O que é o Palácio de Versalhes
O Palácio de Versalhes foi a residência dos reis da França e da corte de 1682 a 1789, na cidade de Versalhes, a sudoeste de Paris. É o bate-volta mais clássico a partir da capital: em um dia se vê a Galeria dos Espelhos, os aposentos do rei e da rainha, os jardins desenhados por André Le Nôtre e o domínio do Trianon, onde Maria Antonieta se refugiava da corte.
O conjunto é enorme, com cerca de 800 hectares. A visita pede planejamento: horário marcado para o palácio, uma ideia de quanto se quer andar e atenção à temporada, que muda horários, preços e o que está incluído nos jardins.
História em poucas linhas
Tudo começou com um pavilhão de caça de Luís XIII, em 1623. A partir de 1661, Luís XIV transformou o lugar num palácio, com os arquitetos Louis Le Vau e, depois, Jules Hardouin-Mansart, e com os jardins de Le Nôtre. Em 6 de maio de 1682, a corte e o governo se mudaram oficialmente para Versalhes.
O palácio foi o centro do poder francês até a Revolução. Em 6 de outubro de 1789, um dia depois da marcha das mulheres sobre Versalhes, a família real foi obrigada a voltar para Paris. No século seguinte, o rei Luís Felipe transformou o palácio num museu dedicado à história da França, aberto em 1837. Em 1919, a Galeria dos Espelhos recebeu a assinatura do Tratado de Versalhes, que encerrou formalmente a Primeira Guerra. Desde 1979, o palácio e o parque são Patrimônio Mundial da Unesco.
O que ver
Os Grandes Aposentos e a Capela Real
O percurso principal do palácio passa pelos Grandes Aposentos do Rei, uma sequência de salões dedicados aos deuses do Olimpo, e pelos Aposentos da Rainha, com o quarto onde as rainhas davam à luz em público. No caminho aparece a Capela Real, construída entre 1699 e 1710, com dois andares e o camarote do rei.
A Galeria dos Espelhos
É a sala mais famosa do palácio. Construída entre 1678 e 1684 por Hardouin-Mansart, no lugar de um terraço aberto, ela tem 73 metros de comprimento e 17 janelas voltadas para os jardins, espelhadas por 17 arcos com 357 espelhos. O teto foi pintado por Charles Le Brun com as conquistas militares e políticas de Luís XIV. Desde o verão de 2025, parte dos lustres foi retirada para restauro, e a galeria é iluminada sobretudo por 24 torchères.
Os jardins e o parque
Atrás do palácio se abrem os jardins de Le Nôtre, com canteiros geométricos, bosques, estátuas e fontes, e, mais adiante, o Grande Canal. Na alta temporada, alguns dias têm os Grandes Eaux Musicais, com as fontes funcionando ao som de música, e os Jardins Musicais. O parque tem trenzinho, aluguel de bicicletas, carrinhos elétricos e barcos a remo no Grande Canal. O piquenique é permitido.
O domínio do Trianon
A cerca de 30 minutos a pé do palácio fica o domínio do Trianon, que abre só a partir do meio-dia. Ele reúne o Grand Trianon, palácio de mármore rosa construído para Luís XIV fugir da etiqueta da corte, o Petit Trianon, ligado a Maria Antonieta, e o Hameau de la Reine, a aldeia de casinhas rústicas com horta e lago que a rainha mandou fazer. Para muita gente, é a parte mais agradável do dia.
Ingressos e reserva
A reserva de horário é obrigatória para entrar no palácio, inclusive para quem tem gratuidade. A entrada é garantida na meia hora seguinte ao horário escolhido. O preço atualizado está na ficha desta página.
- Passaporte: o único ingresso que inclui o palácio. Dá direito também ao Trianon, às exposições temporárias e aos jardins, inclusive nos dias de Grandes Eaux e Jardins Musicais. Só o palácio exige horário; o resto se visita livremente no mesmo dia.
- Passaporte de fim do dia: mais barato, com entrada no palácio a partir do meio da tarde.
- Ingresso do domínio do Trianon: só o Trianon, sem o palácio.
- Jardins Musicais e Grandes Eaux: ingresso só para os jardins, nos dias de espetáculo da alta temporada, sozinho ou combinado com o Trianon.
Desde 2026, os preços seguem duas temporadas: na baixa, de novembro a março, os jardins são gratuitos para todos; na alta, de abril a outubro, passam a ser pagos. Os cidadãos e residentes do Espaço Econômico Europeu pagam uma tarifa reduzida; quem vem de fora dele, como os brasileiros, paga a tarifa cheia. Menores de 18 anos e menores de 26 anos da União Europeia entram de graça. No primeiro domingo de dezembro a março, o domínio inteiro é gratuito para todos, mas o palácio continua exigindo horário reservado.
O palácio alerta para ingressos falsos em circulação e recomenda comprar pela bilheteria oficial. O audioguia está disponível de graça no aplicativo oficial.
Como chegar de Paris
- RER C: desça na estação Versailles Château Rive Gauche e caminhe cerca de 10 minutos. É a opção mais direta para quem está na margem esquerda; a mesma linha passa pela estação Musée d’Orsay.
- Trem desde Montparnasse: linhas N ou U até Versailles Chantiers, e depois cerca de 18 minutos a pé.
- Trem desde Saint-Lazare: linha L até Versailles Rive Droite, e depois cerca de 17 minutos a pé.
- Ônibus 171: sai de Pont de Sèvres, ponto final da linha 9 do metrô, e chega ao palácio em cerca de 30 minutos sem trânsito.
Para quem prefere não lidar com transporte, há excursões saindo de Paris com ida e volta incluídas. O endereço do palácio é a Place d’Armes, em frente à grade de entrada.
Quando ir e quanto tempo
O palácio e o Trianon fecham às segundas, em 25 de dezembro, 1º de janeiro e 1º de maio. Os jardins e o parque abrem todos os dias, salvo mau tempo. Os horários são mais longos na alta temporada e mais curtos na baixa.
Só o palácio ocupa uma manhã. Com os jardins e o Trianon, conte o dia inteiro, com bastante caminhada. A ordem que costuma funcionar é palácio no primeiro horário, almoço ou piquenique no parque e Trianon à tarde, já que ele só abre ao meio-dia. Na alta temporada, os dias de Grandes Eaux deixam os jardins mais bonitos e também mais cheios.
Dicas
- Reserve o horário do palácio com antecedência, sobretudo de abril a outubro e nos primeiros domingos gratuitos.
- Leve passaporte se for usar tarifa reduzida ou gratuidade: a idade e a residência são conferidas.
- O guarda-volumes é gratuito, mas só aceita bagagem menor que uma mala de cabine. Não vá com mala grande.
- Use sapato confortável: entre palácio, jardins e Trianon se andam vários quilômetros.
- O trenzinho do parque não funciona às segundas. Bicicletas e barcos fecham de meados de novembro até o fim do inverno.
- Há cadeiras de rodas gratuitas para o palácio e os Trianons, e carrinhos elétricos adaptados no parque.
Perto daqui
Fora do domínio, vale andar um pouco pela própria cidade de Versalhes, com mercado, ruas do século 18 e restaurantes perto da Place d’Armes. O guia de Versalhes reúne o que fazer na cidade.
De volta a Paris, a linha C do RER deixa perto de duas atrações que fecham bem o dia: o Museu d’Orsay, na estação Musée d’Orsay, e a Torre Eiffel. Para o resto do roteiro, veja o guia de Paris.
Perguntas frequentes
Precisa reservar o Palácio de Versalhes?
Sim. Todo visitante precisa de horário reservado on-line para entrar no palácio, inclusive quem tem gratuidade. Jardins e Trianon não exigem horário.
Qual ingresso de Versalhes comprar?
Para ver o palácio, o Passaporte: é o único ingresso que inclui o palácio, e ainda dá acesso ao Trianon e aos jardins no mesmo dia.
Como ir de Paris a Versalhes?
O jeito mais direto é o RER C até Versailles Château Rive Gauche, a cerca de 10 minutos a pé do palácio. Também há trens desde Montparnasse e Saint-Lazare e o ônibus 171 desde Pont de Sèvres.
Qual dia o Palácio de Versalhes fecha?
Às segundas-feiras, além de 25 de dezembro, 1º de janeiro e 1º de maio. Os jardins abrem todos os dias.
Os jardins de Versalhes são gratuitos?
Na baixa temporada, de novembro a março, sim, para todos. Na alta temporada, de abril a outubro, são pagos e estão incluídos no Passaporte.
Quanto tempo leva a visita a Versalhes?
Só o palácio ocupa uma manhã. Com jardins e Trianon, conte o dia inteiro, já que o Trianon fica a cerca de 30 minutos a pé do palácio.