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O Lago di Como, ou Lago de Como, é um dos lagos mais famosos da Itália: vilarejos na beira d’água, villas com jardins abertos à visita e barcos que ligam uma margem à outra o dia todo, com os Alpes ao fundo. Fica a cerca de 50 km de Milão, perto o bastante para um bate-volta.
A dúvida de quem planeja costuma ser a mesma: Como, Bellagio, Varenna ou Menaggio? Cada vilarejo tem um papel, e a graça da viagem está justamente em pular de um para o outro de barco.
Por isso, montamos este guia com o que ver em cada parada, como funcionam os barcos da Navigazione Laghi, onde se hospedar, a melhor época, como chegar do Brasil e de Milão e quantos dias reservar.
Onde fica o Lago di Como
O lago fica no norte da Lombardia, entre as províncias de Como e de Lecco, as duas cidades principais. Tem a forma de um Y invertido: dois braços ao sul, o de Como e o de Lecco, separados pelo promontório de Bellagio, e um braço único ao norte. Segundo o turismo da província, é o lago mais profundo da Itália.
O trecho mais visitado é o centro do lago, o triângulo formado por Bellagio, Varenna e Menaggio, com Tremezzo e Cadenabbia ao lado. A cidade de Como fica na ponta sul do braço oeste, e a fronteira com a Suíça está perto: Menaggio fica entre Como, Sondrio e Lugano.
Vale a pena para quem quer paisagem, jardins e um ritmo mais lento depois das cidades grandes. É uma das paradas mais fáceis de encaixar num roteiro pelo norte da Itália que passe por Milão.
O que fazer no Lago di Como
Como, a cidade da seda
A cidade de Como tem origem romana, mais de dois mil anos de história e um centro histórico cercado por muralhas medievais. Entre as paradas obrigatórias estão a Catedral, o Tempio Voltiano, dedicado ao cientista Alessandro Volta, filho da cidade, e o Museu da Seda, que conta por que Como é chamada de cidade da seda.
Da beira do lago, o passeio a pé Chilometro della Conoscenza leva até a Villa Olmo, um mirante excepcional sobre o lago, que costuma receber exposições.
Funicular de Brunate
O funicular Como–Brunate, inaugurado em 1894, sai do passeio à beira do lago e sobe até o vilarejo de Brunate, a quase 800 metros de altitude. É um programa curto para a primeira tarde.
Bellagio, a pérola do centro do lago
Bellagio fica na ponta do Triângulo Lariano, à mesma distância de Como e de Lecco, e é o vilarejo-símbolo do lago, com vielas e escadarias entre villas e jardins. Stendhal, Liszt e Toscanini estão entre os visitantes famosos.
Ali ficam os jardins da Villa Melzi d’Eril, com plantas exóticas, um templo mourisco, um lago japonês e azaleias e rododendros na primavera (a villa é particular; só o jardim abre). No alto do vilarejo, o parque da Villa Serbelloni, da Fundação Rockefeller, só pode ser visto em visita guiada, em dias e horários definidos.
Varenna, o Castelo de Vezio e a Villa Monastero
Varenna, na margem leste, é prática para quem chega de trem, porque tem estação na linha que vem de Milão. A principal atração é a Villa Monastero, um antigo convento transformado em casa-museu, com jardim botânico em terraços sobre a água, aberta o ano todo.
Na mesma área fica o Castelo de Vezio, uma fortaleza medieval.
Villa Carlotta, em Tremezzo
A Villa Carlotta, em Tremezzo, é a villa mais completa para visitar: um museu com esculturas, pinturas e móveis neoclássicos, com obras de Canova e Francesco Hayez, e um jardim famoso pelas azaleias.
Abre de março a outubro: das 9h às 19h30 de março a setembro e das 9h às 18h30 em outubro, com entrada até uma hora antes do fechamento. Confira datas especiais no site oficial.
Villa del Balbianello, em Lenno
Num promontório da costa de Lenno, a Villa del Balbianello é administrada há mais de 30 anos pelo FAI (Fondo Ambiente Italiano). Ficou famosa no cinema como cenário de “Star Wars: Episódio II – Ataque dos Clones” (2002) e de “007 – Cassino Royale” (2006). Verifique a temporada e a forma de acesso antes de ir.
Menaggio e a margem oeste
Menaggio, na margem oeste, é uma base prática, com trilhas que saem do próprio vilarejo, a Villa Mylius Vigoni, indicada para a primavera, e o parque da Val Senagra, com sombra no verão.
Isola Comacina e o Sacro Monte di Ossuccio
A pequena Isola Comacina recebe visitantes de barco de março a outubro. O Sacro Monte di Ossuccio é um dos nove Sacri Monti do Piemonte e da Lombardia reconhecidos como Patrimônio Mundial da UNESCO.
Passeios de barco e mergulho no lago
Andar de barco é o passeio em si. Na temporada de verão de 2026 (de 1º de julho a 4 de outubro), a Navigazione Laghi oferecia uma excursão de ida e volta Como–Bellagio por €24 para adultos (valores podem mudar). O lago também tem praias públicas e lidos, mas há trechos proibidos para banho: siga a sinalização.
Quantos dias ficar
Um bate-volta de Milão funciona se você escolher um eixo: chegar de trem a Varenna e cruzar de barco para Bellagio e Menaggio, ou ficar na cidade de Como e subir a Brunate. Mais do que isso, o dia fica corrido.
Com dois ou três dias, dá para dormir no centro do lago, visitar duas ou três villas sem pressa e somar a cidade de Como. Quem tiver mais tempo pode esticar até Lugano, do lado suíço.
Onde ficar no Lago di Como
A escolha depende de como você vai chegar e de quanto quer andar de barco:
- Como (cidade): melhor ligação de trem com Milão, mais opções de restaurantes e hospedagem. Bom para quem tem pouco tempo ou chega tarde.
- Bellagio: no meio do triângulo central, com barcos para Varenna, Menaggio e Cadenabbia. É a base mais central.
- Varenna: tem estação de trem para Milão e barcos para o outro lado. Ideal para quem viaja sem carro.
- Menaggio: margem oeste, prático para trilhas e para seguir em direção a Lugano.
- Tremezzo e Cadenabbia: perto da Villa Carlotta e da Villa del Balbianello, com acesso aos barcos do centro do lago.
Veja as hospedagens em Lago di Como no Booking.
Quando ir ao Lago di Como
A temporada das villas e dos barcos dita o calendário:
- Primavera (março a maio): as villas reabrem (a Villa Carlotta a partir de março) e os jardins da Villa Melzi e da Villa Carlotta ficam cobertos de azaleias e rododendros. A Isola Comacina volta a receber barcos em março.
- Verão (junho a agosto): época de mais barcos. Em 2026, o horário de verão da Navigazione Laghi valeu de 1º de julho a 4 de outubro, com as excursões turísticas.
- Outono (setembro e outubro): as villas ainda estão abertas, com horário reduzido em outubro. Em 2026, o horário de outono dos barcos foi de 5 de outubro a 1º de novembro.
- Inverno (novembro a meados de março): horário de barcos reduzido (em 2026/27, de 2 de novembro a 14 de março), Villa Carlotta e Isola Comacina fechadas. A Villa Monastero, em Varenna, abre o ano todo.
O calendário de eventos do turismo oficial inclui a Festa di San Giovanni, na Tremezzina, e o Concorso d’Eleganza Villa d’Este, de carros clássicos. Confira as datas em lakecomo.is.
Como chegar ao Lago di Como
Do Brasil
A porta de entrada é Milão. A LATAM opera voo direto entre Guarulhos e o aeroporto de Malpensa, com duração aproximada de 11h20. O turismo do lago lista ainda os aeroportos de Linate, Bergamo Orio al Serio e Lugano-Agno, este já na Suíça.
De Milão
- Para Varenna: os trens regionais da Trenord saem de Milano Centrale e chegam a Varenna-Esino em cerca de 64 minutos, sem troca; a passagem de 2ª classe custa €7,40 (valores de 2026; podem mudar).
- Para a cidade de Como: da estação Milano Cadorna, a Trenord vai até Como Lago, junto ao lago, em cerca de 1 hora. Também há trens para Como San Giovanni, incluindo EuroCity da Trenitalia.
- De carro: Como e Lecco ficam a menos de uma hora de Milão, segundo o turismo da província.
O Lago di Como cabe bem num roteiro pela Lombardia. Veja o nosso guia de Milão para montar a base na cidade.
Como se locomover
O barco é o principal meio de transporte. A Navigazione Laghi opera navios, serviços rápidos (que exigem suplemento) e balsas que levam carros. As balsas ligam Varenna, Bellagio, Menaggio e Cadenabbia mais ou menos a cada meia hora, e só nos atracadouros marcados como “Traghetto” é possível embarcar com veículo.
Em terra, a ASF Autolinee opera os ônibus na área de Como, e a Linee Lecco, na de Lecco. Para quem tem pressa ou quer uma vista diferente, há hidroavião partindo do Aero Club Como, no fim do passeio à beira do lago.
Dicas práticas
- Moeda: euro. Do lado suíço, em Lugano, a moeda é o franco suíço (CHF).
- Idioma: italiano.
- Tomada e voltagem: 230 V; a tomada italiana padrão é a do tipo L, e o tipo F também aparece. Leve um adaptador.
- Horários de barco: mudam por estação. Confira o último barco do dia antes de atravessar para não ficar do lado errado do lago.
- Documentos: brasileiro não precisa de visto para ficar até 90 dias na Itália, segundo o consulado italiano. A imigração pode pedir comprovantes de hospedagem, meios para a estadia e seguro.
- ETIAS: a autorização eletrônica de viagem está prevista, mas ainda sem data em vigor. Confira em travel-europe.europa.eu.
Perguntas frequentes
Vale a pena ir ao Lago di Como?
Vale, principalmente para quem quer paisagem, jardins e ritmo tranquilo. Villas como a Carlotta e a Balbianello e os passeios de barco entre Bellagio, Varenna e Menaggio são o ponto alto.
Dá para fazer bate-volta de Milão ao Lago di Como?
Dá. O trem de Milano Centrale a Varenna-Esino leva cerca de 64 minutos, e de Milano Cadorna a Como Lago, cerca de 1 hora. Escolha um eixo para não passar o dia em transporte.
Quantos dias ficar no Lago di Como?
Dois ou três dias são o ideal para dormir no centro do lago e visitar as villas sem pressa. Um dia só funciona como bate-volta de Milão.
Qual a melhor cidade para ficar no Lago di Como?
Bellagio para quem quer o centro do lago, Varenna para quem viaja de trem e Como para quem precisa de mais opções e da melhor ligação com Milão.
Qual a melhor época para ir ao Lago di Como?
De março a outubro, quando as villas estão abertas. A primavera tem as azaleias em flor, e o verão tem mais barcos.
Brasileiro precisa de visto para o Lago di Como?
Não, para turismo de até 90 dias. A imigração pode pedir comprovantes de seguro, hospedagem e meios para a estadia.
Seguro viagem para Itália
A Itália faz parte do Espaço Schengen: a imigração pode pedir comprovante de seguro e de meios para a estadia, e a cobertura de €30.000, exigida no visto Schengen, é a referência que recomendamos. Se você for esticar até Lugano, a Suíça segue a mesma regra. Veja o nosso guia de seguro viagem para a Itália.
Confira as opções de seguro viagem para Itália.
Chip internacional para Itália
Com internet no celular, você confere os horários dos barcos e dos trens na hora. Se for cruzar para Lugano, lembre que a Suíça não é da União Europeia e confira se o plano inclui o país. Veja as opções no nosso guia de chip internacional para a Itália.

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