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Amalfi é a cidade que dá nome à Costa Amalfitana, e o nome não veio por acaso: entre os séculos IX e XI ela foi uma república marítima que dominava o comércio do Mar Tirreno com o Oriente. Hoje é uma cidade de cerca de 4.500 habitantes, encaixada num vale estreito entre a montanha e o mar.
Por trás do cartão-postal da catedral, há o papel artesanal feito com a água do torrente Canneto, os arsenais da república e um vale de moinhos logo acima das casas. E Amalfi é o ponto central dos barcos e ônibus da costa, o que a torna uma base prática.
Por isso, montamos este guia de Amalfi focado na cidade em si: o que ver além da praça do Duomo, quantos dias ficar, onde se hospedar, a melhor época e como usar Amalfi como base para explorar a região.
Onde fica Amalfi
Amalfi fica na Campânia, no sul da Itália, na província de Salerno. Está no meio da Costa Amalfitana, o trecho de litoral entre Positano e Vietri sul Mare que a UNESCO declarou Patrimônio da Humanidade em 1997, e é considerada o principal centro histórico da costa.
Pelo mar, Positano fica a 25 minutos de barco e Salerno, a 35 minutos. A vizinha Atrani, o menor município da Itália, está a cerca de 700 metros, e Ravello fica no alto da montanha, ligada a Amalfi por ônibus. O aeroporto de Nápoles está a 74 km e o de Salerno, a 45 km.
Vale a pena para quem quer história, e não só praia e vista. Combina bem com Nápoles, Pompeia, Sorrento e Capri num roteiro pela Campânia.
O que fazer em Amalfi
Duomo di Sant’Andrea
A catedral domina a Piazza Duomo do alto de uma grande escadaria. Foi construída a partir de 987 pelo duque Mansone I, ao lado de uma igreja mais antiga, e reformada muitas vezes. A porta principal é de bronze, fundida em Constantinopla.
Curiosidade: a fachada listrada, em estilo neomourisco, é do século XIX. Parte da fachada antiga desabou numa ventania em 24 de dezembro de 1861, e a nova, projetada por Errico Alvino, ficou pronta por volta de 1900. Na cripta estão as relíquias de Santo André, o padroeiro da cidade.
Chiostro del Paradiso
O Chiostro del Paradiso é o claustro do século XIII, iniciado em 1266, que fica ao lado da catedral. O que chama atenção são os arcos entrelaçados, de influência árabe, um lembrete do contato de Amalfi com o mundo muçulmano na época da república.
O átrio da catedral liga o campanário, o claustro e a antiga Basilica del Crocifisso, a mais velha das duas igrejas originais. Horários e ingresso mudam ao longo do ano: confira na entrada.
Museo della Carta
Amalfi é conhecida pelo papel feito à mão, e o Museo della Carta funciona dentro de uma antiga fábrica de papel do século XIII, na Via delle Cartiere. As máquinas antigas foram restauradas e são acionadas durante a visita pela força da água do torrente Canneto.
Você vê os malhos de madeira que trituravam trapos de linho e algodão e a máquina holandesa instalada em 1745. Há visitas guiadas e opções com oficina para fazer a sua própria folha. Segundo o site, a partir de março o museu abre todos os dias, das 10h às 19h, e o ingresso on-line precisa ser comprado com pelo menos 48 horas de antecedência.
Arsenali della Repubblica
Os arsenais são uma estrutura medieval monumental, junto ao mar, onde a república construía e guardava as suas galeras. Mostram o tamanho que Amalfi teve antes de ser conquistada pelos normandos, em 1131, e saqueada por Pisa em 1135 e 1137.
Trilha da Valle delle Ferriere
Logo acima da cidade começa a Valle delle Ferriere, uma reserva natural de 455 hectares, criada na década de 1970, que pertence ao município vizinho de Scala. O nome vem das antigas ferrarias da república, que faziam principalmente pregos para os navios.
A trilha principal leva de duas horas e meia a três horas, entre bosques, riachos, cascatas e ruínas de moinhos e da ferraria. A reserva guarda uma samambaia rara, a Woodwardia radicans. O último trecho tem degraus íngremes na rocha: vá de tênis com boa aderência e confira na cidade se a trilha está aberta antes de sair.
Praias de Amalfi
A Marina Grande, no centro, é a praia mais fácil, de areia e seixos, com bares e restaurantes; costuma lotar na alta temporada.
A Spiaggia del Duoglio se alcança por uma escadaria de cerca de 400 degraus ou de barquinho a partir do cais de Amalfi; vá de manhã, porque à tarde a enseada fica na sombra.
Atrani a pé
A uns 700 metros do centro, Atrani é o menor município da Itália, com cerca de 12 hectares, e fica isolado do trânsito de carros: a praça central desemboca direto na praia.
Ali está a igreja de San Salvatore de’ Birecto, do século X, onde os duques de Amalfi eram coroados.
Grotta dello Smeraldo e o alto da cidade
A Grotta dello Smeraldo, já em Conca dei Marini, é uma caverna cárstica em que a cor da água muda com a luz; chega-se de barco a partir de Amalfi ou de elevador, descendo da estrada.
Na cidade, suba até o cemitério, o ponto mais alto de Amalfi, só a pé, para ver as luzes ao anoitecer. E prove o limão local, o sfusato amalfitano, em limoncello, doces e gelato; o Limone Costa d’Amalfi tem indicação geográfica protegida (IGP).
Quantos dias ficar
Um dia inteiro basta para a cidade: Duomo e claustro de manhã, Museo della Carta, arsenais e Atrani à tarde. Com 2 dias, cabe a trilha da Valle delle Ferriere e um fim de tarde de praia.
Se a ideia é usar Amalfi como base para a costa, reserve de 3 a 4 dias. Os bate-voltas mais simples são:
- Positano: 25 minutos de barco.
- Ravello: de ônibus, pela linha Scala–Ravello–Amalfi.
- Minori e Maiori: de 10 a 15 minutos de barco.
- Pompeia: de ônibus até Sorrento e de lá pelo trem Circumvesuviana, num dia cheio.
Onde ficar em Amalfi
Amalfi é pequena e quase tudo fica no vale principal ou nas encostas. As áreas que mais fazem sentido são:
- Centro, entre a Piazza Duomo e o porto: para quem vai usar barcos e ônibus todo dia e quer restaurantes na porta. É a área mais movimentada e, em geral, a mais cara.
- Vale acima do centro, rumo ao Museo della Carta: ruas mais tranquilas, ainda a pé de tudo, mas com subida.
- Atrani: clima de vilarejo, a 700 metros de Amalfi, bom para quem quer sossego sem perder o acesso ao centro.
- Frações no alto (Pogerola, Vettica Minore, Pastena): vista ampla e silêncio, mas você depende de ônibus, táxi ou muitas escadas para descer.
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Quando ir a Amalfi
O clima da costa é parecido com o de Salerno, ameno mas chuvoso no outono. A melhor época para passear é de meados de abril a meados de junho e de setembro ao início de outubro; para praia, julho e agosto.
- Primavera (março a maio): máximas de 16 °C a 22 °C, com o mar ainda frio, entre 14 °C e 18 °C.
- Verão (junho a agosto): máximas de 26 °C a 29 °C, pouca chuva e mar a até 27 °C. É também quando a Marina Grande lota.
- Outono (setembro a novembro): setembro ainda é quente; de outubro a dezembro chove bastante, e novembro é o mês mais chuvoso.
- Inverno (dezembro a fevereiro): máximas em torno de 14 °C a 15 °C, chuva frequente e mar em torno de 14 °C a 16 °C.
Datas que mexem com a cidade: a festa de Santo André em 26 e 27 de junho e em 30 de novembro, e a Regata das Antigas Repúblicas Marítimas, que reúne Amalfi, Gênova, Pisa e Veneza em junho e passa por Amalfi a cada quatro anos.
Como chegar a Amalfi
Do Brasil: não há voo direto para a região. A ITA Airways voa direto de São Paulo (Guarulhos) a Roma (Fiumicino); outra opção é voar com conexão europeia até Nápoles (Capodichino), o aeroporto grande mais próximo, a 74 km. Há ainda o aeroporto de Salerno Costa d’Amalfi e Cilento, a 45 km.
De trem até Salerno: Amalfi não tem estação. O caminho mais usado é ir de trem até Salerno e seguir de barco ou ônibus. Os tempos aproximados são:
- De Roma (Termini): de 1h40 a 2h10 até Salerno, com trens de alta velocidade diretos.
- De Nápoles (Centrale): cerca de 40 minutos até Salerno.
De barco: a Travelmar opera o ano todo. O trecho Salerno–Amalfi leva 35 minutos, com saída da Piazza Concordia, ao lado da estação de trem de Salerno, e custa €12 (valores de 2026; podem mudar). Positano–Amalfi leva 25 minutos e custa €10.
De ônibus: a SITA Sud tem as linhas Amalfi–Maiori–Salerno e Amalfi–Positano–Sorrento. Na alta temporada, o trânsito na costa pode atrasar bastante a viagem.
De carro: a estrada da costa (SS163 Amalfitana) é estreita e cheia de curvas, e estacionar em Amalfi é caro e difícil.
Como se locomover
A pé: o centro é compacto e se resolve caminhando, mas conte com muitas escadas. Atrani fica a cerca de 700 metros.
Ônibus: Amalfi é o ponto de partida das linhas da SITA Sud para Positano e Sorrento, Salerno, Agerola e Ravello–Scala. O bilhete COSTIERASITA custa €10 (valores de 2026; podem mudar) e vale 24 horas, com viagens ilimitadas nos ônibus da SITA na costa e na península de Sorrento. Ele é nominal: escreva nome e data de nascimento e valide na primeira viagem.
Barco: é o jeito mais agradável de ir a Positano, Minori, Maiori, Cetara e Vietri, e evita o trânsito da estrada. Mar agitado pode atrasar saídas: não deixe a volta para o último barco.
Dicas práticas
- Moeda: euro (€).
- Idioma: italiano.
- Fuso horário: 4 horas a mais que Brasília no inverno europeu e 5 horas no verão europeu.
- Tomada e voltagem: tipos C, F e L, 230 V e 50 Hz. Leve adaptador e confira a voltagem dos seus aparelhos.
- Documentos: brasileiros não precisam de visto para turismo de até 90 dias a cada 180 dias. Segundo a Embaixada da Itália em Brasília, a fronteira pode pedir comprovante de hospedagem, seguro saúde válido e meios de subsistência para a estadia e a volta.
- EES: o Sistema de Entrada e Saída funciona plenamente desde 10 de abril de 2026 e registra digitais e foto do rosto na entrada no Schengen.
- ETIAS: está previsto, mas ainda sem data em vigor. Confira em travel-europe.europa.eu/etias_en.
Perguntas frequentes
Vale a pena conhecer Amalfi?
Sim. Além da catedral e da praia, Amalfi tem história de república marítima, museu do papel, trilha pelo vale dos moinhos e é a base mais bem servida de barcos e ônibus da Costa Amalfitana.
Quantos dias ficar em Amalfi?
Um dia basta para a cidade e dois incluem a trilha da Valle delle Ferriere. Como base para a costa, de 3 a 4 dias.
É melhor ficar em Amalfi ou em Positano?
Amalfi é mais prática para circular, porque concentra barcos e ônibus para os dois lados da costa. Positano é mais íngreme e mais voltada à praia; as duas ficam a 25 minutos de barco uma da outra.
Como ir de Nápoles a Amalfi?
O caminho mais simples é o trem até Salerno, cerca de 40 minutos, e depois o barco da Travelmar até Amalfi, que leva 35 minutos. Também há ônibus da SITA Sud de Salerno e de Sorrento.
Amalfi é cara?
A hospedagem costuma ser cara, sobretudo no verão. O transporte é mais em conta: o barco Salerno–Amalfi custa €12 e o bilhete de ônibus de 24 horas, €10 (valores de 2026; podem mudar).
Qual a melhor época para ir a Amalfi?
De meados de abril a meados de junho e de setembro ao início de outubro, com clima agradável e menos lotação. Para praia, julho e agosto.
Brasileiro precisa de visto para a Itália?
Não para turismo de até 90 dias a cada 180 dias. A fronteira pode pedir hospedagem, seguro saúde e meios de subsistência; o ETIAS ainda não tem data para entrar em vigor.
Seguro viagem para Itália
No Espaço Schengen, a imigração pode pedir comprovante de seguro e de meios para a estadia; a cobertura de €30.000, exigida no visto Schengen, é a referência que recomendamos. Com tantas escadarias e trilhas, uma boa cobertura médica faz ainda mais sentido em Amalfi. Veja mais no nosso guia de seguro viagem para a Itália.
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Chip internacional para Itália
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