Home › Destinos › Dinamarca › Odense

Odense: o que fazer, onde ficar e dicas de viagem

Por Flávio AntunesAtualizado em 03/11/2026

ℹ️ Esta página tem links de parceiros. Se você comprar por eles, o Dicas da Europa recebe uma comissão, sem custo extra para você. Saiba mais

Odense é a cidade onde Hans Christian Andersen nasceu, em 1805, e ela não deixa você esquecer disso: há pegadas no chão marcando o caminho do autor, esculturas de contos de fadas espalhadas por parques e vielas, a casinha amarela onde ele passou a infância e um museu novo, assinado pelo arquiteto japonês Kengo Kuma, dedicado à obra dele.

Mas a terceira maior cidade da Dinamarca vai além de “O Patinho Feio”. Ela tem raízes vikings, uma catedral gótica com os restos de um rei santo, um museu a céu aberto da vida rural, um museu ferroviário que encanta as crianças e uma piscina gratuita no porto. Tudo num centro compacto, que você percorre a pé.

Por isso, montamos este guia com o que fazer em Odense, quantos dias ficar, onde se hospedar, a melhor época, como chegar do Brasil e de Copenhague e as dicas práticas para a sua viagem.

Onde fica Odense

Odense é a maior cidade da ilha de Fiônia (Fyn, em dinamarquês), no meio da Dinamarca, entre a região de Copenhague, a leste, e a península da Jutlândia, a oeste. Fica a 167 km de Copenhague, e a estação da cidade está na linha de trem que liga a capital à Jutlândia.

Essa posição faz de Odense uma parada natural num roteiro pela Dinamarca: você sai de Copenhague, passa um ou dois dias aqui e segue para Aarhus, a menos de 1h30 de trem, e depois, se quiser ir mais ao norte, para Aalborg.

Vale a pena para quem cresceu ouvindo os contos de Andersen e para famílias, já que várias atrações são gratuitas para menores de 18 anos.

O que fazer em Odense

H.C. Andersens Hus, o museu do autor

O H.C. Andersens Hus é o grande museu dedicado a Andersen, no bairro histórico da cidade. O prédio, projetado por Kengo Kuma, mistura áreas internas e externas, com espaços subterrâneos e um jardim.

Para as crianças, há o Ville Vau, onde elas se fantasiam e exploram cenários de contos de fadas. Há guia de áudio em dinamarquês, inglês, alemão e ucraniano. O ingresso de adulto aparece a partir de 165 DKK, e menores de 18 anos não pagam (valores de 2026; podem mudar).

A entrada é por horário marcado, então reserve antes no site oficial do museu. Guarde o ingresso: ele dá acesso gratuito à Casa de Infância de Andersen por 30 dias.

Casa de Infância de Hans Christian Andersen

Na Munkemøllestræde, perto da catedral e do rio, fica a pequena casa amarela em enxaimel onde Andersen viveu com os pais dos 2 aos 14 anos. Aberta ao público em 1930, ela tem cômodos montados conforme as descrições da autobiografia dele e mostra a pobreza em que o autor cresceu.

É uma visita rápida, que fica ainda melhor depois do museu. Quem não tem o ingresso do H.C. Andersens Hus paga 75 DKK; menores de 18 anos entram de graça (valores de 2026; podem mudar).

Nas pegadas de Andersen e as esculturas de contos de fadas

O roteiro In the Footsteps of Hans Christian Andersen é sinalizado com pegadas no chão ao longo de todo o percurso, de pouco menos de 2,5 km. Ele começa na casa da Hans Jensens Stræde, onde Andersen nasceu, atravessa o bairro histórico, desce até o rio e volta ao centro.

No caminho, repare nas esculturas inspiradas nos contos, espalhadas por parques, ruas e vielas, e passe pelo Eventyrhaven (o Jardim dos Contos de Fadas), onde está uma das estátuas mais conhecidas do autor.

Catedral de Odense (São Canuto)

A Catedral de Odense, também chamada de Igreja de São Canuto (Sankt Knuds Kirke), tem interior gótico e guarda, na cripta, os restos de Canuto, o Santo, rei morto em Odense em 1086 e canonizado poucos anos depois.

Na praça em frente, a Sankt Knuds Plads, procure as miniaturas de bronze que mostram como era Odense em 988 e em 1593.

A Odense viking e a fortaleza de Nonnebakken

Debaixo da cidade moderna está a Nonnebakken, fortaleza em anel construída na época de Haroldo Dente-Azul. É uma das cinco fortalezas circulares vikings da Dinamarca no Patrimônio Mundial da UNESCO, hoje quase toda encoberta pela cidade.

Den Fynske Landsby, o museu a céu aberto

Den Fynske Landsby (a Aldeia de Fiônia) é um museu ao ar livre com casas rurais, jardins e campos trazidos de várias partes da ilha, que mostram a vida no campo em Fiônia no século XIX.

Fica na Sejerskovvej 20, ao sul do centro. O ingresso de adulto custa 145 DKK, e menores de 18 anos não pagam (valores de 2026; podem mudar). Os dias de abertura variam ao longo do ano; confira o calendário antes.

Museu Ferroviário da Dinamarca

O Danmarks Jernbanemuseum, no centro de Odense (Dannebrogsgade 24), reúne locomotivas grandes, cabines de máquinas a vapor, vagões de passageiros, vagões-salão da realeza, um limpa-neve e maquetes de trens e balsas.

Para famílias, tem mini trem, oficina infantil e playground, com atividades incluídas no ingresso. O adulto paga 140 DKK, e menores de 18 anos entram de graça (valores de 2026; podem mudar).

Odense Zoo e os parques à beira do rio

O Odense Zoo (Søndre Boulevard 306) tem pinguins, leões-marinhos, chimpanzés, girafas, tigres e áreas de savana, com alimentação dos animais em horários fixos.

Odense Havnebad, a piscina gratuita do porto

No porto, a Odense Havnebad (Gamle Havnekaj 3) é uma piscina pública em formato de navio, com convés e cabine. A entrada é gratuita, e ela funciona o ano todo, com água em torno de 20 °C no verão e de 3 °C no inverno.

Quantos dias ficar em Odense

Nossa dica é reservar 1 dia inteiro para o essencial: H.C. Andersens Hus, Casa de Infância, a catedral e o roteiro das pegadas, todos no centro. Com 2 dias, você inclui Den Fynske Landsby, o Museu Ferroviário ou o zoológico, e sobra tempo para a piscina do porto.

Com 3 dias, dá para fazer um bate-volta pela ilha. As opções mais conhecidas são o Castelo de Egeskov, perto de Kværndrup, no sul de Fiônia, construído em 1554 e considerado o castelo renascentista sobre a água mais bem preservado da Dinamarca, e o Museu Viking de Ladby.

Onde ficar em Odense

O centro de Odense é compacto: na maior parte dos casos, você chega ao próximo ponto em até 10 minutos a pé. Por isso, a regra é simples: fique no centro ou perto de uma parada do bonde (letbane). A cidade tem desde hotéis tradicionais até apartamentos modernos.

  • Bairro histórico e centro: perto do H.C. Andersens Hus, da catedral e da Casa de Infância. É a melhor escolha para a primeira visita e para quem vai fazer tudo a pé.
  • Perto da estação de trem: prático para quem chega de Copenhague ou de Aarhus com mala e quer fazer bate-voltas de trem.
  • Região do porto: área mais nova, com a piscina gratuita Havnebad e restaurantes, boa para quem quer algo mais moderno sem sair do centro.
  • Ao longo da linha do letbane: hospedagens fora do centro saem mais em conta e ficam bem ligadas, já que o bonde passa a cada 7 a 15 minutos. Quem vai de carro pode usar o estacionamento gratuito Odense P Syd e seguir de bonde.

Veja as hospedagens em Odense no Booking.

Quando ir a Odense

O verão (junho a agosto) é a época mais agradável: em julho, a máxima média fica perto de 22 °C.

No fim de agosto acontece o H.C. Andersen Festivals, com 10 dias e mais de 500 eventos para todas as idades, a maioria gratuita. Em junho, o festival de música Tinderbox ocupa a floresta de Tusindårsskoven; a próxima edição anunciada é de 24 a 26 de junho de 2027.

O inverno é frio e escuro, com máxima média de cerca de 4 °C em janeiro, mas tem o encanto do Natal: mercados natalinos, como o do Storms Pakhus, pista de patinação na praça Flakhaven e programação especial em Den Fynske Landsby. Primavera e outono têm menos gente e temperaturas amenas, bons para museus.

Como chegar a Odense

Do Brasil, o caminho mais comum é voar até Copenhague, com conexão num hub europeu, e seguir de trem. Odense tem aeroporto próprio, o Hans Christian Andersen Airport, mas a chegada internacional de quem vem do Brasil passa pela capital.

De trem, o trajeto Copenhague–Odense leva a partir de cerca de 1h15. De Aarhus, são menos de 1h30. Odense também tem trens internacionais para Hamburgo, na Alemanha. Planeje o trajeto no Rejseplanen, o planejador oficial de transporte da Dinamarca, ou no site da DSB, a companhia ferroviária.

De ônibus, a Flixbus liga Odense às principais cidades dinamarquesas. De carro, são cerca de 2 horas desde Copenhague; a rodovia E20 passa logo ao sul da cidade.

Como se locomover em Odense

  • A pé: o centro histórico, os museus de Andersen e a catedral ficam a distâncias curtas.
  • Letbane (bonde): liga Hjallese, no sul, a Tarup, no noroeste, passando pelo centro, a cada 7 a 15 minutos. A viagem custa 15 DKK, paga por QR code nas estações, com Rejsekort ou pelo app Rejsebillet (valores de 2026; podem mudar).
  • Ônibus: a linha 10 circula de graça no centro, a cada 20 minutos. O passe diário da FynBus, de 75 DKK, vale para ônibus e letbane em Fiônia e Langeland, e até duas crianças menores de 12 anos viajam junto de graça. Não dá para pagar em dinheiro no ônibus.
  • Bicicleta: Odense tem mais de 500 km de ciclovias, e há aluguel de bicicletas e patinetes elétricos.
  • Carro: útil para Egeskov e o interior da ilha. Deixe o carro no estacionamento gratuito Odense P Syd e siga de letbane; carros a diesel podem estar sujeitos à zona de baixa emissão do centro.

Dicas práticas

  • Moeda: coroa dinamarquesa (DKK, ou “kr”). A Dinamarca não usa o euro.
  • Pagamento: cartão internacional funciona em restaurantes, hotéis e lojas, mas pode haver taxa extra, e lojas pequenas e supermercados podem recusar cartão estrangeiro. Muitos lugares não aceitam dinheiro; leve mais de um cartão.
  • Idioma: dinamarquês; o inglês é amplamente falado.
  • Tomada e voltagem: 230 V e 50 Hz, com tomadas dos tipos C, E, F e K. Leve um adaptador, porque o plugue brasileiro de três pinos não encaixa.
  • Gorjeta: a taxa de serviço já vem incluída; gorjeta é opcional.
  • Documentos: a Dinamarca faz parte do Espaço Schengen, e brasileiros não precisam de visto para turismo de até 90 dias a cada 180, segundo a representação dinamarquesa no Brasil. O passaporte deve valer por pelo menos três meses após a saída do Schengen. A imigração pode pedir comprovante de seguro e de meios para a estadia (a imigração dinamarquesa cita cerca de DKK 500 por dia em hotel); a cobertura de €30.000, exigida no visto Schengen, é a referência que recomendamos.
  • EES e ETIAS: o EES, registro biométrico na fronteira do Schengen, está em operação plena desde 10 de abril de 2026. O ETIAS, autorização eletrônica prevista para quem é isento de visto, ainda não tem data para entrar em vigor; confira no site oficial do ETIAS antes de viajar.

Perguntas frequentes

Vale a pena ir a Odense?

Vale, principalmente para quem gosta dos contos de Hans Christian Andersen ou viaja com crianças. Tem o museu e a casa de infância do autor, uma catedral com cripta real e museus para famílias, num centro fácil de percorrer a pé, a pouco mais de uma hora de Copenhague.

Quantos dias ficar em Odense?

Um dia cobre o essencial de Andersen e do centro histórico. Com dois dias, você inclui Den Fynske Landsby, o Museu Ferroviário ou o zoológico; com três, dá para um bate-volta ao Castelo de Egeskov.

Odense é cara?

É, como o resto da Dinamarca: o museu de Andersen custa a partir de 165 DKK por adulto. Mas menores de 18 anos entram de graça em várias atrações, e a piscina do porto e a linha 10 de ônibus no centro são gratuitas.

Brasileiro precisa de visto para ir a Odense?

Não, para turismo de até 90 dias a cada 180 dias no Espaço Schengen. Leve passaporte válido por pelo menos três meses após a saída e esteja pronto para mostrar seguro viagem, passagem de volta e meios para a estadia, se a imigração pedir.

Qual a melhor época para ir a Odense?

De junho a agosto, quando faz mais calor e a cidade está mais animada; no fim de agosto acontece o H.C. Andersen Festivals. Novembro e dezembro são frios, mas têm mercados de Natal e luzes na cidade.

Seguro viagem para Dinamarca

Como a Dinamarca faz parte do Espaço Schengen, a imigração pode pedir comprovante de seguro viagem na chegada; a cobertura de €30.000 para despesas médicas, exigida no visto Schengen, é a referência que recomendamos. Explicamos o que observar na escolha no nosso guia de seguro viagem para a Dinamarca.

Confira as opções de seguro viagem para Dinamarca.

Chip internacional para Dinamarca

Com internet no celular, você reserva o horário do museu e usa o app Rejsebillet no bonde e no ônibus sem procurar Wi-Fi. Comparamos as opções no guia de chip internacional para a Dinamarca.

Confira os planos de chip para Dinamarca.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Posts sobre Odense

Ainda não há posts sobre este destino.