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Balzers: o que fazer, onde ficar e dicas de viagem

Por Flávio AntunesAtualizado em 04/11/2026

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Balzers é o município mais ao sul de Liechtenstein, e quem chega pela estrada que vem da Suíça logo entende por que ele virou cartão de visita do país: no meio do vilarejo, sobre um rochedo coberto de vinhas, está o Castelo de Gutenberg, visível de longe e símbolo da cidade.

Ao redor do castelo, Balzers guarda capelas medievais, uma igreja neorromânica construída com pedra tirada do próprio lugar, trilhas até o Rio Reno e um paredão de calcário onde se escala literalmente em cima da fronteira com a Suíça.

Por isso, montamos este guia com o que ver em Balzers, quando o castelo abre, como chegar de Zurique e o que um brasileiro precisa saber antes de ir.

Onde fica Balzers

Balzers ocupa o extremo sul de Liechtenstein, na margem leste do Reno. A oeste, o rio faz a fronteira com os municípios suíços de Wartau e Sargans, no cantão de St. Gallen; ao sul, a vizinhança é com Fläsch e Maienfeld, já no cantão dos Grisões (Graubünden). Ao norte fica Triesen.

O município junta dois vilarejos que durante séculos foram separados: Balzers e Mäls. Eles foram unidos numa só comuna em 1808 e hoje formam uma única área urbana.

Na prática, Balzers é a primeira (ou a última) parada de quem atravessa Liechtenstein de ônibus entre Sargans, na Suíça, e Feldkirch, na Áustria. Fica a uns 15 minutos de ônibus de Vaduz, o que permite combinar as duas no mesmo dia. Vale a pena para quem gosta de castelos e de caminhar.

O que fazer em Balzers

Castelo de Gutenberg

O rochedo onde está o castelo é ocupado há muito tempo: os achados arqueológicos mais antigos são do Neolítico, e nove estatuetas votivas de bronze da Idade do Ferro indicam que ali havia um santuário pré-cristão. O castelo medieval deve ter surgido por volta de 1200 e ficou com a Casa de Habsburgo de 1314 a 1824.

O visual de conto de fadas de hoje é obra do arquiteto e escultor Egon Rheinberger, de Vaduz, que comprou as ruínas em 1905 e as reconstruiu até 1910 no espírito romântico da época. Desde 1979, o castelo pertence ao Estado de Liechtenstein.

Importante para planejar: o castelo não abre todos os dias. De 1º de maio a 31 de outubro, o interior só é visitado em visita guiada agendada com pelo menos 14 dias de antecedência (em alemão, inglês ou francês, cobrada por grupo de até 20 pessoas), e fica fechado de 1º de novembro a 30 de abril. As informações e reservas estão no site do Trägerverein Burg Gutenberg.

Pátio externo, capela e roseiral do castelo

Mesmo sem agendar nada dá para subir ao castelo. A Vorburg (pátio externo) fica aberta o ano inteiro e de graça, com vista sobre o vale do Reno. De maio a outubro, a capela do castelo e o roseiral abrem ao público aos domingos, das 10h às 17h, também sem cobrança.

O acesso é só a pé, pelo caminho Egon-Rheinberger-Weg, que sai do centro comunitário (Gemeindezentrum), ou pelo Burgweg.

Igreja paroquial de São Nicolau

A igreja que domina o centro foi construída entre 1909 e 1912 em estilo neorromânico, com projeto do arquiteto vienense Gustav Ritter von Neumann, e consagrada a São Nicolau e São Martinho. As paredes externas são do chamado “mármore de Balzers”, pedra extraída ali mesmo.

O mosaico sobre o portal lembra que ela foi erguida pelos 50 anos de reinado do príncipe Johann II, que pagou dois terços da obra. Por isso, ela também é conhecida como “igreja do jubileu do príncipe Johann”.

Capela de São Pedro e o vilarejo de Mäls

Na parte de Mäls fica um dos templos mais antigos de Liechtenstein: a Capela de São Pedro, construída por volta de 1300, provavelmente como capela particular de uma propriedade senhorial. Ela forma um conjunto com a Turmhaus, uma casa-torre medieval.

Lá dentro, os destaques são um retábulo gótico tardio de cerca de 1516 e uma imagem de madeira de Nossa Senhora entronizada de por volta de 1415.

Capela Mariahilf

Também em Mäls, cercada por um pequeno parque, a Capela Mariahilf tem altares barrocos de cerca de 1720 a 1730 e pinturas no teto com cenas da vida de Maria. Um de seus dois sinos foi fundido por volta de 1300 e é o sino de igreja mais antigo de Liechtenstein; segundo a tradição, veio do Castelo de Gutenberg no fim do século 18.

Alter Pfarrhof e a torre da antiga igreja

No núcleo histórico, na Hauptstrasse, o Alter Pfarrhof (antiga casa paroquial, barroca, com horta de ervas) virou o centro cultural da cidade. Ele recebe exposições temporárias sobre a história do vilarejo e do país, além de arte, e tem ponto de ônibus na porta (parada Alter Pfarrhof). Confira o que está em cartaz no site do Alter Pfarrhof.

Ruína de Grafenberg, a “Mörderburg”

Na estrada que sai de Balzers em direção ao passo de St. Luzisteig, um rochedo alongado guarda as ruínas do castelo de Grafenberg, apelidado de “Mörderburg”. O terreno já fica em Fläsch, na Suíça, mas pertence à comuna de Balzers. Resta um muro de 25 metros de comprimento e 6 de altura de uma construção do século 13.

Ellhorn: escalada e beira do Reno

Junto ao Ellhorn, um paredão de calcário de quase 300 metros cai direto sobre o Reno. As vias de escalada vão do 5º ao 8º grau de dificuldade, e algumas correm exatamente sobre a fronteira entre Liechtenstein e a Suíça.

Quem não escala pode fazer a trilha circular em volta do Ellhorn ou descer até os bancos de cascalho do rio. O acesso sai de Mäls, passando pela Capela Mariahilf e pela pedreira.

Caminhar pelo Junkerriet e pelo Liechtenstein-Weg

Ao pé do castelo, a área verde do Junkerriet tem um pequeno lago, parquinho infantil e o Leseweg, um caminho de leitura que contorna a colina e conta lendas de Balzers. É o passeio mais fácil da cidade.

Balzers também está no Liechtenstein-Weg, a trilha de 75 km que atravessa o país inteiro contando sua história; o castelo e a Capela de São Pedro são estações dela. Para algo mais curto, a comuna indica rotas locais, como a que segue pelo Flüchtlingsweg em direção a Triesen; a volta pode ser de ônibus.

Quantos dias ficar em Balzers

Meio dia resolve o essencial: subir ao castelo, ver a igreja de São Nicolau e caminhar até as capelas de Mäls. Se você quiser fazer a visita guiada do castelo, a trilha do Ellhorn ou um trecho do Liechtenstein-Weg, reserve um dia inteiro.

Como o país é pequeno, Balzers funciona bem como base ou bate-volta. De ônibus, Vaduz fica a cerca de 15 minutos e Triesen está no caminho. A estação de esqui de Malbun, nas montanhas, fica a uns 45 minutos, com troca de ônibus em Vaduz. Do outro lado da fronteira, a estação de trem de Sargans, na Suíça, está a menos de 20 minutos.

Onde ficar em Balzers

A oferta de hospedagem em Balzers é pequena. Para escolher a área, pense assim:

  • Centro, perto do Alter Pfarrhof e da igreja: para quem quer ir a pé ao castelo e ter ônibus na porta. É a escolha mais prática.
  • Mäls: parte mais tranquila, perto das capelas e do caminho para o Ellhorn e o Reno. Boa para quem vem caminhar ou escalar.
  • Vaduz ou Triesen: se não achar vaga em Balzers, a capital tem mais hotéis e fica a um ônibus de distância. Veja o guia de Vaduz.

Para comparar hotéis pelo país todo, separamos os mais bem avaliados no post Hotéis em Liechtenstein: os 10 mais bem avaliados.

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Quando ir a Balzers

A melhor época é de maio a outubro, quando o castelo funciona: é só nesse período que há visitas guiadas e que a capela e o roseiral abrem aos domingos. São também os meses mais agradáveis para as trilhas e para a beira do Reno.

No inverno, de novembro a abril, o interior do castelo fecha, embora o pátio externo continue aberto. A cidade fica bem quieta, e o programa passa a ser combinar Balzers com a neve de Malbun.

Como chegar a Balzers

Do Brasil: Liechtenstein não tem aeroporto. O caminho mais prático costuma ser voar para Zurique, com ou sem conexão em outra cidade europeia. Os aeroportos de passageiros mais próximos de Balzers são o de St. Gallen-Altenrhein, a cerca de 60 km, e o de Zurique, a cerca de 107 km.

De trem e ônibus: do aeroporto de Zurique, pegue o trem até Sargans, na Suíça, e ali a linha de ônibus 11 da LIEmobil, que entra em Liechtenstein por Balzers. A viagem inteira leva cerca de 1h40 a 1h50, com uma ou duas trocas. Da estação central de Zurique a Sargans, o trem direto leva cerca de 55 minutos, e o ônibus de Sargans até Balzers, uns 18 minutos.

Da Áustria: a mesma linha 11 vai até Feldkirch, de onde se chega a Balzers em cerca de 1 hora de ônibus.

De carro: pela autoestrada suíça A13, saia em Trübbach/Balzers e siga até o centro. Há estacionamentos públicos no Gemeindezentrum e perto da igreja.

Como se locomover em Balzers

O centro, o castelo e Mäls se fazem a pé. Para ir mais longe, os ônibus da LIEmobil passam por Balzers: a linha 11 liga Sargans a Vaduz, Schaan e Feldkirch; a 13 vai de Balzers ao norte do país; e o ônibus local 46 circula entre Roxy e Mariahilf. Para chegar ao castelo, as paradas mais próximas são Rietstrasse e Mälsnerdorf.

Horários e passagens estão no app SBB Mobile, que vende bilhete para Liechtenstein e para a Suíça, e no Fairtiq. Veja detalhes no site da LIEmobil. Se você dormir no país, pergunte na hospedagem pelo WELCOME Erlebnispass, cartão gratuito para hóspedes que inclui o transporte público.

Dicas práticas para Balzers

  • Moeda: franco suíço (CHF), usado em Liechtenstein desde 1924. O euro é aceito em parte do comércio.
  • Idioma: alemão. Em atrações como o castelo, há visitas em inglês e francês.
  • Tomada: 230 V, tomadas dos tipos C e J (padrão suíço). Leve adaptador.
  • Castelo: para entrar nos salões, agende a visita guiada com pelo menos 14 dias de antecedência; sem agendamento, só o pátio externo (o ano inteiro) e, aos domingos de maio a outubro, a capela e o roseiral.
  • Documentos: Liechtenstein faz parte do Espaço Schengen, mas não da União Europeia. Brasileiros não precisam de visto para turismo de até 90 dias a cada 180 dias no Espaço Schengen. Leve passaporte válido.
  • Entrada pela Suíça: como não há aeroporto no país, a imigração acontece no aeroporto de chegada ao Espaço Schengen (em geral, Zurique). Desde 10 de abril de 2026, o EES, sistema europeu de registro de entrada e saída com coleta de digitais e foto, substitui o carimbo no passaporte.
  • ETIAS: a autorização eletrônica de viagem está prevista, mas ainda sem data para entrar em vigor. Confira em travel-europe.europa.eu/etias.

Perguntas frequentes sobre Balzers

Vale a pena visitar Balzers?

Sim, se você gosta de castelos e de vilarejos tranquilos. O Castelo de Gutenberg é um dos cenários mais bonitos de Liechtenstein, e as capelas medievais de Mäls completam um passeio de meio dia, fácil de combinar com Vaduz.

Dá para visitar o Castelo de Gutenberg por dentro?

Só com visita guiada agendada, de maio a outubro, com pelo menos 14 dias de antecedência. Sem agendamento, você pode entrar no pátio externo o ano todo e, aos domingos de maio a outubro, na capela e no roseiral, das 10h às 17h.

Quantos dias ficar em Balzers?

Meio dia basta para o castelo, a igreja e as capelas; um dia inteiro permite somar a visita guiada ou uma trilha.

Como ir de Zurique a Balzers?

De trem até Sargans e, de lá, ônibus 11 da LIEmobil até Balzers. Do aeroporto de Zurique, o trajeto leva cerca de 1h40 a 1h50.

Brasileiro precisa de visto para Liechtenstein?

Não, para turismo de até 90 dias a cada 180 dias no Espaço Schengen, do qual Liechtenstein faz parte. A imigração acontece no aeroporto de chegada, em geral Zurique.

Qual a melhor época para ir a Balzers?

De maio a outubro, quando o castelo funciona e o tempo favorece as trilhas. No inverno, o interior do castelo fecha.

Seguro viagem para Liechtenstein

Liechtenstein está no Espaço Schengen, e a imigração pode pedir comprovante de seguro e de meios para a estadia; a cobertura de €30.000, exigida no visto Schengen, é a referência que recomendamos. Se o roteiro inclui trilhas ou neve, confira se a apólice cobre esportes e resgate em montanha. Veja o que considerar no nosso guia de seguro viagem para Liechtenstein.

Confira as opções de seguro viagem para Liechtenstein.

Chip internacional para Liechtenstein

Ter internet desde o desembarque em Zurique ajuda a consultar os horários de trem e ônibus e a usar o mapa nas trilhas. Explicamos as opções no post chip internacional para Liechtenstein, e quem prefere chip virtual pode ver o guia de eSIM para Liechtenstein.

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