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Gotemburgo, a segunda maior cidade da Suécia, fica na costa oeste do país, na foz do rio Göta älv. É uma cidade portuária com canais, um parque de diversões no centro, um bairro antigo cheio de cafés e um arquipélago de ilhas sem carros a um bonde e um barco de distância.
Fundada em 1621 pelo rei Gustavo Adolfo, ela tem um ritmo mais descontraído que o de Estocolmo e fica no meio do caminho entre Oslo e Copenhague, o que facilita encaixá-la num roteiro pela Escandinávia.
Por isso, montamos este guia com o que fazer em Gotemburgo, como chegar ao arquipélago, quantos dias ficar, onde se hospedar, a melhor época e como usar o transporte público.
Onde fica Gotemburgo
Gotemburgo fica na costa oeste da Suécia, onde o rio Göta älv deságua no mar Kattegat. De trem, são cerca de 3 horas de Estocolmo, 3h30 de Copenhague e pouco menos de 4 horas de Oslo.
Vale a pena para quem gosta de frutos do mar, design e natureza perto da cidade, e para famílias, por causa do Liseberg e do Universeum.
O que fazer em Gotemburgo
Liseberg
O Liseberg é um parque de diversões no coração da cidade, com 42 brinquedos e atrações, entre eles as montanhas-russas Helix e Valkyria.
O parque tem temporadas próprias, como o Halloween e o Natal. Em 2026, o Natal no Liseberg começa em 14 de novembro, com mercado natalino, brinquedos de inverno e cerca de 5 milhões de luzes. Confira o calendário no site do Liseberg.
Haga e a fika
Haga é um dos bairros mais antigos de Gotemburgo, com ruas de paralelepípedo, as tradicionais casas de governador (landshövdingehus), cafés e lojinhas de artesãos.
É o lugar da fika, a pausa sueca para café e doce. Na Haga Nygata fica o Hagabullen, um enorme pão de canela que vive nas fotos dos visitantes. Nossa dica é provar também o pão de cardamomo e explorar as ruas laterais, não só a principal.
Skansen Kronan
No alto de Haga, a Skansen Kronan é uma fortificação do fim do século XVII que já foi prisão, moradia de emergência e museu. A subida é íngreme, mas a vista da cidade compensa, e há um café de waffles com terraço no verão.
Feskekörka e Stora Saluhallen
A Feskekörka, a “igreja dos peixes”, é o mercado de peixe da cidade, aberto em 1874. O nome vem das janelas pontudas e do formato de igreja. Dentro há balcões de peixe, restaurantes e bares, e no verão um grande terraço flutuante se estende sobre a água.
É o lugar para provar o sanduíche de camarão, mariscos e ostras. Fica a uns 10 minutos a pé de Haga. Quem não come peixe pode almoçar na Stora Saluhallen, o mercado coberto da Kungstorget, em funcionamento desde meados do século XIX. Confira os horários antes, principalmente aos domingos e feriados.
Arquipélago de Gotemburgo
O passeio mais marcante de Gotemburgo é o arquipélago. As ilhas do sul, como Styrsö, Vrångö, Brännö, Asperö e Donsö, não têm carros e são servidas por barcos que saem de Saltholmen. Köpstadsö, a menor delas, tem vielas tão estreitas que o único veículo permitido é o carrinho de mão.
Vrångö, a mais ao sul, é conhecida pelas reservas naturais e praias de areia; Styrsö é o centro das ilhas do sul, com lojas, cafés e restaurantes; e em Donsö você sobe o morro Radarberget para ver o arquipélago. As ilhas do norte, como Hönö, Öckerö e Björkö, têm carros e são ligadas por balsa.
As ilhas do sul ganham vida no verão; no inverno, as do norte têm mais coisa aberta.
Museu de Arte e a Götaplatsen
No topo da Avenyn, o principal bulevar da cidade, fica a Götaplatsen, praça aberta para a Exposição Mundial de 1923, com a estátua de Poseidon de Carl Milles. Ali está o Göteborgs konstmuseum, com acervo nórdico do século XV em diante e obras de Rembrandt, Monet, Picasso e Chagall.
O museu tem três estrelas no Guia Verde Michelin e vai fechar para reforma em 2028, então vale ir antes disso.
Universeum
O Universeum é o Centro Nacional de Ciência da Suécia, com dez andares: floresta tropical, um salão de aquários com tubarões e o Wisdome, a maior cúpula de projeção do país.
Slottsskogen e os jardins
O Slottsskogen é o maior parque da cidade, com um pequeno zoológico de entrada gratuita, o Museu de História Natural e o parquinho Plikta. É ali que acontece o festival Way Out West, em agosto.
Perto da Estação Central, o Trädgårdsföreningen é um dos parques do século XIX mais bem preservados da Europa. O Jardim Botânico tem mais de 20 mil espécies.
World of Volvo, Museu Marítimo e Karlatornet
O World of Volvo é um centro de experiências com exposições interativas. O Museu Marítimo e Aquário tem tubarões e histórias do mar. E a Karlatornet, a torre nova da cidade, tem um mirante a cerca de 220 metros de altura.
Para quem gosta de cerveja, a região tem cerca de 40 cervejarias artesanais.
Quantos dias ficar em Gotemburgo
Um dia cheio dá para o roteiro essencial: Kungsportsplatsen, o passeio de barco Paddan pelos canais (cerca de 50 minutos, só na temporada), Magasinsgatan, Feskekörka e Haga. Com dois ou três dias, você soma o Liseberg, um museu e um dia inteiro no arquipélago, que fica a cerca de uma hora do centro.
Para bate-voltas, o turismo oficial sugere a Fortaleza de Bohus, o Castelo de Tjolöholm e a casa e os jardins de Gunnebo, este último com mercado de Natal a partir de meados de novembro.
Onde ficar em Gotemburgo
- Perto da Estação Central: para quem chega de trem ou do aeroporto, já que o ônibus de Landvetter para no terminal Nils Ericson, ao lado da estação. Prático para bate-voltas.
- Centro, entre o fosso e a Avenyn: a área da Kungsportsplatsen, da Magasinsgatan e da Avenyn, com lojas, restaurantes e o Paddan; boa para a primeira visita.
- Perto do Liseberg: é onde ficam muitos dos hotéis procurados por famílias, a poucos passos do parque e do Universeum.
- Haga, Linnéstaden e Majorna: para quem prefere cafés, brechós e lojas de design a uma caminhada da Feskekörka.
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Quando ir a Gotemburgo
Gotemburgo tem clima oceânico, suavizado pela Corrente do Golfo. A média de julho fica em torno de 18 °C, com máximas perto de 20 °C, e a de janeiro gira em torno de 1 °C.
- Verão (junho a agosto): a melhor época, com mais sol, dias longos, Paddan funcionando e as ilhas do sul em plena temporada. O festival Way Out West acontece no Slottsskogen em agosto; a edição de 2027 está marcada para 12 a 14 de agosto.
- Primavera e outono: mais frio e menos sol (máximas por volta de 9 °C em abril e 11 °C em outubro), mas bom para museus e passeios urbanos.
- Inverno: frio e pouca luz, compensados pelo Natal. Em novembro e dezembro há mercados natalinos na cidade e na região, as 80 árvores da Avenyn ganham luzes, e o dia de Santa Lúcia, 13 de dezembro, tem desfile e concertos.
Como chegar a Gotemburgo
Do Brasil: não encontramos voo direto. O caminho é voar com conexão num aeroporto europeu ou do Oriente Médio até o Aeroporto de Göteborg Landvetter, a cerca de 20 a 25 km do centro, ou chegar de trem a partir de Estocolmo ou Copenhague.
Do aeroporto ao centro: o ônibus Vy Flygbussarna leva de 20 a 30 minutos até o terminal Nils Ericson, ao lado da Estação Central, e só aceita cartão. A FlixBus (linha 691) faz o mesmo trajeto. De táxi, os carros credenciados têm preço máximo de 725 coroas suecas (SEK) para 1 a 4 pessoas dentro da zona marcada (valores de 2026; podem mudar).
De trem: são cerca de 3 horas de Estocolmo, 3h30 de Copenhague (Öresundståg) e pouco menos de 4 horas de Oslo (Vy). Na estação central operam empresas como SJ, VR, Vy e Västtrafik.
De ônibus: do terminal Nils Ericson saem ônibus para Oslo e Malmö (cerca de 3h30), Copenhague (cerca de 5 horas) e Estocolmo (cerca de 6h30).
De barco ou carro: a Stena Line tem balsas diretas de Frederikshavn, na Dinamarca, e de Kiel, na Alemanha. De carro, chegam à cidade as rodovias E6, E20 e E45.
Como se locomover em Gotemburgo
O centro se faz bem a pé, e o resto você resolve com os bondes, ônibus e barcos da Västtrafik. Qualquer bilhete vale nos três.
- Bilhetes: o avulso custa a partir de 38 SEK e o de 1 dia, a partir de 125 SEK, este comprado no app Västtrafik To Go (valores de junho de 2026; podem mudar). O bilhete precisa ser comprado antes de embarcar; na zona A, você também pode aproximar o cartão de crédito no leitor a bordo.
- Barcos no rio: a linha 285 percorre o rio com o bilhete comum, e a 286, entre Stenpiren e Lindholmspiren, é gratuita.
- Arquipélago do sul: pegue o bonde 11 (ou o 9, no verão) até Saltholmen, em cerca de 35 minutos, ou o ônibus 114, em cerca de 25. De lá saem os barcos das linhas 281 a 284, em geral de hora em hora para as ilhas maiores. Um bilhete da zona A cobre a viagem inteira.
- Arquipélago do norte: o ônibus X6 sai da Estação Central para Lilla Varholmen, de onde balsas gratuitas cruzam para Hönö (cerca de 12 minutos) e Björkö (cerca de 6 minutos).
- Bicicleta: o sistema Styr & Ställ aluga bicicletas pelo app Nextbike.
- Táxi: os credenciados têm placa amarela. O preço não é tabelado na Suécia, então confira a etiqueta de preço na janela traseira.
Dicas práticas
- Moeda: coroa sueca (SEK). A Suécia usa muito pouco dinheiro vivo: cartão é aceito em quase todo lugar, e alguns serviços, como o ônibus do aeroporto e banheiros públicos (cerca de 5 SEK), só aceitam cartão.
- Idioma: sueco. Alguns passeios guiados são oferecidos em inglês.
- Tomada: tipos C e F (dois pinos redondos), 230 V e 50 Hz. O plugue brasileiro de dois pinos finos (tipo C) encaixa; o de três pinos precisa de adaptador.
- Documentos: passaporte válido. A Suécia faz parte do Espaço Schengen, onde o brasileiro entra sem visto para turismo por até 90 dias a cada 180. A imigração pode pedir comprovante de seguro e de meios para a estadia.
- Na fronteira: desde 10 de abril de 2026, o EES registra digitais e foto facial de quem não é da UE, no lugar do carimbo no passaporte. O ETIAS, autorização de viagem prevista para quem não precisa de visto, ainda não está em vigor; confira o status em travel-europe.europa.eu.
Perguntas frequentes
Vale a pena conhecer Gotemburgo?
Vale, principalmente no verão e para quem quer combinar cidade e natureza. O arquipélago sem carros, Haga, a Feskekörka e o Liseberg fazem dela uma parada fácil entre Oslo, Copenhague e Estocolmo.
Quantos dias ficar em Gotemburgo?
Dois a três dias. Um dia cobre o centro e Haga; os outros ficam para o Liseberg, um museu e um passeio pelo arquipélago.
Gotemburgo é caro?
Para quem ganha em real, a conta pesa, como no resto da Escandinávia. Para economizar, use o bilhete de 1 dia da Västtrafik, que inclui os barcos do arquipélago, aproveite os parques gratuitos e almoce o dagens lunch, o prato do dia servido nos dias úteis.
Como ir de Estocolmo a Gotemburgo?
De trem, em cerca de 3 horas até a Estação Central. Também há ônibus, em cerca de 6h30, a partir do terminal Nils Ericson.
Como ir ao arquipélago de Gotemburgo?
Pegue o bonde 11 até Saltholmen (cerca de 35 minutos) e embarque num barco das linhas 281 a 284 para as ilhas do sul. O bilhete comum da zona A vale para o bonde e para o barco.
Brasileiro precisa de visto para a Suécia?
Não, para turismo de até 90 dias a cada 180 no Espaço Schengen. Leve passaporte válido e esteja pronto para mostrar seguro viagem e meios para a estadia, se a imigração pedir.
Qual a melhor época para ir a Gotemburgo?
De junho a agosto, quando faz mais sol e as ilhas estão em temporada. Novembro e dezembro são a segunda opção, para quem quer o Natal do Liseberg e os mercados natalinos.
Seguro viagem para Suécia
A Suécia está no Espaço Schengen, e a imigração pode pedir comprovante de seguro e de meios para a estadia. A cobertura de €30.000, exigida no visto Schengen, é a referência que recomendamos, inclusive para quem vai fazer passeios de barco e de bicicleta pelo arquipélago. Veja mais no nosso guia de seguro viagem para a Suécia.
Confira as opções de seguro viagem para Suécia.
Chip internacional para Suécia
Em Gotemburgo, o celular com internet é quase obrigatório: é pelo app Västtrafik To Go que você compra bilhetes e consulta os barcos do arquipélago, e pelo app Nextbike que aluga bicicleta. Veja como escolher no nosso guia de chip internacional para a Suécia.
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