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Bellagio fica bem na ponta do promontório que divide o Lago di Como em dois braços, o de Como e o de Lecco. Talvez por isso ela seja chamada de “pérola do Lario”: de quase todo canto do vilarejo você vê água dos dois lados, montanhas ao fundo e barcos indo e vindo.
Dá para conhecer o essencial em poucas horas, entre um barco e outro. Quem fica mais tempo encontra outro lugar: as escadarias de manhã cedo, as aldeias do entorno, os jardins abertos à visita e as subidas até o santuário dos ciclistas.
Por isso, montamos este guia olhando para Bellagio como base, e não só como parada: o que fazer no vilarejo e nas frações (os bairros e aldeias que pertencem ao município), quanto tempo ficar, onde se hospedar e como chegar sem carro. Para o panorama do lago inteiro, com Varenna, Menaggio e as outras villas, leia também o nosso guia do Lago di Como.
Onde fica Bellagio
Bellagio é um município da província de Como, na Lombardia, no norte da Itália. Tem cerca de 3.500 habitantes e ocupa o vértice do chamado Triângulo Lariano, a península montanhosa entre os dois braços do sul do lago.
Não há trem em Bellagio. A estação mais próxima é a de Varenna-Esino, do outro lado do lago, a cerca de 3 km, e a travessia se faz de barco. De ônibus, há linhas para Como e para Lecco.
Num roteiro pelo norte da Itália, Bellagio combina bem com Milão, de onde muita gente vem, e com Bérgamo, ligada a Lecco por trem. Vale a pena para quem gosta de jardins e caminhadas e quer conhecer o lago sem trocar de hotel todo dia.
O que fazer em Bellagio
Subir a Salita Serbelloni e o centro histórico
O centro de Bellagio é feito de escadarias que sobem do lago até a parte alta. A mais conhecida é a Salita Serbelloni, e pelo caminho há lojas de artesanato. No número 7 fica a casa onde o compositor Franz Liszt passou três meses em 1837.
O escritório de turismo Bellagio Lake Como sugere um roteiro histórico de cerca de 1 hora, saindo da Piazza Mazzini, à beira do lago. Ele passa pela coluna que marca as cheias do lago, pela Torre delle Arti, pela fonte da praça da igreja e pela Villa Gotica.
Basílica de San Giacomo
Na Piazza della Chiesa, no alto do centro, fica a Basílica de San Giacomo, construída entre 1075 e 1125 pelos mestres construtores de Como, em estilo românico lombardo. Dentro há mosaicos do início do século XX e uma cruz do século XII.
Parque da Villa Serbelloni, com visita guiada
A Villa Serbelloni ocupa o topo do promontório, onde ficava o antigo castelo de Bellagio. Hoje pertence à Fundação Rockefeller, e o parque só pode ser visitado com guia, em grupos de até 30 pessoas, em italiano ou inglês. A visita dura cerca de 2 horas, e a primeira hora é toda de subida.
O ingresso custa cerca de €13 para adultos e €7 para crianças de 7 a 13 anos (valores de 2026; podem mudar). Reserve no site da Bellagio Lake Como. Vá de tênis.
Jardins da Villa Melzi d’Eril
Na saída sul do vilarejo, a caminho da aldeia de Loppia, ficam os jardins da Villa Melzi, construída entre 1808 e 1810 para Francesco Melzi d’Eril, vice-presidente da República Italiana na época de Napoleão. A villa é particular e fechada, mas o ingresso dá acesso ao jardim, à capela e a um pequeno museu.
O ingresso custa cerca de €10, e crianças até 11 anos não pagam (valores de 2026; podem mudar). Compra-se na bilheteria, sem reserva. O jardim fecha no inverno e, segundo o site oficial, reabre no fim de março. Lá dentro não há lanchonete e piquenique é proibido. Lanche, só nos bancos.
Pescallo, San Giovanni e as aldeias do entorno
Bellagio não termina no centro. O roteiro oficial pelas frações leva cerca de 2 horas a pé e passa por Pescallo, pequena aldeia no braço de Lecco, por Regatola e por San Giovanni, na margem do braço de Como. Termina em Loppia, ao lado da Villa Melzi.
Em San Giovanni fica a igreja que deu origem à paróquia de Bellagio, com um retábulo de Gaudenzio Ferrari de 1532. Ali também está o Museu dos Instrumentos de Navegação, uma coleção particular com mais de 200 peças, entre lunetas venezianas do século XVIII, bússolas e cronômetros marítimos. Abre de terça a domingo pela manhã. Dá para chegar a pé do centro, em cerca de 30 minutos, ou de barco, na parada San Giovanni.
Outro roteiro, de 2h30 a 3 horas, segue para o leste, por Visgnola, San Vito e Aureggio. O piso é irregular e as pedras escorregam, então use calçado firme. Os mapas dos dois roteiros estão no site da Bellagio Lake Como.
Madonna del Ghisallo e o Museu do Ciclismo
De Bellagio sai a subida para o santuário da Madonna del Ghisallo, em Magreglio, declarada padroeira dos ciclistas. A subida já decidiu etapas do Giro d’Italia e do Giro di Lombardia, e milhares de ciclistas sobem até lá todo ano.
Ao lado do santuário fica o Museu do Ciclismo do Ghisallo, aberto todos os dias do primeiro sábado de março até 1º de novembro, das 9h30 às 17h30. A entrada custa cerca de €6. Sem carro, vá no ônibus C36, que tem poucos horários. Em San Vincenzo di Civenna, perto dali, há um banco gigante com vista para o braço de Lecco.
Ver o lago a partir da água
Estar no centro do lago tem uma vantagem: os barcos da Navigazione Laghi levam a Varenna e Menaggio em travessias curtas, com saídas frequentes. Dá para almoçar do outro lado e voltar para dormir.
Quantos dias ficar
Um dia basta para o centro, a Villa Melzi e um café na beira do lago. Com 2 dias, você inclui o parque da Villa Serbelloni e a caminhada por Pescallo e San Giovanni. Com 3 ou 4 dias, Bellagio vira base para atravessar de barco até Varenna e Menaggio e subir ao Ghisallo. O próprio escritório de turismo monta sugestões de estadia de 2 a 5 dias.
Bons bate-voltas a partir daqui:
- Varenna e Menaggio, do outro lado do lago, de barco. Os detalhes estão no guia do Lago di Como.
- Como, na ponta sul do lago, de barco ou com o ônibus C30, em cerca de 1 hora.
- Lecco, com o ônibus para Lecco, em cerca de 50 minutos. Dali sai o trem para Bérgamo, a cerca de 40 minutos.
Onde ficar em Bellagio
Centro histórico e beira do lago (Piazza Mazzini e arredores): é a área mais prática, perto dos atracadouros, dos restaurantes e das escadarias. Serve a quem vai circular de barco e não quer depender de ônibus.
Pescallo e San Giovanni: aldeias a uma caminhada do centro, mais silenciosas, à beira d’água. Funcionam para quem quer sossego e não se importa de andar um pouco, ou de usar o barco na parada de San Giovanni.
Parte alta e Civenna: em direção ao Ghisallo, com vista ampla e mais distância do movimento. Quase sempre exige carro, porque o ônibus C36 tem poucos horários. É uma boa escolha para ciclistas e para quem viaja dirigindo.
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Quando ir a Bellagio
Primavera (março a maio): é quando os jardins reabrem. A Villa Melzi volta no fim de março, as visitas à Villa Serbelloni recomeçam e o museu do Ghisallo abre no primeiro sábado de março. Boa época para caminhar.
Verão (junho a agosto): vale o horário de verão da Navigazione Laghi, o mais completo do ano. Para subir as escadarias com calma e menos calor, prefira o começo da manhã ou o fim da tarde. Em 25 de julho, Bellagio celebra o padroeiro, San Giacomo.
Outono (setembro a novembro): ainda dá para aproveitar jardins e museus, mas confira as datas de fechamento antes de ir. O museu do Ghisallo fecha em 1º de novembro, e a Villa Melzi entra em pausa de inverno.
Inverno (dezembro a fevereiro): a Villa Melzi fecha, e os barcos funcionam com horário reduzido. O escritório de turismo divulga programação de Natal à beira do lago.
Como chegar a Bellagio
Do Brasil: o aeroporto internacional mais usado para o Lago di Como é o de Milão-Malpensa, que tem voo direto de São Paulo (Guarulhos) pela LATAM. Outra opção é fazer conexão num hub europeu até Milão-Linate ou Bérgamo.
De trem e barco: de Milão, os trens RegioExpress da Trenord da linha Milão–Lecco–Sondrio–Tirano param em Varenna-Esino, na margem leste. De lá, a balsa atravessa até Bellagio em cerca de 15 minutos. Outra opção é ir de trem até Como e seguir de barco ou ônibus.
De barco a partir de Como: a Navigazione Laghi tem barcos comuns, que param em vários vilarejos e demoram mais, e o serviço rápido. Bilhetes simples e diários podem ser comprados online, e os da balsa de carros e do serviço expresso, só na bilheteria.
De ônibus: a linha C30 liga Como a Bellagio em cerca de 1 hora, e há outra linha para Lecco, em cerca de 50 minutos. O bilhete se compra com o motorista ou, na linha de Como, pelo aplicativo Arriva MyPay.
De carro: as estradas da margem são bonitas, mas estreitas e cheias de curvas. Se você vem dirigindo pelo outro lado do lago, há balsas de carros frequentes entre Bellagio, Menaggio e Varenna.
Como se locomover
No centro, tudo se faz a pé, mas quase sempre subindo ou descendo escadas. Para Pescallo, San Giovanni e Loppia, também dá para ir andando. Para atravessar o lago, use os barcos e, para subir às aldeias altas, o ônibus C36. Há ainda um trenzinho turístico.
Dicas práticas
- Moeda: euro (€).
- Idioma: italiano.
- Tomada e voltagem: 230 V e 50 Hz, com tomadas dos tipos C, F e L. Leve um adaptador.
- Fuso horário: 4 horas a mais que Brasília no inverno europeu e 5 horas a mais no verão europeu.
- Documentos: a Itália faz parte do Espaço Schengen, e brasileiros a turismo ficam até 90 dias em cada 180 sem visto. O Consulado-Geral da Itália em São Paulo informa que o passaporte deve valer pelo menos três meses após a data prevista de saída do Schengen. A imigração pode pedir comprovante de seguro e de meios para a estadia. Desde abril de 2026, o EES registra entradas e saídas no lugar do carimbo. O ETIAS está previsto, mas ainda sem data em vigor; confira no site oficial.
Perguntas frequentes
Vale a pena dormir em Bellagio ou só ir de bate-volta?
Vale dormir pelo menos uma noite. Bellagio fica no centro do lago, a uma travessia curta de Varenna e Menaggio, e funciona como base para visitar os outros vilarejos sem trocar de hotel.
Quantos dias ficar em Bellagio?
De 2 a 3 dias é o ideal: um para o vilarejo e os jardins, outro para as aldeias e o Ghisallo, e um terceiro para atravessar o lago de barco.
Como ir de Milão a Bellagio sem carro?
O caminho mais usado é o trem até Varenna-Esino e, de lá, a balsa até Bellagio, em cerca de 15 minutos. Também dá para ir de trem até Como e seguir de barco ou com o ônibus C30.
Bellagio é caro?
Depende mais da hospedagem do que dos passeios. As atrações têm preço moderado: os jardins da Villa Melzi custam cerca de €10 e a visita guiada à Villa Serbelloni, cerca de €13 (valores de 2026).
Brasileiro precisa de visto para ir a Bellagio?
Não, para turismo de até 90 dias em cada 180 no Espaço Schengen. Leve passaporte válido por pelo menos três meses após a saída prevista e tenha à mão comprovante de seguro e de meios para a estadia.
Qual a melhor época para ir a Bellagio?
Primavera e início do outono. Os jardins estão abertos, os barcos funcionam com bons horários e o movimento é menor que em julho e agosto.
Seguro viagem para Itália
No Espaço Schengen, a imigração pode pedir comprovante de seguro e de meios para a estadia. A cobertura de €30.000, exigida no visto Schengen, é a referência que recomendamos, inclusive para quem é isento de visto. Num lugar de escadarias e trilhas como Bellagio, ter assistência médica garantida faz diferença. Veja o que considerar no nosso guia de seguro viagem para a Itália.
Confira as opções de seguro viagem para Itália.
Chip internacional para Itália
Internet no celular ajuda a consultar os horários de barco e ônibus, que mudam conforme a estação, e a comprar bilhetes pelo aplicativo. Compare as opções no nosso guia de chip internacional para a Itália.
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