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A Europa é, para muito brasileiro, a primeira grande viagem internacional: dá para ver em poucos dias as cidades dos livros de história, comer bem em cada esquina e cruzar fronteiras de trem sem perceber. Só que o continente tem mais de 40 países, várias moedas e regras de entrada que mudam de um lado para outro da fronteira.
É aí que muita gente se perde no planejamento. Quem entra pelo Espaço Schengen não precisa de visto, mas o Reino Unido pede autorização eletrônica, a Suíça não usa o euro e o trem que é ótimo entre Paris e Amsterdã nem sempre é a melhor opção entre Lisboa e Madri.
Por isso, montamos este guia da Europa com o panorama que você precisa antes de comprar a passagem: como o continente se divide para o viajante, documentos para brasileiros, moedas, quando ir, quanto custa, como chegar do Brasil, como circular entre países e roteiros prontos para a primeira viagem.
Como a Europa se divide
Não existe uma divisão oficial do continente para turismo, mas agrupar os países por região ajuda muito a montar o roteiro: países vizinhos costumam ter clima, comida e transporte parecidos, e ficam a poucas horas de trem ou de voo uns dos outros.
Península Ibérica
Portugal e Espanha são a porta de entrada mais natural para o brasileiro: o idioma ajuda, há muitos voos diretos do Brasil e o custo costuma ser mais baixo que o do norte do continente. Dá para combinar cidades históricas, praias e ilhas, como os Açores, a Madeira e as Canárias.
Entre os dois fica o pequeno principado de Andorra, nos Pireneus, conhecido pelas estações de esqui e pelo comércio.
França e Benelux
A França é um continente à parte: Paris, castelos do Vale do Loire, Provença, Côte d’Azur e Alpes. Ao norte, o Benelux reúne Bélgica, Holanda e Luxemburgo, países compactos e bem servidos de trem.
No litoral mediterrâneo francês fica Mônaco, que costuma entrar como bate-volta de Nice.
Ilhas Britânicas e Irlanda
O Reino Unido reúne Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte. Fica fora da União Europeia e do Espaço Schengen, usa a libra esterlina e tem regra de entrada própria (veja abaixo).
A Irlanda é da União Europeia e usa o euro, mas também não faz parte do Schengen. Paisagens verdes, pubs e Dublin são os chamarizes.
Itália e Mediterrâneo central
A Itália concentra alguns dos roteiros mais procurados por brasileiros: Roma, Florença e a Toscana, Veneza, a Costa Amalfitana, a Sicília e a Sardenha. Dentro do território italiano ficam o Vaticano e San Marino.
Ao sul da Sicília, Malta é um arquipélago pequeno, com inglês como idioma oficial ao lado do maltês, muito procurado também por estudantes de intercâmbio.
Europa Central e Alpes
Alemanha, Áustria e Suíça formam o coração alpino e germânico do continente, com montanhas, lagos, cidades imperiais e trens pontuais. O pequeno Liechtenstein fica entre a Suíça e a Áustria.
A República Tcheca, a Eslováquia, a Hungria e a Eslovênia completam a região, com capitais como Praga e Budapeste que costumam sair mais em conta que as do oeste.
Países Nórdicos
Dinamarca, Suécia, Noruega, Finlândia e Islândia atraem pelos fiordes, pelas auroras boreais no inverno e pelo sol da meia-noite no verão. Estão entre os destinos mais caros da Europa.
As Ilhas Faroé, parte do Reino da Dinamarca, ficam fora da União Europeia e do Schengen e têm regras próprias.
Leste Europeu e Bálticos
A Polônia, a Romênia e a Bulgária oferecem cidades históricas, montanhas e custo bem mais baixo que a média europeia. Mais ao norte, Estônia, Letônia e Lituânia formam os Bálticos, com centros medievais como o de Tallinn.
A Moldávia fica fora da União Europeia e tem regras próprias de entrada. Para qualquer país do leste, vale consultar antes os alertas de viagem do Itamaraty.
Bálcãs e Grécia
A Grécia é sinônimo de ilhas, sítios arqueológicos e Atenas. A Croácia tem a costa do Adriático, com Dubrovnik e Split, e já faz parte do Schengen e da zona do euro.
Montenegro, Albânia, Bósnia e Herzegovina, Sérvia e Macedônia do Norte estão fora da União Europeia e do Schengen e costumam ter preços mais baixos. No Mediterrâneo oriental, Chipre é da União Europeia e usa o euro, mas ainda não aboliu os controles de fronteira do Schengen.
Turquia e Cáucaso
A Turquia fica entre a Europa e a Ásia: Istambul tem bairros nos dois continentes, e a Capadócia, no interior, é famosa pelos balões. É um país à parte em regras de entrada e moeda.
Mais a leste, Geórgia, Armênia e Azerbaijão formam o Cáucaso, na fronteira entre Europa e Ásia, com montanhas, mosteiros e vinhos antigos. Cada um tem regra própria de entrada para brasileiros.
Documentos para brasileiros
Espaço Schengen
O Espaço Schengen reúne **29 países** que aboliram o controle de passaporte entre si: 25 membros da União Europeia mais Islândia, Noruega, Suíça e Liechtenstein, segundo a Comissão Europeia. Os mais recentes são Bulgária e Romênia, que entraram por completo em 1º de janeiro de 2025.
Brasileiros não precisam de visto para turismo de curta duração no Schengen e podem ficar **até 90 dias dentro de qualquer período de 180 dias**, somando todos os países do bloco. Depois que você passa pela imigração no primeiro país, circula pelos demais sem novo controle.
O passaporte precisa valer **pelo menos três meses depois da data prevista de saída** do Schengen e ter sido emitido nos últimos dez anos, segundo o Consulado-Geral da Espanha em São Paulo. Na imigração, podem pedir comprovante de hospedagem, passagem de volta e de meios para se manter durante a estadia.
A imigração também pode pedir comprovante de seguro. A cobertura de **€30.000**, exigida de quem precisa do visto Schengen, é a referência que recomendamos.
Quem fica fora do Schengen
- **Reino Unido:** brasileiros precisam de uma **ETA** (autorização eletrônica de viagem) para viagens a partir de 8 de janeiro de 2025. O pedido é feito no site ou no aplicativo oficial do governo britânico, custa **£20** (valores de 2026; podem mudar) e permite visitas de até seis meses. A ETA também vale para quem entra na Irlanda do Norte vindo da Irlanda.
- **Irlanda:** fora do Schengen, com regras próprias. O Brasil aparece na lista oficial de nacionalidades que não precisam de visto; confira as condições atuais no site do serviço de imigração irlandês.
- **Chipre:** da União Europeia, mas ainda fora do Schengen pleno. O Brasil está na lista de países isentos de visto para estadias de até 90 dias do Ministério das Relações Exteriores cipriota.
- **Bálcãs fora da União Europeia** (Montenegro, Albânia, Bósnia e Herzegovina, Sérvia e Macedônia do Norte): cada país define as próprias regras e o tempo de permanência. Confira no site do governo ou no consulado de cada um antes de viajar.
- **Turquia:** o Ministério das Relações Exteriores turco informa que brasileiros com passaporte comum estão isentos de visto para viagens de até 90 dias.
- **Cáucaso** (Geórgia, Armênia e Azerbaijão): as regras para brasileiros variam por país; confira no consulado ou no site oficial de cada governo.
EES: o registro biométrico na fronteira
O **EES** (Entry/Exit System, ou Sistema de Entrada/Saída) começou a ser implantado em 12 de outubro de 2025 e está em pleno funcionamento desde **10 de abril de 2026** nos 29 países do Schengen. Ele substitui o carimbo no passaporte por um registro digital.
Na primeira entrada, o viajante de fora da União Europeia registra impressões digitais e foto do rosto, além dos dados do passaporte. O sistema conta automaticamente os dias da regra de 90 em 180, então vale seguir o limite à risca. Nos aeroportos mais movimentados, reserve tempo extra para a imigração.
ETIAS: a autorização que ainda vai chegar
O **ETIAS** é uma autorização eletrônica que será exigida de quem é isento de visto, como os brasileiros, para entrar no Schengen. Ele está previsto, mas ainda não está em vigor nem tem data definida de início. Acompanhe no site oficial travel-europe.europa.eu e desconfie de sites que cobram para fazer o pedido.
Moedas e pagamentos
O euro é a moeda de **21 países da União Europeia**, segundo o Banco Central Europeu: Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, Croácia, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Irlanda, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Holanda e Portugal. A Bulgária foi a última a entrar, em 2026.
Fora da União Europeia, Andorra, Mônaco, San Marino e Vaticano usam o euro por acordo formal, e Montenegro e Kosovo usam a moeda sem acordo formal.
Na própria União Europeia, seis países mantêm moeda própria:
- **Dinamarca:** coroa dinamarquesa (DKK)
- **Suécia:** coroa sueca (SEK)
- **República Tcheca:** coroa tcheca (CZK)
- **Hungria:** florim (HUF)
- **Polônia:** zloty (PLN)
- **Romênia:** leu (RON)
Fora do bloco, o Reino Unido usa a libra esterlina (GBP), a Suíça e o Liechtenstein, o franco suíço (CHF), a Noruega, a coroa norueguesa (NOK), a Islândia, a coroa islandesa (ISK), e a Turquia, a lira turca (TRY). Sérvia, Albânia, Bósnia e Herzegovina, Macedônia do Norte e os países do Cáucaso também têm moedas próprias.
Cartão, saque e IOF
Cartão de crédito e de débito são aceitos na maior parte do comércio, do transporte e das atrações. Cartões pré-pagos e contas globais em euro ou multimoeda são alternativas populares para controlar o câmbio. Leve um pouco de dinheiro vivo para mercados de rua, banheiros públicos e cidades menores.
Para sacar, use caixas eletrônicos de bancos. Quando a máquina oferecer converter o valor para reais na hora, recuse e escolha cobrar na moeda local: essa conversão costuma sair mais cara.
Compras e saques no exterior com cartão brasileiro pagam **IOF**, e a alíquota muda por decreto do governo federal. Consulte a taxa em vigor com o seu banco antes da viagem e compare com o custo de comprar moeda em espécie.
Quando ir à Europa
A Europa tem as quatro estações bem marcadas e invertidas em relação ao Brasil: quando é verão aqui, é inverno lá.
- **Primavera (março a maio):** dias mais longos, parques floridos e menos filas que no verão. A Páscoa costuma encher cidades católicas como Roma e Sevilha. Veja nosso guia de primavera na Europa.
- **Verão (junho a agosto):** alta temporada, com dias muito longos, calor forte no sul e praias cheias no Mediterrâneo. É quando passagens e hospedagens ficam mais caras. Veja o guia de verão na Europa.
- **Outono (setembro a novembro):** clima ameno no começo, vindima nas regiões de vinho e preços em queda. A Oktoberfest de Munique acontece entre setembro e o início de outubro. Veja o guia de outono na Europa.
- **Inverno (dezembro a fevereiro):** frio, dias curtos no norte e neve nos Alpes. Os mercados de Natal da Alemanha e da Áustria abrem em geral no fim de novembro, e o fim de ano é alta temporada em várias capitais. Veja o guia de inverno na Europa.
Para quem quer bom tempo sem os preços e as multidões de julho e agosto, a meia-estação (maio, junho, setembro e outubro) costuma ser o melhor equilíbrio. Fique de olho também em feriados, grandes feiras, congressos e eventos esportivos, que lotam hotéis e encarecem as diárias da cidade-sede.
Quanto custa viajar pela Europa
O custo varia muito de região para região. Os dados da Eurostat sobre preços de restaurantes e hotéis em 2024, com a média da União Europeia valendo 100, mostram bem a diferença:
- **Mais caros:** Suíça (171), Islândia (167), Dinamarca (148), Noruega (140) e Irlanda (129).
- **Acima da média:** Holanda (125), Bélgica (124), Alemanha (112), França (110) e Itália (107).
- **Abaixo da média:** Grécia (86), Espanha (84), Portugal (76), República Tcheca (74) e Hungria (72).
- **Mais baratos:** Turquia (69), Romênia (69), Sérvia (68), Montenegro (66), Bulgária (53), Albânia (52) e Macedônia do Norte (50).
Os países nórdicos, os Alpes e o Benelux pesam mais no bolso; a Península Ibérica, o Leste Europeu e os Bálcãs rendem mais dias com o mesmo orçamento.
Os índices comparam preços, não dizem quanto você vai gastar por dia. Os maiores pesos do orçamento costumam ser a passagem aérea, a hospedagem e o transporte entre cidades, e todos sobem bastante na alta temporada. Reservar cedo e viajar na meia-estação faz diferença.
Algumas cidades cobram também taxas de turismo, em geral somadas à diária do hotel. Veneza, por exemplo, cobra uma contribuição de acesso de quem visita a cidade só por um dia em datas definidas pela prefeitura. Confira as regras de cada cidade no guia do destino.
Como chegar do Brasil
Várias cidades europeias têm voo direto do Brasil, principalmente a partir de São Paulo (Guarulhos). As rotas e frequências mudam a cada temporada, então confira no site da companhia antes de montar o roteiro. Entre as principais portas de entrada:
- **Lisboa e Porto:** a TAP voa para Portugal a partir de várias capitais brasileiras, incluindo Curitiba e São Luís desde 2026, e liga o Porto a São Paulo e ao Rio de Janeiro.
- **Madri:** voos da Iberia (inclusive de Recife e Fortaleza), da LATAM e da Air Europa.
- **Barcelona e Roma:** voos diários da LATAM a partir de São Paulo em 2026.
- **Amsterdã e Bruxelas:** a KLM voa para Amsterdã, e a LATAM abriu em 2026 rotas de São Paulo para Amsterdã e Bruxelas.
- **Frankfurt e Munique:** a Lufthansa liga o Rio a Frankfurt e São Paulo a Munique.
- **Londres:** British Airways e LATAM voam sem escalas de São Paulo para Heathrow.
- **Zurique:** a Swiss tem voo direto de São Paulo.
- **Paris e Milão:** fazem parte da rede europeia da LATAM a partir de São Paulo, e Paris também é servida pela Air France.
Voo multidestino
Em vez de ida e volta pela mesma cidade, pesquise uma passagem **multidestino**: você chega por uma cidade e volta por outra, como chegar a Lisboa e voltar de Roma. Assim, não precisa refazer o caminho até o ponto de partida e aproveita melhor os dias.
Como se locomover entre países
Trem
O trem é a forma mais confortável de circular entre cidades próximas: as estações ficam no centro, não há a burocracia do aeroporto e a viagem é parte do passeio. As linhas de alta velocidade ligam, por exemplo, Madri a Barcelona em cerca de **2h30** (AVE), Paris a Amsterdã em cerca de **3h20** (Eurostar) e Roma a Florença em cerca de **1h30** (Frecciarossa).
Há ainda trens noturnos, como os Nightjet da companhia austríaca ÖBB, que economizam uma diária de hotel em trechos longos. Nem toda conexão é rápida: entre Lisboa e Madri, por exemplo, ainda não há trem de alta velocidade, e o avião costuma ser a opção prática.
Passes Eurail e Interrail
Os passes Eurail e Interrail permitem viajar de trem por **33 países** com um único bilhete. O site oficial pede o seu país de residência e mostra os passes disponíveis para você. Há o **Global Pass**, para vários países, e o **One Country Pass**, para explorar um país só, com um número de dias de viagem dentro de um período.
O passe não inclui as reservas de assento: em trens de alta velocidade, noturnos e rotas populares, é preciso pagar uma taxa extra. Ele costuma valer para quem vai fazer muitos trechos longos com flexibilidade de datas. Para dois ou três trechos comprados com antecedência, bilhetes avulsos podem sair mais baratos; faça a conta antes.
Companhias aéreas de baixo custo
As low-cost tornam barato pular de uma região para outra, como de Portugal para a Grécia. A tarifa básica, porém, inclui pouco: na Ryanair, por exemplo, só uma bolsa pequena de 40 x 30 x 20 cm, que vai embaixo do assento; mala de mão de 10 kg e bagagem despachada são pagas à parte.
Leia as regras de bagagem antes de comprar e pague os extras online, que sai mais barato que no aeroporto. Confira também em qual aeroporto o voo pousa: muitas low-cost usam aeroportos secundários, longe do centro, e o transporte até a cidade entra na conta.
Ônibus
Os ônibus de longa distância são, em geral, a opção mais barata entre cidades e chegam a lugares sem trem direto. São mais lentos que o trem, mas úteis em regiões como os Bálcãs, onde a rede ferroviária é limitada.
Carro
Alugar carro faz sentido em regiões com cidades pequenas e paisagens, como a Toscana, a Provença ou a Islândia, e menos em capitais, onde estacionar é caro e há zonas de trânsito restrito. Na Irlanda, no Reino Unido, em Malta e em Chipre, a mão é inglesa.
A **Permissão Internacional para Dirigir (PID)** é emitida pelo Detran do seu estado e só vale junto com a CNH original. Como a exigência varia de país para país e de locadora para locadora, confira com a locadora e com o consulado do país antes de viajar. Verifique também a taxa para devolver o carro em outro país, que pode ser alta.
Roteiros para a primeira viagem
Os roteiros abaixo combinam cidades próximas, bem ligadas por trem ou voo curto, e funcionam bem para quem vai à Europa pela primeira vez. A duração é uma sugestão para conhecer o principal sem correria.
Lisboa, Madri e Barcelona (10 a 12 dias)
Comece por Lisboa (3 dias, com bate-volta a Sintra), siga de avião para Madri (3 dias) e de trem de alta velocidade para Barcelona (3 a 4 dias). Com mais tempo, inclua o Porto ou Sevilha.
Paris, Bruxelas e Amsterdã (8 a 10 dias)
Paris merece pelo menos 4 dias. De lá, o trem leva a Bruxelas (1 a 2 dias, com bate-volta a Bruges) e a Amsterdã (3 dias). Dá para fazer tudo sem pegar avião entre as cidades.
Roma, Florença e Veneza (9 a 11 dias)
O clássico italiano: Roma (4 dias, com o Vaticano), Florença (2 a 3 dias, com bate-volta a Pisa ou à Toscana) e Veneza (2 dias). Os três trechos são feitos de trem de alta velocidade.
Praga, Viena e Budapeste (8 a 10 dias)
As três capitais da Europa Central ficam a poucas horas de trem uma da outra: Praga (3 dias), Viena (3 dias) e Budapeste (2 a 3 dias). É um roteiro que costuma sair mais em conta que os do oeste, sobretudo em Praga e Budapeste.
Dicas práticas
- **Tomadas e voltagem:** a maior parte da Europa continental usa tomadas dos tipos C e F, de dois pinos redondos, com tensão entre 220 V e 240 V. As exceções pedem adaptador: Reino Unido, Irlanda e Malta usam o tipo G, de três pinos retangulares; a Suíça e o Liechtenstein, o tipo J; a Itália, também o tipo L; e a Dinamarca, o tipo K. Confira se carregadores e secadores aceitam 220 V.
- **Idiomas:** cada país tem o próprio idioma, e o português só é oficial em Portugal. O inglês resolve na maioria dos hotéis, atrações e estações das cidades turísticas; em cidades menores, um aplicativo de tradução ajuda.
- **Gorjeta:** os costumes variam muito de país para país. Em alguns, o serviço já vem incluído na conta; em outros, deixar um valor é esperado. Confira no guia de cada país.
- **Internet:** chip ou eSIM internacional costuma sair bem mais barato que o roaming de operadora brasileira. Veja as opções no fim deste guia.
- **Emergências:** o número **112** atende emergências gratuitamente em todos os países da União Europeia e funciona também em outros, como a Suíça.
- **Furtos e golpes:** batedores de carteira agem em grupo em pontos turísticos, metrôs e estações de trem, como os de Paris e das grandes cidades italianas, e um costuma distrair enquanto o outro abre a bolsa. Leve a bolsa cruzada na frente do corpo, separe passaporte, cartões e dinheiro, e desconfie de quem puxa conversa, oferece ajuda ou “presentes” na rua.
- **Passaporte:** guarde uma cópia digital. Em caso de perda ou roubo, registre ocorrência na polícia local e procure a embaixada ou o consulado brasileiro mais próximo.
- **Taxas turísticas:** muitas cidades cobram taxa por noite de hospedagem, paga no hotel. Em Amsterdã, a taxa é de 12,5% sobre o valor da diária (valores de 2026; podem mudar). Veneza cobra contribuição de acesso de visitantes de um dia em datas definidas pela prefeitura.
Perguntas frequentes
Brasileiro precisa de visto para ir à Europa?
Não, para turismo de curta duração nos 29 países do Espaço Schengen. Basta o passaporte válido por pelo menos três meses depois da saída prevista. O Reino Unido exige a ETA, uma autorização eletrônica, e países fora do Schengen, como os Bálcãs e o Cáucaso, têm regras próprias.
Quantos dias o brasileiro pode ficar na Europa?
Até 90 dias dentro de qualquer período de 180 dias no Espaço Schengen, somando todos os países do bloco. O Reino Unido, a Irlanda e os países fora do Schengen contam o próprio prazo à parte.
O seguro viagem é obrigatório para a Europa?
Para quem é isento de visto, como o brasileiro, não encontramos fonte oficial que o exija na entrada, mas a imigração pode pedir comprovante de seguro e de meios para a estadia. A cobertura de €30.000, exigida no visto Schengen, é a referência que recomendamos.
O que é o ETIAS e já preciso dele?
O ETIAS é uma autorização eletrônica prevista para quem é isento de visto no Schengen. Ainda não está em vigor nem tem data definida; acompanhe em travel-europe.europa.eu.
Dá para usar euro em toda a Europa?
Não. O euro é a moeda de 21 países da União Europeia, mas Reino Unido, Suíça, Dinamarca, Suécia, Noruega, Polônia, República Tcheca, Hungria, Romênia, Turquia e outros têm moeda própria. Um cartão aceito internacionalmente resolve na maioria deles.
Quanto custa viajar para a Europa?
Depende muito da região e da época. Suíça, Islândia e países nórdicos estão entre os mais caros; Portugal, Espanha, Grécia, Leste Europeu e Bálcãs saem bem mais em conta. Passagem e hospedagem pesam mais no orçamento e sobem na alta temporada.
Qual a melhor época para ir à Europa?
A meia-estação, de abril a junho e de setembro a outubro, costuma ter o melhor equilíbrio entre clima, preço e movimento. O verão é a alta temporada, e o inverno tem frio, neve nos Alpes e mercados de Natal.
Por onde começar a primeira viagem à Europa?
Portugal e Espanha são boas portas de entrada pelo idioma, pelo custo e pelos voos diretos. Roteiros clássicos como Lisboa–Madri–Barcelona, Paris–Bruxelas–Amsterdã ou Roma–Florença–Veneza funcionam bem com 8 a 12 dias.
É melhor viajar pela Europa de trem ou de avião?
Para cidades a até cerca de quatro horas de trem, o trem costuma compensar, porque sai e chega no centro. Para distâncias maiores, as companhias de baixo custo são mais rápidas, mas confira o preço da bagagem e a distância do aeroporto até a cidade.
Preciso de carteira internacional para dirigir na Europa?
Depende do país e da locadora. A Permissão Internacional para Dirigir é emitida pelo Detran e vale junto com a CNH; confira a exigência com a locadora e com o consulado antes da viagem.
Seguro viagem para a Europa
No Espaço Schengen, a imigração pode pedir comprovante de seguro e de meios para a estadia, e a cobertura de €30.000, exigida no visto Schengen, é a referência que recomendamos. Fora do Schengen o seguro também faz falta: no Reino Unido, ele não é exigido, mas a saúde pública não é gratuita para turistas, e o próprio NHS orienta o visitante a ter cobertura médica durante toda a estadia.
Confira as opções de seguro viagem para a Europa.
Chip internacional para a Europa
Ter internet desde o desembarque ajuda a usar mapas, comprar bilhetes de trem e falar com o hotel. Antes de comprar, confira se o plano cobre todos os países do roteiro, inclusive os de fora da União Europeia, como Reino Unido, Suíça e Turquia. Veja as opções no nosso guia de chip internacional para a Europa.






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