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Villajoyosa, ou La Vila Joiosa em valenciano, é a cidade das casas coloridas e do chocolate na Costa Blanca. Na beira do rio Amadorio, fachadas de cores vivas se enfileiram sobre a antiga muralha, e o turismo local diz que o centro histórico é um dos exemplos de policromia mais bem conservados do Mediterrâneo ocidental.
Atrás das cores há mais de cem anos de tradição chocolateira, fábricas abertas à visita e um porto pesqueiro com leilão de peixe todas as tardes. Por isso, montamos este guia com o que fazer, quantos dias ficar, onde se hospedar, quando ir e como chegar a Villajoyosa saindo do Brasil.
Onde fica Villajoyosa
Villajoyosa fica na Espanha, na província de Alicante, e é a capital histórica da comarca da Marina Baixa. Está a 8 km de Benidorm e a 32 km de Alicante, com 15 km de litoral e 13 praias e calas.
É a primeira cidade da Marina Baixa para quem sobe a costa desde Alicante pelo TRAM, antes de Benidorm, Altea e Calpe. Com cerca de 35 mil habitantes e porto pesqueiro em atividade, vale a pena para quem quer uma cidade com vida própria, e não só um balneário, e para quem gosta de doce, museu e fotografia.
O que fazer em Villajoyosa
As casas coloridas sobre a muralha
O cartão-postal de Villajoyosa nasceu de uma muralha que perdeu a função. Depois que piratas berberes destruíram a muralha e a igreja em 1543, a defesa foi refeita com muros pagos por impostos sobre a seda. No fim do século XVIII, com o fim da ameaça dos corsários, os moradores passaram a construir em cima da muralha, e daí surgiu a fileira de casas que hoje é a vista mais fotografada da cidade.
Para a foto clássica, o turismo local indica a ponte da estrada sobre o Amadorio e a margem sul do rio, perto da foz. O parque do leito do rio mostra outros ângulos.
Museo del Chocolate Valor
A fabricação de chocolate é atividade tradicional da cidade desde o século XIX. Os navios saíam do porto rumo à América e voltavam com cacau; mais de setenta marcas já existiram, e três fábricas seguem ativas.
Na Valor, cujo negócio começou em 1881, fica o museu de referência. O museu, aberto em 1998 e reconhecido como Museo Valenciano del Chocolate em 2008, mostra máquinas de várias épocas e inclui a fábrica e degustação na loja. A visita dura cerca de 45 minutos, em espanhol ou inglês.
Aos sábados, só com reserva on-line; reserve antes também na Semana Santa e em agosto. A fábrica fecha de 22 de julho a 4 de agosto e de 23 a 31 de dezembro.
Clavileño e Pérez, as outras fábricas
A Clavileño, fundada em 1960, tem um pequeno museu sobre a fabricação e a família. A Pérez é uma fábrica artesanal com museu e selo Artesano da Comunitat Valenciana. As duas também têm loja e visita à fábrica.
Iglesia-Fortaleza de Nuestra Señora de la Asunción
Construída em meados do século XVI como parte da muralha, é uma das três igrejas-fortaleza da província de Alicante. Por fora, tem paredes grossas, poucas janelas e gárgulas em forma de canhão; por dentro, é gótico levantino de nave única, com uma imagem de Santa Marta, a padroeira, do século XVII.
Fica na Plaça Església e abre para visita de terça a sábado, das 11h às 13h.
Vilamuseu e o naufrágio Bou Ferrer
Aberto em 2016, na Calle Colón, o Vilamuseu reúne peças de cada povo que passou pela cidade em mais de 2.700 anos, de um colar de ouro do século VI a.C. a centenas de ânforas romanas e um mosaico que pode ser tocado.
Ali funciona o centro de interpretação do Bou Ferrer, navio romano de 30 metros que ia para Roma carregado de ânforas de garum, o molho de peixe dos romanos, e de lingotes de chumbo do imperador Nero. A entrada custa cerca de €3 e é gratuita aos domingos e para menores de 18 e maiores de 65 (valores de 2026; podem mudar). Fecha às segundas.
Casa-museu La Barbera dels Aragonés
Casa de campo do século XVII transformada em palacete romântico, guarda móveis isabelinos, afonsinos e art déco, parte deles exibida na Exposição Universal de Londres de 1851. No jardim foram remontados túmulos ibéricos.
A visita é de terça a sexta às 13h, por cerca de €1,50 (valores de 2026; podem mudar).
Praias: do centro às calas de seixos
A Playa Centro é a praia urbana da cidade, com mais de 1.300 metros de areia e serviço de banho acessível no verão, perto do Club Náutico. Junto ao porto, as três calas do Varadero são boas para snorkel.
Rumo a Alicante fica a El Xarco, com 580 metros e área de piquenique; rumo a Benidorm, a cala Racó del Conill, de 160 metros e tradição naturista. Quase todas têm seixos ou cascalho: sapatilha de água ajuda.
Trilha La Colada de la Costa e Torre de l’Aguiló
A Colada de la Costa é uma trilha circular de cerca de 8 km, em torno de 2 horas e de dificuldade média-baixa, entre a Playa del Torres e a Torre de l’Aguiló, torre de vigia de por volta de 1530 sobre a falésia. No caminho está a Torre de Sant Josep, que o turismo local apresenta como a torre funerária romana mais bem conservada da Espanha.
Há trechos junto a falésias: leve água e calçado firme. Outro mirante é a Malladeta, colina com santuário ibero-romano e uma torre com vista para a Playa Paraíso.
Lonja do porto e cozinha marinheira
Toda tarde, logo depois que os barcos voltam, a lonja do porto faz o leilão do Peix de La Vila, e curiosos podem assistir. Ele vai para pratos como o caldero vilero, o arroz a banda e os calamarets en ceba, lulas pequenas com cebola.
Quantos dias ficar
Um dia dá para as casas coloridas, a igreja, uma fábrica de chocolate e a praia. Com dois dias, cabem o Vilamuseu, a trilha da costa e o leilão do porto.
Bate-voltas que separamos:
- Benidorm: a 8 km, com praias longas e parques temáticos. Veja o nosso guia de Benidorm.
- Altea: a vila branca, de TRAM depois de Benidorm. Veja o nosso guia de Altea.
- Alicante: a capital da província, a 32 km, no fim da linha do TRAM. Veja o nosso guia de Alicante.
- Dénia e Jávea: no norte da Costa Blanca; Dénia é o ponto final da linha 9 do TRAM, e Jávea fica ao lado. Veja os guias de Dénia e Jávea.
No extremo sul da Costa Blanca fica Torrevieja, da lagoa rosada.
Onde ficar em Villajoyosa
- Centro histórico e Playa Centro: a pé das casas coloridas, do Vilamuseu e da praia. A melhor base sem carro.
- Perto do porto e do Varadero: para quem quer calas para snorkel, a lonja e os restaurantes de peixe.
- Litoral fora do centro: na direção de Benidorm (El Torres, Racó del Conill) ou de Alicante (La Caleta, El Xarco). Mais sossego, mas o carro faz diferença.
Veja as hospedagens em Villajoyosa no Booking.
Quando ir a Villajoyosa
Protegida ao norte pela Serra de Aitana e pelo Puig Campana, a cidade tem média anual acima de 18 °C, pouca chuva e geada inexistente, segundo o turismo local. O mar fica em torno de 26,5 °C em agosto e de 14 °C em fevereiro.
- Junho a setembro: a melhor época para banho de mar; julho tem a grande festa.
- Primavera e outono: boa temperatura para a trilha da costa.
- Inverno: ameno para museus e fábricas, frio para o mar.
O grande evento são as festas de Mouros e Cristãos em honra de Santa Marta, de 24 a 31 de julho, declaradas de Interesse Turístico Internacional. Lembram 1538, quando, segundo a tradição, uma tempestade atribuída à santa afastou galeras sarracenas. O ponto alto é o Desembarc, na madrugada de 28 de julho: por volta das 3h as tropas mouras embarcam em galeras no porto, por volta das 4h30 os cristãos se reúnem na praia, e a batalha simulada segue com tiros e fogos.
Nessas datas, a Valor está fechada e o Vilamuseu não abre no dia 29.
Como chegar a Villajoyosa
Do Brasil: não há voo direto. O aeroporto de referência é o de Alicante-Elche (ALC), que não tem rotas para a América do Sul. Uma rota possível é conectar em Madri, que tem voos de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Fortaleza e Salvador. Alicante também tem voos de Lisboa, Barcelona, Paris e Londres.
Do aeroporto: a página de transporte da Aena não lista ônibus direto para Villajoyosa. A opção de transporte público é pegar a linha C-6 até o centro de Alicante, que faz conexão com o TRAM na Plaza de los Luceros, e seguir de TRAM. Outra é o ônibus da ALSA até Benidorm e voltar 8 km de TRAM.
De TRAM: a linha que sai de Luceros e segue a costa até Benidorm tem parada em La Vila Joiosa. Consulte os horários e o tempo de viagem no planejador do TRAM d’Alacant.
De trem ou carro, vindo de longe: a estação de Alicante tem trens de alta velocidade e de longa distância para Madri, Barcelona e Valência, e a linha C-6 também passa por ela. De carro, a cidade fica na costa entre Alicante e Benidorm.
Como se locomover
- A pé: o centro histórico, a igreja, o Vilamuseu, a Playa Centro e o porto ficam próximos. As ruas antigas são estreitas.
- TRAM: liga a cidade a Alicante, ao sul, e a Benidorm, ao norte, de onde a linha 9 continua até Dénia.
- Carro: dispensável no centro, útil para as praias afastadas e a trilha da costa.
Dicas práticas
- Moeda: euro (€).
- Idioma: espanhol e valenciano, as duas línguas oficiais. Por isso a cidade aparece como Villajoyosa e La Vila Joiosa.
- Tomada e voltagem: 230 V e 50 Hz, tomada tipo F, de dois pinos redondos. Confira se o seu aparelho aceita 220 V.
- Informação turística: a Tourist Info fica no Chalet Centella, na Calle Colón, 40. Abre de segunda a sábado; confira o horário antes.
- Segunda-feira: Vilamuseu e igreja-fortaleza fecham; deixe o dia para praia ou para a Valor.
- Documentos para brasileiros: sem visto por até 90 dias em cada 180 no Espaço Schengen. O consulado da Espanha em São Paulo pede passaporte com até dez anos de emissão e válido três meses além da saída; podem pedir hospedagem, volta e recursos.
- Seguro: a imigração pode pedir comprovante de seguro e de meios para a estadia; a cobertura de €30.000, exigida no visto Schengen, é a referência que recomendamos.
- EES e ETIAS: o registro biométrico de fronteira (EES) funciona desde 10 de abril de 2026. O ETIAS está previsto, mas ainda não vigora; veja em travel-europe.europa.eu.
Perguntas frequentes
Villajoyosa vale a pena?
Sim, para quem gosta de cidades com vida própria. As casas coloridas, o chocolate, o porto e o Vilamuseu rendem um dia cheio.
Dá para visitar a fábrica de chocolate em Villajoyosa?
Sim. A Valor, a Clavileño e a Pérez têm museu e visita à fábrica. Na Valor, a visita dura cerca de 45 minutos e termina com degustação.
Por que as casas de Villajoyosa são coloridas?
O turismo oficial não explica a origem das cores, só registra que é um dos conjuntos policromados mais bem conservados do Mediterrâneo ocidental. Documentado é que elas foram erguidas sobre a muralha a partir do fim do século XVIII.
Quantos dias ficar em Villajoyosa?
Um dia basta para o essencial. Com dois, cabem museus, trilha e praia.
Como ir de Alicante a Villajoyosa?
De TRAM, a partir da estação Luceros, na linha que segue a costa até Benidorm. Do aeroporto, pegue antes a linha C-6 até Luceros.
Qual a melhor época para ir a Villajoyosa?
De junho a setembro para praia, com o mar perto de 26,5 °C em agosto. No fim de julho há os Mouros e Cristãos, mas a fábrica da Valor fecha nesse período.
Brasileiro precisa de visto para ir a Villajoyosa?
Não, para turismo de até 90 dias a cada 180 no Espaço Schengen. A imigração pode pedir comprovante de seguro, e a referência que recomendamos é de €30.000 de cobertura.
Seguro viagem para Espanha
Na chegada ao Espaço Schengen, a imigração pode solicitar comprovante de seguro e de meios para a estadia. A cobertura de €30.000, exigida no visto Schengen, é a referência que recomendamos, também para trilha e mergulho. Compare as coberturas no nosso guia de seguro viagem para a Espanha.
Confira as opções de seguro viagem para Espanha.
Chip internacional para Espanha
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