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Greve no aeroporto de Barcelona completa um mês e ainda atrasa voos e malas

5 de setembro de 2026 · Por Flávio Antunes

Quem voa ou conecta em Barcelona com companhia atendida pela Groundforce continua sujeito a atraso, cancelamento e mala que não embarca no mesmo voo. O aeroporto Josep Tarradellas Barcelona-El Prat permanece aberto: o gargalo é a assistência em terra (despacho, bagagem e rampa), não a torre nem a pista.

A greve indefinida completa cerca de um mês sem acordo. A La Vanguardia registrou nesta quarta (3) que o conflito segue sem acordo. A listagem do Ministério dos Transportes da Espanha ainda aponta a convocatória do CGT na Groundforce BCN 2023 UTE desde as 0h de 4 de agosto, 24 horas por dia, sem data de fim.

O que isso muda para quem vai viajar?

  • O aeroporto segue aberto, mas o viajante com cia da Groundforce precisa acompanhar o status do voo no site da companhia e no Infovuelos da AENA antes de sair de casa.
  • O risco principal é atraso, cancelamento e mala pendente, por isso o essencial (passaporte, medicamentos, um jogo de roupa e o que não pode atrasar) deve ir na mala de mão.
  • Quem tem conexão em Barcelona precisa deixar folga entre trechos e confirmar com a cia se a bagagem segue até o destino final.
  • Se o voo atrasar três horas ou mais no destino final, ou for cancelado, a reclamação de assistência e indenização começa na companhia, sob o regulamento europeu 261/2004.

Quem é mais afetado e o que o viajante precisa saber

A Groundforce presta assistência em terra a várias companhias no El Prat. Relatos da imprensa espanhola e catalã citam com frequência Air France, KLM e Lufthansa, além de outras cias internacionais. Nem todo voo do aeroporto passa por essa handling: o risco depende da companhia contratada no trecho que toca Barcelona.

A página do El Prat na AENA não anuncia fechamento do aeroporto. Há serviços mínimos definidos pelo Ministério dos Transportes para agosto e setembro, o que limita o impacto em parte dos voos, mas não elimina atrasos nem problemas de bagagem nas cias da Groundforce.

Se o voo atrasar três horas ou mais no destino final, ou for cancelado, o regulamento 261/2004 prevê assistência e, em alguns casos, indenização. Greve de um prestador externo à companhia pode ser tratada como circunstância extraordinária: a cia tem de provar, segundo o portal Your Europe da UE. Mala atrasada: reclamação por escrito em até 21 dias após a entrega. Quem entra na Espanha precisa do seguro viagem para a Espanha com piso de €30 mil no Schengen; em Barcelona, o chip internacional para a Espanha reduz a dependência só do Wi-Fi se o horário mudar.

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