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Cuevas del Almanzora é um município do Levante Almeriense, no extremo nordeste da província de Almería, quase na divisa com a Região de Múrcia. O nome vem das casas escavadas na rocha: só no paredão do Calguerín são mais de 300 cavidades, e até hoje há cuevas usadas como moradia e como hospedagem rural.
O município junta castelo do século XVI, igreja barroca e museus de arte e arqueologia a 17 km de litoral, com Palomares, o porto de Villaricos e calas ao pé da Sierra Almagrera, a serra da prata.
Por isso, montamos este guia com o que fazer em Cuevas del Almanzora, quantos dias ficar, onde se hospedar, a melhor época e como chegar a partir do Brasil.
Onde fica Cuevas del Almanzora
Cuevas del Almanzora fica na província de Almería, na Andaluzia, a cerca de 96 km da capital, Almería. Tem cerca de 15.500 habitantes e dezenas de povoados; os que interessam ao visitante são o núcleo urbano e os povoados costeiros de Villaricos e Palomares.
É a ponta norte da Costa de Almería. A autovia A-7 liga o município a Almería, ao sul, e a Múrcia e Lorca, ao norte. Mais ao sul pelo litoral fica Carboneras, porta de entrada do Parque Natural Cabo de Gata-Níjar.
Vale a pena para quem gosta de história, quer dormir numa casa-cueva ou busca calas tranquilas numa viagem de carro pelo sudeste da Espanha.
O que fazer em Cuevas del Almanzora
Castillo del Marqués de los Vélez
O castelo ocupa a Plaza de la Libertad e é o principal monumento do município. Foi erguido no século XVI pelo primeiro marquês de los Vélez, Pedro Fajardo, sobre uma antiga torre árabe: a muralha é do início do século XVI, e o palácio do marquês foi incorporado entre 1517 e 1520.
Hoje o recinto reúne a Torre de Menagem, a Casa de la Tercia, o palácio e o pátio de armas, além de museus, sala de exposições, biblioteca e a oficina de turismo. Os grafitos carcelários da Torre de Menagem, desenhos feitos por presos entre os séculos XVI e XVII, só podem ser vistos em visita guiada aos sábados, com agendamento pelo telefone 699 57 56 31.
Museo Antonio Manuel Campoy
Dentro do castelo, este museu de arte contemporânea nasceu da doação do crítico de arte Antonio Manuel Campoy, nascido em Cuevas em 1924. São cerca de 400 obras de autores como Picasso, Miró, Tàpies, Barceló e Solana, e a joia da casa é a Sala de Goya, com 69 gravuras do pintor aragonês.
Museo Arqueológico
Também no castelo, o museu arqueológico reúne peças de sítios do município, da Pré-História à época romana. O destaque é a cultura argárica, da Idade do Bronze, e a cidade fenícia e romana de Baria, que ficava entre Villaricos e Palomares. Para ver um sítio argárico ao vivo, o município tem o de Fuente Álamo, declarado Bem de Interesse Cultural.
Cueva-Museo Etnográfico
Para entender as casas-cueva por dentro, este é o lugar. O museu ocupa uma autêntica moradia escavada na rocha, ao pé da ermida do Calvario, e recria a vida numa cueva em meados do século XX, com móveis, utensílios domésticos, ferramentas agrícolas e objetos de ofícios tradicionais.
Segundo a prefeitura, há cuevas no município com idade estimada entre 50 mil e 100 mil anos, e o uso nunca parou. Hoje, muitas viraram casas e hospedagens rurais, com temperatura interna em torno de 20 °C.
Cuevas del Calguerín
É o maior conjunto de casas-cueva do vale do Almanzora: mais de 300 cavidades escavadas num paredão de arenisca, em até cinco níveis sobrepostos. A vista fica mais bonita ao entardecer.
Atenção: o conjunto não é preparado para visita interna. Aprecie de fora e deixe a visita por dentro para a Cueva-Museo.
Centro histórico e Iglesia de la Encarnación
A Iglesia de Nuestra Señora de la Encarnación é o segundo maior templo da província e está declarada Bem de Interesse Cultural. O edifício atual foi construído entre 1753 e 1758, no lugar de uma antiga mesquita,.
Na Plaza de la Constitución, o Palacete de Torcuato Soler Bolea (1843-1844), hoje sede da prefeitura, é o melhor exemplo das casas burguesas da época da prata. O Museo Taller Emilio Sdun, aberto em 2022, recria a oficina de um tipógrafo e impressor de origem alemã.
Villaricos e o seu castelo
Villaricos é o povoado de pescadores do município, na foz do rio Almanzora. O Castillo de Villaricos, uma torre de artilharia para dois canhões concluída em 1772, foi restaurado e virou um centro de interpretação sobre a defesa da costa contra os corsários berberiscos. A entrada é gratuita.
Ao lado, o pequeno porto pesqueiro e esportivo tem bares e restaurantes por perto e é bom para passear no fim da tarde. Também em Villaricos, os túneis mineiros lembram a ferrovia que levava o minério de Las Herrerías até a praia de Villaricos entre 1897 e 1958.
Praias e calas: de Palomares à Sierra Almagrera
A praia mais completa é a de Quitapellejos-Palomares: 1.400 metros de areia dourada e fina, com pinheiros e eucaliptos atrás, estacionamento, salva-vidas, chuveiros e quiosque. Mais ao norte, a Cala Panizo tem 750 metros, ambiente familiar e águas calmas.
Para quem gosta de lugares mais selvagens, as calas ao pé da Sierra Almagrera são o destaque. A Cala de las Conchas (105 metros) tem ruínas de um embarcadouro mineiro do século XIX e é ótima para snorkel, mas não tem serviços e o acesso é uma rampa íngreme, pouco indicada para crianças pequenas. A Cala del Peñón Cortado (110 metros) exige uma descida de 400 metros a pé. A Cala Invencible aceita cães desde 2024.
Sierra Almagrera e a história da prata
Em 1838, um filão de galena argentífera descoberto no Barranco del Jaroso desencadeou uma febre mineira que fez a população de Cuevas saltar de cerca de 6.000 para quase 30.000 habitantes. A exploração durou até 1958 e deixou ruínas espalhadas pela serra, hoje Zona Especial de Conservação.
Trilhas percorrem os restos das minas. O destaque é a mina Encantada, cuja máquina a vapor de extração, a mais antiga da Andaluzia, foi declarada Bem de Interesse Cultural em 2003.
Quantos dias ficar
A própria prefeitura sugere um roteiro de um dia: castelo e museus de manhã, passeio pelo centro histórico e, à tarde, uma cala ou as Cuevas del Calguerín. Com dois ou três dias, você inclui Villaricos, as praias de Palomares e uma trilha pela Sierra Almagrera sem correria.
Onde ficar em Cuevas del Almanzora
Como o município é espalhado, escolha a base pelo tipo de viagem:
- Núcleo urbano: perto do castelo, dos museus e da igreja. Serve a quem quer foco em cultura e a quem chega pela A-7.
- Casas-cueva no interior: a experiência mais típica da região. Muitas cuevas foram adaptadas como casas rurais, com temperatura interna estável o ano inteiro. É preciso carro.
- Villaricos: povoado de pescadores com porto, castelo e praias a pé. Bom para quem quer mar e sossego.
- Palomares: perto da longa praia de Quitapellejos, com serviços. Prático para famílias.
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Quando ir a Cuevas del Almanzora
O sudeste de Almería é uma das regiões mais secas e ensolaradas da Espanha. Na estação meteorológica do aeroporto de Almería, a referência oficial da província, chove cerca de 200 mm por ano e há quase 3.000 horas de sol.
- Verão (junho a setembro): máximas médias de 28 °C a 31 °C e quase nenhuma chuva. Melhor época para as praias.
- Primavera e outono: máximas médias entre 20 °C e 25 °C, ideais para trilhas e museus.
- Inverno: máximas médias perto de 17 °C a 18 °C. Bom para cultura; frio para o mar.
Datas que valem o planejamento: a Semana Santa, declarada Festa de Interesse Turístico da Andaluzia, e a festa do padroeiro, San Diego de Alcalá, no dia 13 de novembro. A feira de San Diego ocupa o recinto do Parque Luis Siret em meados de novembro (em 2026, de 11 a 15 de novembro).
Como chegar a Cuevas del Almanzora
Do Brasil: não há voo direto para a região. O caminho mais comum é voar até Madri, que recebe voos de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Fortaleza, Salvador e Campinas, e de lá seguir para o aeroporto de Almería, que tem voos da Iberia a partir de Madri e da Vueling a partir de Barcelona.
Outra porta de entrada é o Aeroporto Internacional Região de Múrcia, do outro lado da divisa.
De carro: é a forma mais prática. A autovia A-7 (Autovía del Mediterráneo) passa pelo município e o liga a Almería, a cerca de 96 km, e a Múrcia e Lorca.
De ônibus e trem: a Estação Intermodal de Almería concentra trens e ônibus para a província. Não encontramos em fonte oficial os horários das linhas para Cuevas del Almanzora; confira com a oficina de turismo antes de contar com o transporte público.
Como se locomover
No centro histórico, o castelo, a igreja, o palacete e o Museo Emilio Sdun ficam a poucos passos uns dos outros. Já entre o núcleo urbano, Villaricos, Palomares e as calas, as distâncias pedem carro.
Várias praias e calas, como Quitapellejos e Peñón Cortado, são acessadas pela estrada costeira ALP-118. Algumas têm estacionamento; outras exigem descer a pé, então vá de tênis e leve água.
Dicas práticas
- Moeda: euro (€).
- Idioma: espanhol.
- Tomada e voltagem: tomadas tipos C e F, 230 V e 50 Hz. Leve um adaptador.
- Bilhete combinado: o Bono Museos dá acesso ao Museo Arqueológico, ao museu de arte Antonio Manuel Campoy, ao Museo Álvarez de Sotomayor e à Cueva-Museo por cerca de €4 (valores de 2026; podem mudar). O Castillo de Villaricos é gratuito.
- Horários dos museus do castelo: de 16 de setembro a 14 de junho, de terça a sábado, das 10h às 13h30 e das 16h30 às 19h, e domingo das 10h às 13h30. De 15 de junho a 15 de setembro, de terça a sábado, das 10h às 14h. Fecham às segundas.
- Oficina de turismo: no castelo, na Plaza de la Libertad (telefone +34 639 575 631). Há também um ponto de informação no Castillo de Villaricos (+34 619 234 475). Mais informações em turismo.cuevasdelalmanzora.es.
- Entrada para brasileiros: a Espanha está no Espaço Schengen. Não há visto para turismo de até 90 dias a cada 180, mas o passaporte precisa ser válido por pelo menos três meses após a data prevista de saída e ter sido emitido nos últimos dez anos. A imigração pode pedir comprovante de hospedagem, passagem de volta e meios para a estadia (veja o documento do Consulado da Espanha em São Paulo).
- EES: desde 10 de abril de 2026, o Sistema de Entrada/Saída da União Europeia registra digitais e imagem facial de quem chega de fora do bloco (Comissão Europeia).
- ETIAS: a autorização eletrônica de viagem está prevista pela União Europeia, mas ainda não está em vigor. Confira a situação em travel-europe.europa.eu.
Perguntas frequentes
Vale a pena ir a Cuevas del Almanzora?
Vale, para quem gosta de história e de lugares pouco turísticos. O castelo com o museu de arte e a Sala de Goya, as casas-cueva e as calas da Sierra Almagrera compensam o desvio numa viagem de carro pela costa de Almería.
Quantos dias ficar em Cuevas del Almanzora?
Um dia dá para o essencial: castelo, museus, centro histórico e uma cala. Com dois ou três dias, você inclui Villaricos, as praias de Palomares e as trilhas da Sierra Almagrera.
Dá para visitar as casas-cueva?
Sim, na Cueva-Museo Etnográfico, que recria a vida numa cueva em meados do século XX. As Cuevas del Calguerín podem ser vistas apenas de fora, porque não são preparadas para visita interna. Também é possível se hospedar numa cueva adaptada como casa rural.
Qual a melhor época para ir a Cuevas del Almanzora?
Primavera e outono, com calor agradável e museus abertos também à tarde. Para praia, de junho a setembro, sabendo que nesse período os museus do castelo abrem só de manhã.
Brasileiro precisa de visto para ir a Cuevas del Almanzora?
Não, para turismo de até 90 dias a cada 180 dias no Espaço Schengen. Leve passaporte válido por pelo menos três meses após a saída, a passagem de volta e comprovantes de hospedagem e de meios para a estadia.
Seguro viagem para Espanha
Na Espanha, como em todo o Espaço Schengen, a imigração pode pedir comprovante de seguro e de meios para a estadia. A cobertura de €30.000, exigida no visto Schengen, é a referência que recomendamos. Veja as coberturas no nosso guia de seguro viagem para a Espanha.
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