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Uppsala é a quarta maior cidade da Suécia: fica a cerca de 70 km ao norte de Estocolmo e reúne a maior igreja dos países nórdicos, a universidade mais antiga da Escandinávia, fundada em 1477, e os montes funerários de Gamla Uppsala, um dos sítios históricos mais importantes da Suécia.
É uma cidade compacta e universitária, com jardins ligados ao botânico Carl Linnaeus (Lineu), e fica tão perto de Estocolmo e do aeroporto de Arlanda que funciona muito bem como bate-volta.
Por isso, montamos este guia com o que fazer em Uppsala, quantos dias reservar, onde se hospedar, a melhor época, como chegar de trem e o que o brasileiro precisa para entrar na Suécia.
Onde fica Uppsala
Uppsala é a capital da província de mesmo nome, na região histórica de Uppland. O rio Fyris (Fyrisån) divide a cidade: a oeste fica o lado histórico, com catedral, castelo e prédios da universidade; a leste, o centro comercial e a estação de trem.
Num roteiro pela Suécia, Uppsala costuma entrar como extensão de Estocolmo. Vale a pena para quem gosta de história, de vikings e de cidades universitárias com ritmo mais tranquilo.
O que fazer em Uppsala
Catedral de Uppsala (Uppsala domkyrka)
Com 118,7 metros de altura, a Catedral de Uppsala é a maior igreja dos países nórdicos. A construção começou por volta de 1270 e a consagração foi em 1435. Os reis da Suécia foram coroados ali até 1719, e ainda hoje é ali que se ordenam os bispos.
Lá dentro estão o relicário de São Érico, o maior vitral da Suécia e os túmulos do rei Gustavo Vasa e de suas rainhas, de Carl Linnaeus e do cientista Emanuel Swedenborg. Na torre norte fica o Tesouro (Skattkammaren), com uma das coleções mais importantes de tecidos religiosos medievais da Europa.
A entrada na catedral é gratuita, e ela abre todos os dias, das 8h às 18h (em 30 de abril e 19 de junho, só até o meio-dia, segundo a programação de 2026). Confira no site da catedral.
Gamla Uppsala, os montes dos reis
Gamla Uppsala (Velha Uppsala) foi um centro religioso, político e econômico na Era Viking e antes dela. A paisagem é marcada por três grandes montes funerários, os Montes dos Reis, erguidos no período de Vendel (550 a 800 d.C.) para a elite governante e, por muito tempo, atribuídos aos deuses Odin, Thor e Freyr. Segundo a Destination Uppsala, o trajeto desde a estação central leva cerca de 15 minutos.
Ao lado fica o Gamla Uppsala Museum, com peças originais do sítio e uma sala sobre runas. O ingresso custa 150 coroas suecas (120 para estudantes e idosos), é gratuito até 19 anos e inclui visitas guiadas, com tour em inglês aos sábados e domingos às 15h, e a subida guiada a um dos montes, que normalmente ficam fechados (valores de 2026; podem mudar).
O museu abre todos os dias das 11h às 17h de maio a setembro, e de quarta a domingo, das 12h às 16h, de outubro a abril. Com vista para os montes, o restaurante Odinsborg serve hidromel, a bebida fermentada de mel associada aos vikings.
Gustavianum, o museu da universidade
O Gustavianum ocupa o prédio mais antigo preservado da Universidade de Uppsala. No topo fica o Teatro Anatômico, construído na década de 1660 para dissecações públicas, que você pode visitar. O acervo inclui o primeiro termômetro de Anders Celsius, o Gabinete de Arte de Augsburgo, dado ao rei Gustavo II Adolfo em 1632, e capacetes, armas e joias das sepulturas de Valsgärde, nos arredores da cidade, na exposição sobre o início da Era Viking.
O ingresso custa 150 coroas (120 para idosos e estudantes de outras instituições), com tour de cerca de 30 minutos incluído, e é gratuito até 19 anos (valores de 2026; podem mudar). De junho a agosto, abre todos os dias das 11h às 17h; de setembro a maio, fecha às segundas. No Parque da Universidade, em frente, há pedras rúnicas da Era Viking.
Jardim de Linnaeus (Linnéträdgården)
Fundado em 1655 por Olof Rudbeck, o Velho, o Linnéträdgården é o jardim botânico mais antigo da Suécia. Foi restaurado conforme o desenho de 1745 de Linnaeus, o “pai da taxonomia moderna”, e cultiva cerca de 1.000 espécies, todas sabidamente plantadas por ele. A casa onde Linnaeus morou com a família virou o Linnémuseet.
Atenção à temporada: o jardim só abre de maio a setembro e fica fechado de outubro a abril. A entrada custa 120 coroas (jardim e museu), gratuita até 17 anos, e o jardim é gratuito depois das 16h (valores de 2026; podem mudar).
Jardim Botânico e estufa tropical
O parque do Jardim Botânico da universidade é gratuito, aberto das 7h às 21h de maio a setembro e das 7h às 19h no resto do ano. A estufa tropical cobra 60 coroas de adultos e abre de terça a domingo (valores de 2026; podem mudar).
Castelo de Uppsala e o sino Gunilla
O Castelo de Uppsala, de fachada rosada, domina a colina ao lado da catedral. Começou a ser construído em 1549, sob Gustavo Vasa, e hoje abriga o Museu de Arte de Uppsala e uma exposição sobre a história do castelo.
Em frente, no bastião Styrbiskop, fica o Gunillaklockan, o sino doado em 1588 pela rainha Gunilla Bielke. Depois do grande incêndio de 1702, foi refundido em 1752 e ainda toca todos os dias às 6h e às 21h.
Carolina Rediviva e a Bíblia de Prata
A Carolina Rediviva é o prédio principal da biblioteca da universidade e tem um salão de exposições com entrada gratuita. A peça mais famosa é o Codex Argenteus, a Bíblia de Prata, que ganha nova exposição prevista para o verão europeu de 2027; até lá, o salão pode fechar em alguns períodos. Confira no site da biblioteca antes de ir.
Passeio pelo rio Fyris e fika
Caminhar pelas margens do Fyris é o jeito mais simples de sentir a cidade. No caminho, pare num café para a fika, a pausa sueca para café com doce. No verão, o Parque da Cidade recebe os concertos gratuitos do Parksnäckan.
Quantos dias ficar
Um dia inteiro dá para ver o essencial: catedral, Gustavianum, castelo e Gamla Uppsala. Com dois dias, você inclui com calma os jardins de Linnaeus (de maio a setembro), o Jardim Botânico e uma noite na cidade.
Por ficar a 18 minutos de trem de Arlanda, Uppsala combina com o começo ou o fim do roteiro. Depois, dá para descer até Gotemburgo, Malmö ou a ilha de Öland.
Onde ficar em Uppsala
A cidade é compacta, e os hotéis boutique costumam sair um pouco mais em conta que em Estocolmo, segundo a Destination Uppsala.
- Perto da estação central: a escolha mais prática para quem chega de Arlanda ou de Estocolmo de trem e quer sair cedo para outros destinos. O Gustavianum fica a cerca de 1 km a pé.
- Centro, a leste do Fyris: ruas comerciais, restaurantes e cafés.
- Lado histórico, a oeste do rio: perto da catedral, do castelo e da universidade. Para quem quer acordar com a cidade antiga a poucos passos.
- Estocolmo como base: para uma visita de um dia, dá para dormir na capital e ir de trem.
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Quando ir a Uppsala
Nas médias de 1991 a 2020, janeiro tem máximas em torno de 0 °C e mínimas perto de -5 °C, e julho tem máximas por volta de 23 °C e mínimas de 13 °C. O verão é a época mais completa, porque os jardins de Linnaeus só abrem de maio a setembro.
- 30 de abril, Valborg: a Noite de Walpurgis é a maior festa da cidade. Há café da manhã com champanhe, estudantes descendo o Fyris em barcos caseiros, corais e a cerimônia dos bonés diante da Carolina Rediviva, além da tradicional fogueira em Gamla Uppsala. Reserve hospedagem cedo.
- Maio a setembro: dias longos, jardins abertos e museus com horário ampliado.
- Setembro: a Kulturnatten, a Noite da Cultura, tem centenas de atividades, quase todas gratuitas (em 2026, foi em 12 de setembro).
- Novembro: o festival de luzes Allt ljus på Uppsala ilumina prédios e praças do centro; em 2026, de 6 a 22 de novembro.
- Dezembro: a feira histórica de Natal ocupa a praça S:t Eriks, perto da catedral; em 2026, nos dias 5 e 6 de dezembro, com entrada gratuita.
Como chegar a Uppsala
Do Brasil: não encontramos voo direto para a Suécia; o caminho é voar com conexão num hub europeu até o Aeroporto de Estocolmo-Arlanda, o mais próximo de Uppsala.
De Arlanda: o trem sai da estação Arlanda C, no SkyCity, entre os terminais 4 e 5, e leva 18 minutos até a estação central de Uppsala, com trens da SL, da SJ e da Mälartåg. Quem embarca ou desembarca em Arlanda C paga uma taxa de estação de 157 coroas, cobrada nas catracas se não estiver incluída no bilhete (valores de 2026; podem mudar). A alternativa é o ônibus 801 da UL, que sai dos terminais 2, 3, 4 e 5 e leva cerca de 50 minutos.
De Estocolmo: o trem leva de 30 a 55 minutos, conforme o serviço. O suburbano da SL passa a cada meia hora e leva 55 minutos até Estocolmo Central; os regionais da SJ e da Mälartåg são mais rápidos. Não há venda de bilhete a bordo do trem da SL: compre antes, nas máquinas ou nos aplicativos da UL e da SL, ou no site da SJ para os trens dela.
De carro: de Estocolmo ou de Arlanda, siga pela E4 para o norte, sentido Sundsvall, e pegue a saída 186 (Uppsala S).
Como se locomover
O centro de Uppsala se percorre a pé. A cidade também é famosa pelas bicicletas, com boas ciclovias e aluguel disponível.
Para Gamla Uppsala e outros pontos mais afastados, use os ônibus da UL, a empresa de transporte da província, movidos a biogás. A tarifa é a mesma em todas as zonas da UL; veja linhas e bilhetes no site da UL.
Dicas práticas
- Moeda: coroa sueca (SEK). A Suécia usa muito pouco dinheiro vivo; Visa e Mastercard são aceitos em quase todo lugar, e alguns estabelecimentos não aceitam American Express.
- Idioma: sueco. Os sites das atrações têm versão em inglês.
- Tomada: tipos C e F, 230 V e 50 Hz. O plugue brasileiro de três pinos precisa de adaptador.
- Documentos: passaporte válido por pelo menos três meses após a data prevista de saída do Espaço Schengen. O brasileiro entra sem visto, para turismo, por até 90 dias a cada 180. A polícia de fronteira pode pedir passagem de volta, reserva de hospedagem, meios financeiros e comprovante de seguro, segundo a Agência de Migração da Suécia.
- Registro na fronteira: desde 10 de abril de 2026, o sistema EES registra digitais e foto do rosto no lugar do carimbo no passaporte.
Perguntas frequentes
Vale a pena fazer um bate-volta de Estocolmo a Uppsala?
Vale. O trem leva de 30 a 55 minutos, e em um dia você vê a maior igreja nórdica, o museu da universidade e os montes de Gamla Uppsala.
Quantos dias ficar em Uppsala?
Um dia basta para o essencial. Com dois dias, você inclui os jardins de Linnaeus, o Jardim Botânico e a cidade à noite.
Como ir do aeroporto de Arlanda para Uppsala?
De trem, em 18 minutos, a partir da estação Arlanda C, no SkyCity. Lembre da taxa de estação de 157 coroas em Arlanda C (valores de 2026; podem mudar). O ônibus 801 da UL é a alternativa, em cerca de 50 minutos.
Uppsala é cara?
É cara como o resto da Suécia, mas a catedral, o parque do Jardim Botânico e o salão da Carolina Rediviva são gratuitos. Os museus pagos custam de 120 a 150 coroas (valores de 2026; podem mudar).
Brasileiro precisa de visto para ir à Suécia?
Não. A Suécia é Schengen, e o brasileiro pode ficar até 90 dias a cada 180 como turista, com passaporte válido. A imigração pode pedir comprovante de seguro e de meios. A autorização eletrônica ETIAS está prevista, mas ainda não tem data em vigor; confira a situação no site oficial do ETIAS.
Qual a melhor época para visitar Uppsala?
De maio a setembro, quando os jardins de Linnaeus abrem e os dias são longos. Para festa, o 30 de abril (Valborg); para luzes de inverno, o festival de novembro.
Seguro viagem para Suécia
Na entrada da Suécia, país do Espaço Schengen, a imigração pode pedir comprovante de seguro e de meios para a estadia. A cobertura de €30.000, exigida no visto Schengen, é a referência que recomendamos, e a própria Agência de Migração sueca sugere um seguro médico com esse valor mínimo. Veja o que considerar no nosso guia de seguro viagem para a Suécia.
Confira as opções de seguro viagem para Suécia.
Chip internacional para Suécia
Em Uppsala, internet no celular ajuda a comprar o bilhete de trem pelo aplicativo antes de embarcar, consultar as linhas da UL e pagar tudo com cartão, já que a Suécia quase não usa dinheiro vivo. Explicamos as opções no guia de chip internacional para a Suécia.
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