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Girona é uma das cidades medievais mais bem conservadas da Catalunha: um centro histórico murado sobre uma colina, ruelas de pedra no antigo bairro judeu e as casas coloridas debruçadas sobre o rio Onyar, a imagem mais famosa da cidade.
A cidade tem mais de 2.000 anos de história, fica a menos de uma hora de trem-bala de Barcelona e é a porta de entrada para a Costa Brava e para a terra de Salvador Dalí. Funciona tanto como bate-volta quanto como base para explorar o norte da Catalunha.
Por isso, montamos este guia com o que fazer em Girona, quantos dias ficar, as melhores áreas para se hospedar, a melhor época, como chegar e as dicas práticas para brasileiros.
Onde fica Girona
Girona fica no nordeste da Catalunha, na Espanha, a cerca de 85 a 90 km ao norte de Barcelona. Fica perto da Costa Brava, cujo aeroporto leva o nome da cidade: Girona-Costa Brava.
O Barri Vell (bairro antigo) sobe a encosta à beira do rio Onyar, dentro das antigas muralhas; a estação de trem e a parte mais moderna ficam fora desse núcleo.
Vale a pena para quem gosta de história, arquitetura medieval e boa comida, e para quem quer combinar cidade e praia num mesmo roteiro pelo norte da Catalunha.
O que fazer em Girona
Catedral de Girona
A Catedral de Santa Maria domina o alto do Barri Vell, com a fachada barroca e a grande escadaria que leva até ela. Foi construída entre os séculos XI e XVIII e mistura estilos: claustro e torre de Carlos Magno românicos, nave gótica e fachada barroca.
O destaque é a nave gótica, que, segundo o turismo oficial da cidade, é a mais larga do mundo nesse estilo, com 23 metros. O Museu do Tesouro guarda a Tapeçaria da Criação, do século XII.
O ingresso conjunto com a Basílica de Sant Feliu custa cerca de €7,50 com audioguia, e a versão que inclui o Museu d’Art sai por cerca de €12 (valores de 2026; podem mudar), segundo o site de turismo da prefeitura. Fecha em 25 de dezembro, 1º de janeiro e Sexta-feira Santa, e os horários mudam conforme a estação.
Basílica de Sant Feliu
Logo abaixo da catedral, Sant Feliu foi a primeira catedral de Girona até o século X. A torre gótica, esguia, é uma das silhuetas da cidade.
Dentro, há oito sarcófagos pagãos e paleocristãos do século IV e um Cristo jacente do século XIV, do escultor Aloi de Montbrai.
Bairro judeu (El Call)
O Call é um labirinto de ruelas estreitas e pátios dentro da Força Vella, o primeiro recinto murado da cidade, de fundação romana. O turismo oficial o descreve como um dos bairros judeus mais bem preservados do mundo, com estrutura dos séculos XII a XV.
Para entender a história, visite o Museu d’Història dels Jueus, dedicado às comunidades judaicas medievais da Catalunha, com foco em Girona.
Passeio pelas muralhas
As muralhas medievais, do século XIV, formam um passeio elevado que contorna parte do centro histórico, com vista para a catedral, o rio Onyar e a paisagem ao redor. A caminhada é gratuita.
Um percurso comum vai dos Jardins dels Alemanys aos Jardins de la Muralla, passando pela Torre Gironella. Reserve de 45 minutos a 1h30 e prepare as pernas: há trechos de escada íngreme, e o caminho não é acessível para cadeira de rodas.
Casas do Onyar e as pontes
As casas do rio Onyar, coloridas e penduradas sobre a água, são o cartão-postal de Girona. Para a foto clássica, a melhor vista é da Pont de Pedra ou da vermelha Pont de les Peixateries Velles, a ponte de ferro feita pela empresa de Gustave Eiffel no fim do século XIX.
A Casa Masó, obra do arquiteto Rafael Masó, é a única das casas do rio aberta à visitação.
Banys Àrabs
Apesar do nome, os Banys Àrabs são banhos públicos do fim do século XII, em estilo românico, e estão entre os poucos desse tipo que sobreviveram. É uma visita curta e muito fotogênica, perto da catedral.
Museus de Girona
Além do museu judeu, a cidade tem o Museu d’Art, com a principal coleção de arte românica e gótica da região; o Museu d’Història de Girona, da fundação romana até a democracia; o Museu d’Arqueologia de Catalunya – Girona; e o curioso Museu del Cinema, com a coleção de Tomàs Mallol, dos aparelhos pré-cinema ao cinema moderno.
O ingresso GironaMuseus M6 dá 50% de desconto em seis museus da rede.
Rambla, Plaça del Vi e Plaça de la Independència
A Rambla de la Llibertat, à beira do rio, é o passeio mais tradicional do centro, com edifícios dos séculos XIII a XIX. Ao lado fica a Plaça del Vi, onde está o posto de turismo (Plaça del Vi, 1; tel. +34 972 010 001).
A Plaça de la Independència, do século XIX, completa o trio de praças que vale incluir no passeio.
Vale de Sant Daniel
Para um respiro verde, o Vale de Sant Daniel guarda o convento de mesmo nome, com partes dos séculos XII a XV.
Quantos dias ficar em Girona
Um dia inteiro cobre o essencial: catedral, Sant Feliu, Call, muralhas e casas do Onyar. Com dois dias, você inclui museus, os Banys Àrabs e a cidade à noite, sem pressa.
Com três ou mais dias, Girona vira base para bate-voltas:
- Figueres: o Teatre-Museu Dalí, no antigo teatro municipal, reúne mais de 1.500 obras do artista. Trens regionais e de alta velocidade ligam Girona a Figueres; compre o ingresso do museu online.
- Besalú: vila medieval cujo símbolo é a ponte velha, a Pont Vell. Chega-se de ônibus da Teisa a partir da estação de Girona.
- Costa Brava: praias e vilas como Cadaqués, mais fácil de explorar de carro.
Onde ficar em Girona
Girona é compacta, e quase tudo se faz a pé. A escolha depende de você preferir o clima medieval ou a praticidade da estação.
- Barri Vell: o centro histórico, com a catedral, o Call e as muralhas na porta. Ideal para a primeira visita e para quem quer sair a pé à noite. Atenção às ladeiras e escadas se tiver mala pesada.
- Margem do Onyar e Plaça de la Independència: entre o centro histórico e a parte nova, perto da Rambla e dos restaurantes. Bom equilíbrio entre charme e acesso.
- Arredores da estação (Plaça d’Espanya): a estação de trem e a rodoviária ficam juntas, a cerca de 10 a 20 minutos a pé do Barri Vell. Prático para quem vai fazer bate-voltas ou chega e sai de trem.
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Quando ir a Girona
O clima é mediterrâneo, mas com invernos mais frios que no litoral. Pelos valores normais da AEMET (estação do aeroporto de Girona), janeiro tem média de 7 °C, com mínimas perto de 1 °C, e julho tem média de 23,6 °C, com máximas em torno de 30 °C. Outubro chove bem mais que julho: 88 mm contra 32 mm, em média.
- Primavera: temperaturas agradáveis e o Girona, Temps de Flors, quando a cidade se enche de instalações florais. Em 2026, foram 141 projetos em 113 locais, de 9 a 17 de maio, com entrada gratuita.
- Verão: dias longos e quentes, ótimos para combinar com a Costa Brava. É a época mais movimentada.
- Outono: as Fires de Sant Narcís, a maior festa da cidade, com feiras, música e danças tradicionais; em 2026, de 23 de outubro a 1º de novembro.
- Inverno: frio, menos turistas e horários de visita mais curtos nos monumentos.
Como chegar a Girona
Do Brasil, o caminho mais comum é voar até Barcelona-El Prat, direto ou com conexão em um hub europeu, e seguir de trem. O aeroporto Girona-Costa Brava, a cerca de 12 a 13 km da cidade, é alternativa para quem já está na Europa.
De trem, os serviços de alta velocidade da Renfe (AVE, Avlo e Avant) ligam Barcelona-Sants a Girona em cerca de 40 minutos. Os trens regionais da linha R11 também fazem o trajeto, com mais paradas. Confira horários e tarifas na Renfe.
Do aeroporto Girona-Costa Brava, há ônibus até a rodoviária de Girona e até Barcelona (Estació del Nord). O táxi até o centro de Girona custa cerca de €25 a €30 (valores de 2026; podem mudar), segundo o Turespaña.
De carro, o acesso é pela AP-7 e pela A-2; do aeroporto de Girona a Barcelona, a viagem leva menos de uma hora pela AP-7.
Como se locomover em Girona
A pé, sem dúvida. O Barri Vell é pequeno, cheio de escadarias e ruas estreitas onde o carro não entra, e as principais atrações ficam a poucos minutos umas das outras.
Ônibus urbanos param em frente à estação. Para os bate-voltas, use trem (Figueres) ou ônibus (Besalú e Costa Brava). Carro só compensa para explorar a Costa Brava e o interior; dentro de Girona, deixe-o estacionado.
Dicas práticas
- Moeda: euro (€).
- Idioma: catalão e espanhol. Placas e cardápios costumam aparecer primeiro em catalão.
- Tomada e voltagem: 230 V e 50 Hz, tomadas dos tipos C e F. Leve adaptador e confira se seus aparelhos aceitam 230 V.
- Calçado: as muralhas e o Barri Vell têm muitas escadas e pedras; leve tênis confortável.
- Ingressos combinados: catedral e Sant Feliu têm entrada conjunta, e o GironaMuseus M6 dá desconto nos museus.
- Documentos: brasileiros não precisam de visto para turismo de até 90 dias em cada período de 180 no Espaço Schengen. A imigração pode pedir comprovante de seguro e de meios para a estadia; a cobertura de €30.000, exigida no visto Schengen, é a referência que recomendamos.
- ETIAS: a autorização eletrônica de viagem está prevista, mas ainda sem data em vigor. Confira a situação no site oficial do ETIAS antes de viajar.
Perguntas frequentes sobre Girona
Vale a pena conhecer Girona?
Sim. É uma das cidades medievais mais bem preservadas da Catalunha, com catedral, bairro judeu, muralhas e as casas do Onyar, tudo a pé e a menos de uma hora de Barcelona.
Dá para fazer bate-volta de Barcelona a Girona?
Dá, e é um dos bate-voltas mais fáceis: o trem de alta velocidade leva cerca de 40 minutos. Um dia cobre o essencial; para ver com calma, durma uma noite.
Quantos dias ficar em Girona?
Um dia para o essencial e dois para aproveitar museus e a cidade à noite. Com três dias ou mais, inclua Figueres, Besalú ou a Costa Brava.
Girona é cara?
Não precisa ser: muita coisa é gratuita, como o passeio pelas muralhas e o Temps de Flors, e a catedral com Sant Feliu custa cerca de €7,50 (valores de 2026; podem mudar). O ingresso M6 dá desconto nos museus.
Qual a melhor época para ir a Girona?
Primavera e início do outono, com clima agradável. Maio tem o Temps de Flors, e o fim de outubro, as Fires de Sant Narcís.
Brasileiro precisa de visto para ir a Girona?
Não, para turismo de até 90 dias em 180 no Espaço Schengen. A imigração pode pedir comprovante de seguro e de meios para a estadia.
Qual aeroporto usar para ir a Girona?
Do Brasil, normalmente Barcelona-El Prat, seguindo de trem. O aeroporto Girona-Costa Brava, a cerca de 12 km, é opção para quem já está na Europa e encontra voo para lá.
Seguro viagem para Espanha
No Espaço Schengen, a imigração pode pedir comprovante de seguro, e a cobertura de €30.000, exigida no visto Schengen, é a referência que recomendamos. Em Girona, com muitas escadas e pisos de pedra, e com bate-voltas de trem e carro, um seguro com boa cobertura médica traz tranquilidade. Veja como escolher no nosso guia de seguro viagem para a Espanha.
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Chip internacional para Espanha
Com internet no celular, você usa mapas nas ruelas do Barri Vell, compra ingressos online e confere os horários de trem dos bate-voltas. Compare as opções no nosso guia de chip internacional para a Espanha.
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