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Pafos: o que fazer, onde ficar e dicas de viagem

Por Flávio AntunesAtualizado em 03/11/2026

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Pafos (Paphos, na grafia em inglês) é a cidade do Chipre onde a arqueologia fica a poucos passos do mar. Junto ao porto ficam mosaicos romanos, um teatro de pedra e uma necrópole escavada na rocha, num parque que é Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1980.

Pafos foi a capital do Chipre do século 2 a.C. ao século 4 d.C., e é na costa da região que, pelo mito, Afrodite nasceu da espuma do mar. Em poucos quilômetros há santuário, mosteiro com afrescos bizantinos, praias e a península de Akamas.

Por isso, montamos este guia com o que ver em Pafos e nos arredores, quantos dias reservar, em que área se hospedar, quando ir e como chegar e circular de ônibus ou de carro.

Onde fica Pafos

Pafos fica na costa sudoeste do Chipre, ilha do Mediterrâneo Oriental. A cidade tem duas partes: a orla de Kato Pafos, com o porto, o castelo e o parque arqueológico, e o centro antigo, mais acima, com o mercado e os museus.

É a ponta oeste de um roteiro pela costa sul: Limassol fica a leste, no caminho para Lárnaca e as praias de Agia Napa, e a capital, Nicósia, tem ônibus direto. Com aeroporto internacional próprio, a cidade serve para começar ou terminar a viagem.

O que fazer em Pafos

Parque Arqueológico de Kato Pafos e os mosaicos

O parque guarda Nea Pafos, a cidade fundada junto ao porto no fim do século 4 a.C. O destaque são os pisos de mosaico das casas de Dionísio, Teseu, Aion e Orfeu, mansões romanas decoradas entre os séculos 2 e 5 d.C. com cenas da mitologia grega; a primeira foi achada por um agricultor, em 1962. Procure Teseu erguendo a clava contra o Minotauro.

Ali também ficam o Odeon, teatro do século 2 que recebe espetáculos no verão, e as ruínas do castelo de Saranta Kolones. A entrada custa cerca de €4,50 (valores de 2026; podem mudar), e o parque abre todos os dias às 8h30, fechando às 19h30 de 16 de abril a 15 de setembro e às 17h no resto do ano. Há pouca sombra: vá cedo.

Túmulos dos Reis

Apesar do nome, nenhum rei foi enterrado aqui: os Túmulos dos Reis recebiam altos funcionários e aristocratas dos períodos helenístico e romano. São câmaras subterrâneas cortadas na rocha, algumas com colunas dóricas em volta de um pátio, como a planta de uma casa, num estilo que lembra as tumbas de Alexandria.

Fazem parte do conjunto da UNESCO, mas têm bilheteria própria, de cerca de €2,50 (valores de 2026; podem mudar).

Castelo e porto de Pafos

Na ponta oeste do porto, o castelo nasceu como forte bizantino, foi refeito pelos lusignanos, desmontado pelos venezianos e reconstruído pelos otomanos em 1592. A entrada custa cerca de €2,50 (valores de 2026; podem mudar).

Do porto, cercado de tavernas de peixe, saem, em geral de maio a outubro e se o tempo permitir, passeios de barco para Coral Bay, Pegeia e a praia de Lara.

Coluna de São Paulo e a catacumba de Agia Solomoni

A igreja de Panagia Chrysopolitissa, do século 13, foi erguida sobre a maior basílica paleocristã da ilha, que ainda conserva parte do piso de mosaico. No pátio fica a Coluna de São Paulo, onde, pela tradição, o apóstolo foi açoitado antes de converter o governador romano Sérgio Paulo.

Na avenida Agiou Pavlou, a catacumba de Agia Solomoni é um conjunto de câmaras funerárias helenísticas que virou capela, com pinturas do século 12 e nomes de cruzados riscados no reboco.

Centro antigo, mercado e museus

Na parte alta estão o mercado municipal, a antiga mesquita de Agia Sofia, o Khan de Ibrahim e prédios neoclássicos em volta da praça da prefeitura. De março a abril e de outubro a dezembro, o turismo oficial faz um passeio a pé guiado por ali, com reserva de pelo menos 24 horas.

O Museu Arqueológico do Distrito de Pafos (rua Griva Digeni, 43) reúne achados do Neolítico a 1700, com um raro busto de Afrodite em mármore. Confira horários e ingresso antes de ir.

Pedra de Afrodite (Petra tou Romiou)

A 25 km a leste da cidade, as rochas de Petra tou Romiou marcam o lugar onde, pelo mito, Afrodite saiu das ondas. O nome, “pedra do grego”, vem de outra lenda: o herói bizantino Digenis Akritas teria jogado as rochas no mar contra ataques árabes. Diz a crença popular que dar três voltas a nado em volta dela traz juventude e amor.

Sem carro, a linha 631 da Pafos Buses sai da estação do porto, para em Kouklia e termina na pedra.

Santuário de Afrodite em Palaipafos (Kouklia)

Na vila de Kouklia, a 14 km a leste, ficava Palaipafos (“Pafos Antiga”), sede do santuário de Afrodite mais famoso da Antiguidade, com vestígios do século 12 a.C. Foi o primeiro sítio cipriota inscrito na UNESCO, em 1980, e o museu, num solar da época lusignana, mostra como o culto a uma deusa da fertilidade virou o culto a Afrodite.

O ingresso custa cerca de €4,50, museu incluído (valores de 2026; podem mudar). Desde julho de 2024 o sítio abre de terça a domingo, das 8h30 às 17h.

Mosteiro de Agios Neofytos

A cerca de 9 km ao norte, perto de Tala, o eremita Neofytos fundou um mosteiro por volta de 1200. A Enkleistra, cela que ele escavou na montanha, é coberta de afrescos bizantinos dos séculos 12 a 15. Abre das 9h às 13h e das 14h às 18h de abril a outubro e das 9h às 16h no inverno, e a linha 604, com poucos horários, sai da estação Karavella até a porta.

Coral Bay, Akamas e os Banhos de Afrodite

Em Pegeia, Coral Bay tem cerca de 500 metros de areia dourada entre dois cabos de calcário, mar calmo e raso e salva-vidas de abril a outubro. A linha 615 sai da estação dos Túmulos dos Reis a cada 10 ou 15 minutos durante o dia.

Mais ao norte fica a península de Akamas, com parque nacional e a praia de Lara, onde desovam tartarugas. Passando Polis e Latsi, a 48 km de Pafos, os Banhos de Afrodite são uma gruta sob uma figueira onde a deusa teria conhecido Adônis. A trilha do Desfiladeiro de Avakas constava como temporariamente fechada; confira antes.

Quantos dias ficar em Pafos

Nossa sugestão é de 3 a 4 dias. Um dia para o parque arqueológico, os Túmulos dos Reis e o porto; outro para o centro antigo, o museu, a Coluna de São Paulo e Agia Solomoni; o terceiro para Kouklia e a Pedra de Afrodite.

Com o quarto dia, suba ao Agios Neofytos e siga para Coral Bay, ou vá a Polis, Latsi e os Banhos de Afrodite. Para vários sítios, compare com o passe de três dias do Departamento de Antiguidades, de cerca de €17 (valores de 2026; podem mudar). E, se você vai seguir para Limassol, o sítio de Kourion fica no caminho, como contamos no guia da cidade.

Onde ficar em Pafos

  • Kato Pafos, perto do porto: o parque arqueológico, o castelo e as tavernas ficam a pé, e a estação de ônibus do porto atende Kouklia e a Pedra de Afrodite. A melhor escolha para quem vai sem carro.
  • Avenida Poseidonos e Túmulos dos Reis: orla de Kato Pafos perto da estação dos Túmulos dos Reis, de onde saem os ônibus para o aeroporto (612) e Coral Bay (615).
  • Centro antigo: perto do mercado, dos museus e da estação Karavella, de onde saem as linhas para o aeroporto (613), Agios Neofytos e Polis.
  • Coral Bay e Pegeia: praia na porta e ônibus noturno para Pafos de abril a novembro, bom para famílias.
  • Polis e Latsi: base tranquila para Akamas e os Banhos de Afrodite, mais indicada para quem está de carro.

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Quando ir a Pafos

Pelo turismo oficial, o tempo seco e quente dura de meados de maio a meados de outubro, e o frio, brando, vai de dezembro a fevereiro. A água do mar fica acima dos 22 °C entre junho e novembro e bate 27 °C em agosto.

  • Abril a junho: campo verde, calor mais suave para as ruínas e salva-vidas em Coral Bay desde abril. Para nós, a melhor época.
  • Julho e agosto: alta temporada e sol forte; visite as ruínas logo na abertura.
  • Setembro e outubro: mar ainda quente e passeios de barco saindo do porto até outubro.
  • Novembro a março: inverno ameno, com chuva ocasional e cerca de seis horas de sol por dia em dezembro e janeiro.

Como chegar a Pafos

Do Brasil: a ilha não tem ligação direta com o Brasil que tenhamos encontrado, então conte com uma conexão na Europa ou no Oriente Médio. O destino final pode ser o Aeroporto Internacional de Pafos, perto da vila de Timi, ou o de Lárnaca, o maior do país.

Atenção: os pontos legais de entrada na República do Chipre são os aeroportos de Pafos e Lárnaca e os portos de Pafos, Lárnaca, Limassol e Lachi, segundo a Embaixada do Brasil em Nicósia. Entrar pelo norte ocupado é ilegal para o governo cipriota e pode gerar sanções.

Do aeroporto: duas linhas da Pafos Buses funcionam o ano todo, inclusive nos feriados. A 612 vai até a estação dos Túmulos dos Reis, passando pela avenida Poseidonos, em Kato Pafos; a 613 vai até a estação Karavella, no centro. Há também táxis, o Limassol Airport Express para Limassol e o shuttle da Kapnos para Nicósia e Lárnaca.

Dentro do Chipre: o país não tem trem, e nenhuma balsa liga a ilha ao exterior. A Intercity Buses liga Pafos a Limassol, a Nicósia e, numa mesma rota, a Lárnaca, Agia Napa e Paralimni.

Como se locomover em Pafos

Kato Pafos se percorre a pé, e a linha 610 liga a estação do porto ao mercado municipal, no centro antigo.

Na Pafos Buses, o bilhete simples custa €2, o noturno (depois das 21h) €3 e o diário €6,50, todos vendidos no próprio ônibus (valores de 2026; podem mudar). Para Akamas e as vilas, os ônibus rurais passam poucas vezes por dia, e o carro facilita.

As locadoras têm balcão no aeroporto de Pafos. Lembre que a mão é inglesa (dirige-se pela esquerda), que carro alugado tem placa vermelha e que a cobertura do aluguel não vale fora da área da República do Chipre.

Dicas práticas para Pafos

  • Moeda: euro (€). Visa e Mastercard são os cartões mais aceitos, e o pagamento por aproximação funciona em quase toda maquininha.
  • Idioma: oficialmente grego e turco; no turismo, quase todo mundo fala inglês.
  • Tomada: 230 V e tomada de pinos quadrados, padrão britânico. Leve adaptador.
  • Gorjeta: fica a seu critério; em hotéis e restaurantes, 10% da conta é o costume.
  • Emergências: 112.
  • Documentos: pela lista do Ministério das Relações Exteriores do Chipre, brasileiros entram sem visto para estadias de até 90 dias. Membro da União Europeia, o Chipre ainda não aplica o Schengen por inteiro, e por isso o passaporte é checado na chegada mesmo para quem vem de outro país europeu.
  • ETIAS: a autorização de viagem on-line que a Europa vai exigir dos isentos de visto ainda não tem data para começar. Confira a situação em travel-europe.europa.eu.

Perguntas frequentes sobre Pafos

Vale a pena conhecer Pafos?

Vale, principalmente para quem gosta de história: são mosaicos romanos e túmulos na lista da UNESCO, a Pedra de Afrodite, o santuário de Kouklia e praias como Coral Bay.

Quantos dias ficar em Pafos?

De 3 a 4 dias: dois para a cidade e o parque arqueológico, e o resto para Kouklia, a Pedra de Afrodite, Agios Neofytos e Coral Bay ou Akamas.

Como ir do aeroporto de Pafos até a cidade?

De ônibus ou táxi: a linha 612 vai a Kato Pafos e a 613 ao centro, todos os dias do ano.

Dá para ir à Pedra de Afrodite sem carro?

Dá. A linha 631 sai da estação do porto de Pafos, para no sítio de Kouklia e termina em Petra tou Romiou, com mais saídas de abril a novembro.

Brasileiro precisa de visto para o Chipre?

Não. A lista oficial do Chipre isenta brasileiros por até 90 dias; como as regras mudam, confira antes da viagem.

Qual a melhor época para ir a Pafos?

De abril a junho e em setembro e outubro, com menos calor para as ruínas e mar bom para banho. Julho e agosto são a alta temporada.

Seguro viagem para Chipre

Nenhuma fonte oficial que consultamos obriga o brasileiro isento de visto a ter seguro para entrar no Chipre. A Embaixada do Brasil em Nicósia, porém, avisa que hospital público cobra de quem não mora no país e sugere contratar cobertura médica para a viagem inteira. A cobertura de €30.000, exigida no visto Schengen, é a referência que recomendamos. Explicamos como escolher no guia de seguro viagem para Chipre.

Confira as opções de seguro viagem para Chipre.

Chip internacional para Chipre

Com internet no celular, você acompanha os ônibus da Pafos Buses ao vivo e se guia nas estradas de Akamas. Veja as opções no guia de chip internacional para Chipre.

Confira os planos de chip para Chipre.

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