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St. Julian’s (San Ġiljan, em maltês) é a cidade de Malta onde a ilha sai à noite. Começou como um pequeno porto de pescadores nas baías de Spinola e Balluta e hoje reúne alguns dos hotéis mais novos do país, restaurantes de frente para o mar e Paceville, o principal polo de vida noturna do arquipélago.
Durante o dia, a cidade mostra outro lado: barcos de pesca coloridos ancorados em Spinola, um palácio barroco, um prédio art nouveau de frente para a baía e uma das poucas praias de areia da região, em St. George’s Bay.
Por isso, montamos este guia com o que fazer em St. Julian’s de dia e de noite, onde ficar conforme o seu estilo de viagem, como chegar do aeroporto e o que o brasileiro precisa para entrar em Malta.
Onde fica St. Julian’s
St. Julian’s fica na costa leste da ilha de Malta, ao norte de Valletta e colada em Sliema. Segundo o Visit Malta, órgão oficial de turismo do país, a cidade virou uma extensão de Sliema, e a orla das duas forma um passeio contínuo à beira-mar.
Tinha cerca de 14,7 mil moradores em 2024 e é um destino turístico especialmente procurado no verão. Além do centro, a cidade inclui bairros como Paceville, Ta’ Ġiorni e St Andrew’s, e as baías de Spinola, Balluta e St. George’s.
Vale a pena para quem quer restaurantes, bares e balada a pé do hotel, ou para quem procura uma base com praia de areia e ônibus direto para o aeroporto. Quem busca sossego deve ficar do lado de Sliema ou em Gozo.
O que fazer em St. Julian’s
Spinola Bay
A Spinola Bay é o cartão-postal da cidade. A pequena baía ainda é usada por pescadores, que guardam os barcos tradicionais logo abaixo dos restaurantes, e o turismo oficial a destaca como especialmente bonita à noite, para jantar ao ar livre.
Reserve pelo menos uma refeição de frente para a água e chegue antes do pôr do sol para pegar a luz sobre os barcos.
Palácio Spinola
Na mesma baía fica o Palácio Spinola, construído no século 17 por um cavaleiro da Ordem de São João da família Spinola e ampliado no século 18 com projeto de Romano Carapecchia. Na parte de trás, um relógio é considerado um detalhe único na arquitetura barroca civil de Malta.
O palácio pertence ao governo maltês e teve vários usos ao longo do tempo. Não encontramos informação oficial sobre visitas ao interior, então conte com a vista de fora e com o passeio pelos arredores.
Balluta Bay, a igreja carmelita e o prédio art nouveau
Seguindo a orla em direção a Sliema, a Balluta Bay junta dois dos prédios mais fotografados da cidade. A igreja de Nossa Senhora do Monte Carmelo, em estilo neogótico, nasceu como uma pequena capela em 1859, foi reconstruída pelos carmelitas a partir de 1900, ampliada em 1958 e virou paróquia em 1974.
Ao lado, os Balluta Buildings, um prédio de apartamentos de 1928 feito para o marquês John Scicluna, são considerados um dos melhores exemplos do pouco que restou da arquitetura art nouveau em Malta. Como são residenciais, admire de fora.
Na baía, o litoral é de pedra, como em Sliema, com acesso à água por escadas. Segundo o turismo oficial, o mar é fundo, mas em geral limpo e bom para snorkel.
St. George’s Bay
A St. George’s Bay é a praia de areia de St. Julian’s. O Visit Malta conta que o pequeno trecho de areia de antes foi ampliado e hoje é uma praia maior e administrada, com estrutura, a menos de um minuto a pé dos restaurantes, bares e lojas da cidade.
Por ficar ao pé de Paceville, é a praia mais prática para quem se hospeda nessa parte da cidade.
Paceville e a vida noturna
Paceville ocupa a colina entre Spinola Bay e St. George’s Bay e é o principal endereço da noite maltesa, com movimento o ano todo. Há casas noturnas com DJ, bares, pubs, piano bars e restaurantes para todos os gostos, de acordo com o turismo oficial.
A noite começa tarde e o barulho vai longe, por isso pense bem antes de reservar hospedagem dentro de Paceville. Para voltar de madrugada, a Malta Public Transport tem linhas noturnas e um serviço sob demanda pelo app tallinja.
Portomaso e a Mercury Tower
No litoral entre Spinola e St. George’s, Portomaso é um complexo com marina, apartamentos e hotéis de alto padrão. A torre de escritórios de Portomaso foi por anos o prédio mais alto de Malta, até ser superada em 2020 pela Mercury Tower, também em St. Julian’s.
Com 122 metros e 32 andares, a Mercury Tower foi um dos últimos projetos aprovados pessoalmente pela arquiteta Zaha Hadid antes de sua morte, em 2016. A torre tem uma torção característica entre os andares 10 e 13 e incorpora a antiga Mercury House, de 1903, que abrigava a infraestrutura de telecomunicações do país.
Villa Dragonara
No promontório de St. George’s Bay fica a Villa Dragonara, palácio de veraneio do século 19 construído pelo marquês Scicluna, com uma varanda de colunas que dá direto para o mar. Desde 1964 funciona como cassino.
Segundo a página do cassino no Visit Malta, a entrada é gratuita, a idade mínima para estrangeiros é de 18 anos e é preciso apresentar passaporte na primeira visita. Mesmo sem jogar, vale o passeio até a ponta para ver o prédio e o mar aberto.
A festa de São Juliano
A cidade leva o nome de São Juliano Hospitaleiro, padroeiro dos caçadores. Além da data litúrgica, em fevereiro, St. Julian’s celebra uma festa no último domingo de agosto, no estilo das festas paroquiais maltesas.
Se a sua viagem cair nessa época, confira a data e a programação com a paróquia.
Quantos dias ficar em St. Julian’s
Para conhecer a cidade, um dia e uma noite bastam: Spinola e Balluta de manhã, praia em St. George’s à tarde, jantar na baía e Paceville depois. Como base para explorar Malta, a cidade funciona bem por 3 a 5 dias.
Bate-voltas a partir de St. Julian’s:
- Sliema: a pé pela orla, e de lá o ferry para Valletta.
- Valletta: de ônibus, pelas linhas que saem do terminal da capital.
- Mdina: de ônibus; monte o trajeto no planejador de viagens da Malta Public Transport.
- Gozo e Comino: de ônibus até o terminal de Ċirkewwa e de balsa, ou em passeio de barco.
Onde ficar em St. Julian’s
- Spinola Bay: para casais e quem quer restaurantes de frente para a água sem ficar no meio da balada.
- Paceville e St. George’s Bay: para grupos de amigos e quem quer sair à noite e ir à praia a pé. Conte com barulho até tarde.
- Portomaso: área de hotéis de alto padrão e marina, para quem prefere conforto e fica perto de tudo.
- Balluta, na divisa com Sliema: mais tranquila, a uma caminhada tanto do agito de St. Julian’s quanto do ferry de Sliema.
Para comparar St. Julian’s com Valletta, Sliema e outras cidades, veja nosso post sobre onde ficar em Malta e a seleção de hotéis em Malta.
Veja as hospedagens em St. Julian’s no Booking.
Quando ir a St. Julian’s
Malta tem clima mediterrâneo: verão quente, seco e muito ensolarado, com média de cerca de 12 horas de sol por dia, e inverno ameno, com 5 a 6 horas. Chove pouco, em média 568 mm por ano, e o Visit Malta indica que a alta temporada de praia vai até meados ou fim de outubro.
De junho a setembro é a época de praia em St. George’s e de noites mais cheias em Paceville. Agosto soma a festa de São Juliano, no último domingo do mês. Se você quer clima bom com menos gente, prefira abril, maio, outubro e o começo de novembro.
No inverno, a cidade não para: a noite de Paceville funciona o ano todo, e é uma boa época para passear sem calor.
Como chegar a St. Julian’s
Do Brasil: não encontramos voo direto entre o Brasil e Malta. O caminho é conectar num hub europeu até o Aeroporto Internacional de Malta, o único do arquipélago.
Do aeroporto: duas linhas do Airport Direct, da Malta Public Transport, atendem a cidade, ambas com saídas a cada 30 minutos: a TD2 vai a St. Julian’s e Pembroke, e a TD3 passa por St. Julian’s, Sliema, Gżira e Msida. A passagem custa cerca de €3 (valores de 2026; podem mudar), e os ônibus têm espaço para bagagem.
De Valletta: pelas linhas 13, 13A, 14, 16, 21 ou TD13, que saem do terminal da capital. Outra opção é o ferry até Sliema e uma caminhada pela orla.
Do norte da ilha: a linha 222 liga Mellieħa a Sliema e St. Julian’s; ela parte do terminal de Ċirkewwa, onde sai a balsa para Gozo.
Como se locomover
O centro de St. Julian’s se percorre a pé: de Balluta a Spinola e de Spinola a Paceville e St. George’s, as distâncias são curtas.
Ônibus: a passagem simples vale por 2 horas, com baldeação, e custa cerca de €2 no inverno (de 18 de outubro de 2026 a 12 de junho de 2027) e €2,50 no verão; as linhas noturnas e TD custam €3 (valores de 2026; podem mudar). Dá para pagar em dinheiro ou por aproximação no ônibus. Veja linhas e horários no site da Malta Public Transport.
Ferry: para ir a Valletta pelo mar, caminhe até o Strand, em Sliema, de onde saem os catamarãs da Valletta Ferry Services; a passagem simples de adulto custa cerca de €3 de dia (valores de 2026; podem mudar).
Carro: em Malta se dirige pela mão esquerda. Para circular entre St. Julian’s e Sliema, nossa dica é ir a pé ou de ônibus e deixar o carro para os dias de passeio pelo interior.
Dicas práticas
- Moeda: euro (€), desde 2008.
- Idioma: maltês e inglês são as línguas oficiais.
- Tomada: padrão britânico (tipo G), 230 V. Leve adaptador.
- Fuso horário: Malta fica 4 horas à frente de Brasília no inverno europeu e 5 horas no verão europeu.
- Documentos: Malta é da União Europeia e do Espaço Schengen. O brasileiro não precisa de visto para até 90 dias a cada 180. Desde 10 de abril de 2026, o EES, registro biométrico de entrada e saída, funciona plenamente nas fronteiras.
- ETIAS: a autorização eletrônica para quem é isento de visto está prevista, ainda sem data em vigor. Confira em travel-europe.europa.eu.
- Cassino: leve o passaporte se pretende entrar no Dragonara; estrangeiros precisam ter 18 anos ou mais.
Perguntas frequentes sobre St. Julian’s
Vale a pena se hospedar em St. Julian’s?
Sim, se você quer restaurantes, bares e vida noturna a pé, além de praia de areia em St. George’s Bay e ônibus direto para o aeroporto. Quem busca silêncio deve evitar Paceville.
St. Julian’s tem praia?
Sim. St. George’s Bay é uma praia de areia ampliada e administrada. Em Balluta e no resto da orla, o banho é nas pedras.
O que é Paceville?
É o bairro de St. Julian’s entre Spinola Bay e St. George’s Bay que concentra a vida noturna de Malta, com casas noturnas, bares e restaurantes abertos o ano todo.
Como ir do aeroporto de Malta a St. Julian’s?
Pelos ônibus TD2 ou TD3, do serviço Airport Direct, com saídas a cada 30 minutos e passagem de cerca de €3 (valores de 2026).
St. Julian’s ou Sliema: qual é melhor?
St. Julian’s é melhor para quem quer noite e praia de areia; Sliema, colada, é mais prática para ir a Valletta de ferry. Dá para ir de uma à outra a pé pela orla.
Quantos dias ficar em St. Julian’s?
Um dia e uma noite para a cidade; de 3 a 5 dias se for usá-la como base para conhecer Malta.
Brasileiro precisa de visto para Malta?
Não, para até 90 dias a cada 180, pela regra do Espaço Schengen. O ETIAS está previsto, ainda sem data.
Seguro viagem para Malta
Malta está no Espaço Schengen, e a imigração pode pedir comprovante de seguro e de meios para a estadia. A cobertura de €30.000, exigida no visto Schengen, é a referência que recomendamos, inclusive para quem vai aproveitar a praia e a noite. Veja mais no nosso guia de seguro viagem para Malta.
Confira as opções de seguro viagem para Malta.
Chip internacional para Malta
Com internet no celular, você chama o serviço sob demanda do app tallinja na volta da noite, acompanha os ônibus para o aeroporto e encontra os restaurantes de Spinola no mapa. Veja as opções no guia de chip internacional para Malta ou, se o seu celular aceitar, no de eSIM para Malta.


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