ℹ️ Esta página tem links de parceiros. Se você comprar por eles, o Dicas da Europa recebe uma comissão, sem custo extra para você. Saiba mais
Brașov é a cidade que muita gente conhece sem saber o nome: aos pés das montanhas da Transilvânia, com telhados vermelhos, uma praça medieval enorme e um letreiro no estilo de Hollywood no alto do morro Tâmpa. Fundada por colonos saxões, a cidade ainda guarda muralhas, bastiões e uma das igrejas góticas mais impressionantes do Leste Europeu.
Ela também é a base mais prática para visitar o Castelo de Bran, o famoso “castelo do Drácula”, e as fortalezas e vilarejos da região.
Por isso, montamos este guia com o que fazer em Brașov, quantos dias reservar, onde ficar, quando ir, como chegar e as regras de entrada para brasileiros.
Onde fica Brașov
Brașov fica no sul da Transilvânia, no centro da Romênia, ao pé do monte Tâmpa e dos Cárpatos do Sul. Está a cerca de 166 km ao norte de Bucareste, a capital, o que faz dela a primeira parada natural de quem sobe da capital para as montanhas.
Vale a pena para quem quer conhecer a Romênia além de Bucareste, gosta de cidades medievais caminháveis e quer uma base para bate-voltas a castelos e fortalezas. Também é um bom ponto de partida para um roteiro pela Transilvânia ou para seguir de trem até a Hungria e Budapeste.
O que fazer em Brașov
Igreja Negra (Biserica Neagră)
Símbolo da cidade, a Igreja Negra começou a ser construída no fim do século 14, e a obra levou quase cem anos. O nome vem do grande incêndio de abril de 1689: segundo a tradição, as chamas e a fumaça deixaram as paredes tão escuras que ela passou a ser chamada assim.
Lá dentro, repare no órgão construído por Carl August Buchholz entre 1836 e 1839, com 3.993 tubos, considerado o maior órgão mecânico da Romênia, e na coleção de tapetes otomanos pendurados nas paredes. A entrada custa 30 lei para adultos, 25 lei para aposentados e universitários e 20 lei para estudantes até 18 anos; crianças até 7 anos não pagam (valores de 2026; podem mudar).
Do início de abril a 15 de outubro, abre de terça a sábado das 10h às 19h e, aos domingos e segundas, das 12h às 19h; no restante do ano, fecha às 18h. Durante concertos, batizados e casamentos, a igreja fecha ao público por cerca de duas horas, então confira os avisos no site oficial. Na temporada de verão, há concertos de órgão: a de 2025 foi de maio a outubro.
Praça do Conselho (Piața Sfatului)
A Piața Sfatului é o coração do centro histórico, cercada por casas de comerciantes de telhado vermelho. No meio dela está a antiga Prefeitura, a Casa Sfatului, de 1420, que hoje abriga o Museu de História de Brașov, com acervo que vai da Antiguidade às guildas saxãs.
A Igreja Negra fica a poucos passos, e a rua de pedestres Republicii, cheia de cafés e restaurantes, sai dali.
Monte Tâmpa e o letreiro de Brașov
O Tâmpa é o morro arborizado que domina o centro e onde fica o letreiro BRAȘOV. Dá para subir de teleférico, numa viagem de cerca de dois minutos, ou a pé, por trilhas gratuitas.
O teleférico pode fechar para manutenção, e horários e preços mudam com a estação. Confira no centro de informações turísticas antes de ir; se for de trilha, leve água e calçado firme.
Rua da Corda (Strada Sforii)
A Strada Sforii é apontada como a rua mais estreita da Romênia: tem pouco mais de um metro de largura em alguns trechos e cerca de 80 metros de comprimento. Ela liga a rua Cerbului à região da Porta Schei.
Portões, torres e bastiões medievais
Brașov ainda conserva boa parte do sistema defensivo. A Porta Catarina, de 1559, é o único portão medieval original que sobreviveu. Ao lado, a Porta Schei, de 1827, lembra um arco do triunfo com três aberturas.
Siga a muralha até as Torres Branca e Negra, ambas de 1494, que oferecem boa vista do centro, e até o Bastião dos Tecelões, descrito como o maior bastião medieval da cidade.
Bairro de Schei e a Igreja de São Nicolau
Atravessando a Porta Schei, você chega ao antigo bairro romeno. O destaque é a Igreja de São Nicolau, erguida em madeira em 1392 e reconstruída em pedra em 1495; no terreno dela fica o museu da Primeira Escola Romena.
Castelo de Bran
O bate-volta mais procurado a partir de Brașov é o Castelo de Bran, a cerca de 30 km. Em 1377, o rei Luís I de Anjou autorizou os moradores de Brașov a construir o castelo, que funcionou como fortaleza e posto de alfândega. Em 1920, a cidade o ofereceu à rainha Maria da Romênia, que fez dele seu refúgio favorito.
A fama de “castelo do Drácula” vem do romance de Bram Stoker, que nunca visitou a Transilvânia. A própria promoção turística oficial romena lembra que a ligação com Vlad Țepeș é fraca: ele passou pelo desfiladeiro de Bran, mas o castelo nunca foi sua casa. Vale ir pela arquitetura, pelos cômodos de madeira e pela história da família real.
De 1º de abril a 30 de outubro, abre às segundas das 12h às 19h e de terça a domingo das 9h às 19h; de novembro a março, fecha às 18h. O ingresso padrão custa 100 lei para adultos e 40 lei para crianças de 5 a 17 anos (valores de novembro de 2026; podem mudar). Compre no site oficial e chegue cedo, porque o castelo enche no meio do dia.
Fortaleza de Râșnov e igreja fortificada de Prejmer
A Fortaleza de Râșnov, no alto de um morro a cerca de 15 km de Brașov, fica no caminho para Bran e dá para combinar as duas visitas no mesmo dia, de carro ou de ônibus.
Para o outro lado, a cerca de 10 km a nordeste, está a igreja fortificada de Prejmer, que faz parte do conjunto de vilarejos com igrejas fortificadas da Transilvânia reconhecido pela Unesco. Dá para ir de trem, descendo na parada de Ilieni, mais próxima da igreja que a estação de Prejmer.
Poiana Brașov
A cerca de 8 km do centro e a uns 1.000 metros de altitude, Poiana Brașov é uma das estações de esqui mais conhecidas da Romênia. A linha de ônibus 20 sai da parada Livada Poștei, no centro.
Quantos dias ficar
Reserve dois a três dias. Um dia basta para o centro histórico, a Igreja Negra, as muralhas e o Tâmpa. O segundo fica para o Castelo de Bran com a Fortaleza de Râșnov. Com um terceiro dia, dá para incluir Prejmer ou um passeio em Poiana Brașov.
Onde ficar em Brașov
- Centro histórico, perto da Piața Sfatului: a melhor escolha para quem fica pouco tempo e quer fazer tudo a pé, com restaurantes e bares por perto.
- Schei: o antigo bairro romeno, logo além da Porta Schei, é mais tranquilo e fica a uma caminhada curta do centro.
- Perto da estação de trem: prático para quem chega tarde ou sai cedo, mas a estação fica a cerca de 3 km do centro, então você vai depender de ônibus ou táxi.
- Poiana Brașov: faz sentido no inverno, para quem vai esquiar, ou para quem prefere ficar na montanha.
Veja as hospedagens em Brașov no Booking.
Quando ir a Brașov
O clima é continental, com invernos frios e verões agradáveis. Em janeiro, a média fica entre −8 °C e 0 °C, e a neve é comum. Em julho, as máximas ficam em torno de 26 °C, com noites frescas, perto de 12 °C. Abril e outubro têm máximas de 15 °C a 16 °C.
- Primavera (abril a junho): bom equilíbrio entre clima e movimento. No primeiro domingo depois da Páscoa ortodoxa acontece o desfile dos Junii Brașovului, uma tradição local.
- Verão (julho e agosto): alta temporada, dias longos e temporada de concertos de órgão na Igreja Negra. Bran fica mais cheio.
- Outono (setembro a novembro): setembro concentra festivais de música de câmara, ópera e cerveja; em novembro há um festival internacional de jazz.
- Inverno (dezembro a março): frio intenso, neve e temporada de esqui em Poiana Brașov.
Como chegar a Brașov
Do Brasil: a porta de entrada mais comum é o Aeroporto Internacional de Bucareste (Henri Coandă, em Otopeni), com conexão em outro país. De lá, há ônibus diretos para Brașov, ou você vai até a estação Gara de Nord e segue de trem.
De avião: o Aeroporto Internacional de Brașov-Ghimbav recebeu o primeiro voo comercial em junho de 2023 e fica a cerca de 10 km do centro. Tem poucos voos internacionais, então confira as rotas na hora da compra. O ônibus expresso A1 liga o aeroporto à estação de trem de Brașov.
De trem: de Bucareste, há trens diretos ao longo de todo o dia. Os InterCity levam pouco mais de 2 horas; os InterRegio, de 2h30 a 2h45; os Regio, que param em muitas estações, passam de 3h30. Uma passagem de segunda classe no InterRegio custou cerca de 68,5 lei em 2026 (podem mudar). Compre no site da CFR Călători e reserve com antecedência para fins de semana e feriados. Também há trens diretos de Budapeste, inclusive noturnos.
De carro: de Bucareste, a rota é a E60, passando por Ploiești, Sinaia e Predeal. Nos fins de semana, o trecho entre Comarnic e Predeal costuma congestionar.
Como se locomover
A pé: o centro histórico é compacto, e as principais atrações ficam a poucos minutos umas das outras.
Ônibus urbano: a RATBV opera as linhas da cidade. Da estação de trem, a linha 4 vai até a Piața Unirii, perto do centro. A linha 20 sobe para Poiana Brașov. O pagamento pode ser feito por aplicativo; não conte com cartão em todas as situações e tenha algum dinheiro em espécie.
Até Bran: os ônibus saem da Autogara 2 a cada 45 a 60 minutos, e a viagem leva cerca de 45 minutos. De carro, são uns 30 minutos com trânsito normal. Para combinar Bran, Râșnov e Prejmer no mesmo dia, o carro alugado ajuda bastante.
Dicas práticas
- Moeda: a Romênia usa o leu romeno (RON), mesmo sendo da União Europeia. Pagar em euro onde o preço está em lei costuma sair mais caro. Cartão é aceito em muitas lojas e na maioria dos supermercados.
- Idioma: romeno, língua latina aparentada com o português; em placas e cardápios, muitas palavras soam familiares.
- Tomada: 230 V e 50 Hz, com tomadas dos tipos C e F (dois pinos redondos). Leve um adaptador e confira a voltagem dos seus aparelhos.
- Gorjeta: em restaurantes, o costume é deixar de 5% a 10% da conta.
- Emergência: 112.
- Documentos: a Romênia faz parte do Espaço Schengen desde 1º de janeiro de 2025, quando caíram também os controles nas fronteiras terrestres. Brasileiros não precisam de visto para estadias curtas de turismo, de até 90 dias em qualquer período de 180 dias, contando todos os países do Schengen. Leve passaporte válido; a imigração pode pedir comprovante de seguro e de meios para a estadia.
- ETIAS: a autorização eletrônica de viagem está prevista, mas ainda não tem data em vigor. Confira a situação no site oficial da União Europeia antes de viajar.
Perguntas frequentes
Vale a pena conhecer Brașov?
Sim, principalmente se você quer ver a Transilvânia. A cidade tem um centro medieval bem preservado, a Igreja Negra, vista de montanha no Tâmpa e fica perto do Castelo de Bran e de fortalezas da região.
Quantos dias ficar em Brașov?
Dois a três dias. Um para o centro histórico e o Tâmpa, outro para Bran e Râșnov, e um terceiro, se der, para Prejmer ou Poiana Brașov.
Como ir de Brașov ao Castelo de Bran?
De ônibus, saindo da Autogara 2, a cada 45 a 60 minutos, em cerca de 45 minutos de viagem. De carro, são uns 30 minutos.
O Castelo de Bran é mesmo o castelo do Drácula?
Não exatamente. A fama vem do romance de Bram Stoker, que nunca esteve na Transilvânia, e a ligação com Vlad Țepeș é fraca. O castelo vale pela arquitetura e pela história da rainha Maria.
Brasileiro precisa de visto para a Romênia?
Não, para turismo de até 90 dias em qualquer período de 180. A Romênia é do Espaço Schengen desde 1º de janeiro de 2025, então esse prazo é somado ao dos outros países do bloco.
Qual a melhor época para ir a Brașov?
Da primavera ao início do outono, quando os dias são agradáveis e tudo está aberto. Quem gosta de neve e esqui deve ir entre dezembro e março.
Seguro viagem para Romênia
Como a Romênia faz parte do Espaço Schengen, a imigração pode pedir comprovante de seguro e de meios para a estadia; a cobertura de €30.000, exigida no visto Schengen, é a referência que recomendamos. Veja as coberturas no nosso guia de seguro viagem para Romênia.
Confira as opções de seguro viagem para Romênia.
Chip internacional para Romênia
Com internet no celular desde a chegada, fica mais fácil usar mapas, comprar passagens de trem e pagar o ônibus por aplicativo. Explicamos as opções no guia de chip internacional para Romênia.
Deixe um comentário