra da mesma aliança, SkyTeam, Star Alliance ou Oneworld.

Na Air France, o acesso vem incluído em La Première e em Business com tarifa Standard ou Flex, e para Flying Blue Platinum e Gold e SkyTeam Elite Plus, cada um com um convidado; vale só para a sala do terminal de embarque, e menor desacompanhado não entra. As salas da companhia ficam no 2E, nos halls K, L e M, no 2F e no 2G.

Quanto custa pagar na hora

  • Extime Lounge, no Terminal 1 e no 2B/2D – entra passageiro de qualquer companhia, com reserva pela internet, e encontra bufê à vontade, chuveiro e Wi-Fi rápido; o acesso custa a partir de € 95 por adulto e € 47,50 por criança na tarifa online para membro Extime Rewards, ou € 115 e € 67,50 com chuveiro; abre das 6h às 20h30 no Terminal 1 e das 5h às 22h no 2B/2D.
  • Salas da Air France, no 2E, no 2F e no 2G – entra quem compra a “Opção Lounge”, no dia do voo na recepção da sala ou num terminal de autoatendimento da companhia, ou até a véspera, na sua reserva ou no check-in, com acesso nas 3 horas anteriores à partida e conforme disponibilidade; quanto custa, veja na página de salas da Air France; abrem a partir das 5h30.
  • YotelAir, no 2E – entra quem tem Priority Pass, e é o único endereço que a página pública do programa lista para o Charles de Gaulle; o que se paga é a diária por hora do hotel; abre das 0h às 23h59.

O que a espera tem de graça, e onde dormir

Wi-Fi gratuito e ilimitado em todos os terminais, nas áreas de embarque e nas de retirada de bagagem, pela rede “WIFI-AIRPORT”; há tomadas USB e europeias nos assentos, e armários de carga gratuitos, os ChargeBox, em salas de embarque.

Para dormir sem sair, o Sheraton fica no Terminal 2 e os hotéis de Roissypôle ficam a poucos minutos pelo CDGVAL.

O YotelAir é o único do lado de dentro: fica depois da segurança, acima do portão L do 2E, e só entra quem tem cartão de embarque para voo dos portões K, L ou M – os de fora do Schengen – ou quem está em trânsito, e só com bagagem de mão. Funciona 24 horas, com diária por hora, e quem vem do lado público precisa passar a segurança até as 22h30. A diária, confira no site do YotelAir.

Preços, horários e regras deste artigo foram conferidos nos sites oficiais em setembro de 2026.

Perguntas frequentes

Como peço assistência para cadeirante ou mobilidade reduzida no Charles de Gaulle?

A assistência é gratuita, da chegada ao aeroporto até o embarque, mas tem de ser pedida à companhia aérea ou à agência com pelo menos 48 horas de antecedência. Há pontos de encontro sinalizados em cada terminal, cadeira de rodas, ajuda com bagagem e acompanhamento até a porta do avião; a passagem é prioritária na segurança e no controle de fronteira, e as navettes entre terminais são acessíveis.

Como faço o tax free (détaxe) na saída pelo Charles de Gaulle?

Vale para residente fora da UE com 16 anos ou mais, em compras acima de € 100 na mesma loja no mesmo dia; a loja emite o bordereau PABLO com código de barras. Na saída da UE, antes de despachar a mala, você apresenta mercadoria e bordereau na borne PABLO junto ao guichê da alfândega, e a mensagem “OK bordereau validé” vale como carimbo. O prazo é até o fim do terceiro mês seguinte ao da compra, e quem reembolsa é a loja ou o operador do reembolso, não a alfândega.

Alguns links deste artigo são de parceiros. Se você comprar por eles, o preço para você é o mesmo e o Dicas da Europa recebe uma comissão, que paga a apuração.

Antes de fechar a viagem

Carro retirado no aeroporto, para quem segue viagem
Compara as locadoras do texto com retirada no Charles de Gaulle, em reais. Serve para quem sai de Paris de carro; para rodar só na cidade, veja antes o guia de aluguel. Reserve sabendo o terminal: na Hertz, devolve-se onde se retirou.

Internet no celular já na calçada do terminal
O Wi-Fi do aeroporto é grátis, mas o ponto de encontro do Uber muda com o portão e a hora, e o bilhete do RER B fica no app. Serve para quem sai de aplicativo ou trem; quem já tem roaming não precisa. Compre e instale antes de embarcar.

Seguro viagem para a França, que o Schengen exige
O guichê da chegada é a entrada no Schengen, que pede seguro de quem vem de fora. Serve para quem ainda não tem apólice; quem conta com o seguro do cartão confere a cobertura antes. Compare e feche antes da data do voo.

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