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Parma é o nome que o mundo inteiro lê no rótulo do presunto e do queijo, mas a cidade vai além da mesa. Tem um batistério de mármore rosa do século XII, cúpulas pintadas por Correggio, um teatro de madeira do século XVII e uma casa de ópera de 1829 que celebra Verdi todo outono.
É uma cidade de porte médio, que fica a cerca de uma hora de trem de Bolonha e de Milão. Dá para encaixá-la num roteiro pelo norte da Itália sem grandes desvios.
Por isso, montamos este guia com o que fazer em Parma, como visitar uma queijaria de Parmigiano Reggiano, quantos dias ficar, onde se hospedar, quando ir e como chegar.
Onde fica Parma
Parma fica na Emilia-Romagna, no norte da Itália, na planície do rio Pó. O torrente Parma corta a cidade em duas, e o lado oeste é o Oltretorrente, que quer dizer justamente “do outro lado do rio”. Tem cerca de 200 mil habitantes.
Está na ferrovia Milão–Bolonha, o que facilita o roteiro: Bolonha fica a cerca de 1 hora de trem, e Milão, de 55 minutos a 1h45, conforme o trem. Para o sul, outra linha atravessa os Apeninos até La Spezia, porta de entrada das Cinque Terre. Parma vale a pena para quem viaja pela comida, para quem gosta de arte e ópera e para quem procura uma cidade italiana sem multidões.
O que fazer em Parma
Batistério
Na Piazza del Duomo, o Batistério octogonal de mármore rosa de Verona começou a ser construído em 1196. Benedetto Antelami dirigiu a obra e fez quase todas as esculturas, entre elas a série dos Meses, das Estações e dos Signos do Zodíaco.
Abre todos os dias, das 10h às 18h (última entrada às 17h30). O ingresso inteiro custa cerca de €12 e inclui o Museu Diocesano (valores de 2026; podem mudar).
Duomo e a cúpula de Correggio
Ao lado, a catedral, concluída no século XII, guarda uma das obras-primas do Renascimento: a Assunção da Virgem, que Correggio pintou na cúpula em 1526. No transepto direito fica a Deposição, relevo de Benedetto Antelami. O campanário, acrescentado no século XIII, termina num anjo de cobre dourado.
A entrada é gratuita, todos os dias das 7h45 às 19h20. Aos domingos, a visita fica entre 7h45 e 10h45 e entre 12h10 e 19h20, por causa das missas.
San Giovanni Evangelista
Logo atrás da abside do Duomo, a igreja da abadia beneditina de San Giovanni Evangelista tem a outra cúpula famosa de Correggio, a Visão de São João em Patmos. Nas capelas da esquerda, procure os afrescos do jovem Parmigianino, o outro grande pintor da cidade.
Complexo da Pilotta e o Teatro Farnese
O Complexo da Pilotta, formado a partir das coleções dos duques de Parma, reúne vários museus num só ingresso. A Galleria Nazionale tem obras do século XIII ao XIX, com destaque para a Cabeça de Moça atribuída a Leonardo da Vinci e para as madonas de Correggio. Ali também ficam o Museu Arqueológico, a Biblioteca Palatina e o Museu Bodoniano, dedicado ao tipógrafo Giambattista Bodoni.
O ponto alto é o Teatro Farnese, construído entre 1618 e 1619 em madeira, gesso e palha, com plateia em forma de ferradura. Foi quase todo destruído num bombardeio aliado em 1944 e reconstruído em 1950 com os mesmos materiais.
A Pilotta abre de terça a domingo, das 9h às 19h (bilheteria até as 18h), e fecha às segundas. O ingresso inteiro custa cerca de €18 (valores de 2026; podem mudar). Veja o site oficial.
Teatro Regio e o Festival Verdi
O Teatro Regio foi inaugurado em 16 de maio de 1829, por vontade da duquesa Maria Luísa, com projeto de Nicola Bettoli e a ópera Zaira, de Bellini. É o teatro que organiza o Festival Verdi, dedicado ao compositor, com récitas em Parma e em Busseto.
Fora dos dias de espetáculo, há visitas guiadas de 30 minutos, em italiano e inglês, de terça a domingo, por cerca de €12 (valores de 2026; podem mudar). Durante ensaios, partes do teatro podem ficar fechadas. Informações no site do teatro.
Parco Ducale e o Oltretorrente
Do outro lado do rio fica o Parco Ducale, o jardim dos duques, desenhado em 1560 e ampliado no século XVIII, com o Palácio Ducal e um lago com a Fonte do rio Parma. A entrada é gratuita e o parque abre todos os dias desde cedo.
Em volta fica o Oltretorrente, o bairro do outro lado do rio, bom para caminhar sem roteiro.
Comer em Parma
Desde dezembro de 2015, Parma é Cidade Criativa da Gastronomia da UNESCO, e a província é o centro do que os italianos chamam de Food Valley. Os produtos com selo de origem incluem o Prosciutto di Parma, o Parmigiano Reggiano, o Culatello di Zibello, a Coppa di Parma e o cogumelo de Borgotaro, além dos vinhos dos Colli di Parma.
Na mesa, os pratos tradicionais da cidade são os anolini, os tortelli d’erbetta e a torta fritta.
Visitar uma queijaria e os Museus da Comida
O consórcio do Parmigiano Reggiano tem uma página de reservas para visitar queijarias da região. Os passeios duram de 45 minutos a 3 horas, alguns em inglês, e custam a partir de €15; os mais completos, com almoço de degustação, chegam a cerca de €50 (valores de 2026; podem mudar). Há visitas de manhã, para ver o trabalho do queijeiro.
Na província também funcionam os Musei del Cibo, uma rede de museus dedicados ao presunto (em Langhirano), ao Parmigiano Reggiano (desde junho de 2026 em nova sede, em Fontevivo), ao salame de Felino, ao tomate, à massa, ao culatello e ao vinho. Abrem aos sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h, a partir do fim de fevereiro.
Quantos dias ficar
Um dia dá para a Piazza del Duomo, San Giovanni e a Pilotta. Com 2 dias, você inclui o Teatro Regio, o Parco Ducale e refeições sem pressa. Com 3 dias, sobra tempo para a queijaria, os Musei del Cibo ou um bate-volta.
- Módena: de 27 a 38 minutos de trem.
- Bolonha: cerca de 1 hora de trem.
- Milão: de 55 minutos a 1h45 de trem.
- La Spezia e Cinque Terre: cerca de 2 horas de trem direto até La Spezia. Vale mais a pena dormir no litoral do que ir e voltar no mesmo dia.
Onde ficar em Parma
Centro histórico, entre a Piazza Garibaldi e a Piazza del Duomo: para quem quer fazer tudo a pé, com os museus, as igrejas e os restaurantes por perto.
Perto da estação: a estação fica ao norte do centro histórico, a cerca de 10 minutos a pé da zona monumental. É a opção prática para quem vai fazer bate-voltas de trem.
Oltretorrente: do outro lado do rio, perto do Parco Ducale, para quem prefere um clima de bairro, a uma ponte do centro.
Interior da província: para quem está de carro e quer visitar queijarias, os Musei del Cibo e Langhirano, a terra do presunto.
Se preferir uma base maior na região e visitar Parma num bate-volta, veja nossa seleção de hotéis em Bolonha.
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Quando ir a Parma
O clima é de planície: inverno frio e verão quente. Pela média de 1991 a 2020, janeiro fica em torno de 4 °C e julho, em torno de 26 °C.
Primavera e outono são as épocas mais agradáveis para caminhar e comer bem. O outono tem um atrativo extra: o Festival Verdi, em outubro, com óperas em Parma e em Busseto. A edição de 2027 está marcada de 1º a 24 de outubro, e o Verdi OFF, com eventos pela cidade, começa em 18 de setembro. No verão, o calor pede passeios cedo e no fim da tarde.
Atenção a uma obra fechada: a Camera di San Paolo, sala do mosteiro com abóbada afrescada por Correggio, está fechada de 31 de agosto de 2026 até a primavera de 2027.
Como chegar a Parma
Do Brasil: os aeroportos internacionais mais práticos são os de Milão (Malpensa e Linate) e o de Bolonha, que fica a 94 km de Parma. Desembarque num deles, com conexão europeia se preciso, e siga de trem.
Aeroporto de Parma: o Giuseppe Verdi tem poucos voos, hoje operados pela Ryanair para destinos como Palermo e Londres. Até o centro há o ônibus da linha 6, só durante o dia; à noite, a opção é o táxi.
De trem: Parma está na linha Milão–Bolonha. Bolonha fica a cerca de 1 hora, Milão a partir de 55 minutos, La Spezia a cerca de 2 horas, Florença a cerca de 2 horas (com baldeação) e Roma a cerca de 3h30. O Italo não para em Parma, e sim em Reggio Emilia Mediopadana; os trens até Parma são da Trenitalia.
De carro: pela autoestrada A1 Milão–Bolonha, saída Parma, ou pela A15 Parma–La Spezia, saída Parma Ovest, a cerca de 15 km da cidade.
Como se locomover
O centro se percorre a pé: da estação à zona monumental são cerca de 10 minutos, e entre o Duomo, a Pilotta, o Teatro Regio e o Parco Ducale as distâncias são curtas. Para trajetos maiores, há ônibus urbanos e uma rede de trólebus que funciona desde 1953.
O carro só é útil para a província: queijarias, os Musei del Cibo e os vilarejos do presunto. Deixe-o fora do centro histórico.
Dicas práticas
- Moeda: euro (€).
- Idioma: italiano.
- Tomada e voltagem: 230 V e 50 Hz, com tomadas dos tipos C, F e L. Leve um adaptador.
- Fuso horário: 4 horas a mais que Brasília no inverno europeu e 5 horas a mais no verão europeu.
- Segunda-feira: a Pilotta fecha. Use o dia para o Duomo, o Batistério e o Parco Ducale, que abrem todos os dias.
- Para levar: presunto e queijo de Parma são os presentes óbvios, mas confira antes as regras da Receita Federal e do Ministério da Agricultura para trazer produtos de origem animal ao Brasil.
- Documentos: a Itália faz parte do Espaço Schengen, e brasileiros a turismo ficam até 90 dias em cada 180 sem visto. Segundo o Consulado-Geral da Itália em São Paulo, o passaporte deve valer pelo menos três meses após a data prevista de saída do Schengen. A imigração pode pedir comprovante de seguro e de meios para a estadia. Desde abril de 2026, o EES registra entradas e saídas no lugar do carimbo. O ETIAS está previsto, mas ainda sem data em vigor; confira no site oficial.
Perguntas frequentes
Vale a pena conhecer Parma?
Vale, principalmente para quem viaja pela comida e pela arte. Em poucos quarteirões estão o Batistério de Antelami, as cúpulas de Correggio e o Teatro Farnese, e a cidade fica a cerca de uma hora de trem de Bolonha e de Milão.
Quantos dias ficar em Parma?
Um dia basta para o centro histórico. Com dois ou três, dá para incluir o Teatro Regio, uma queijaria de Parmigiano Reggiano e os Musei del Cibo.
Dá para fazer um bate-volta de Bolonha ou Milão a Parma?
Dá. De Bolonha, o trem leva cerca de 1 hora; de Milão, de 55 minutos a 1h45, conforme o trem.
Como visitar uma fábrica de Parmigiano Reggiano?
Reserve pelo site do consórcio do Parmigiano Reggiano, que lista visitas guiadas em queijarias da região, de 45 minutos a 3 horas, a partir de cerca de €15 (valores de 2026).
Parma é cara?
As atrações têm preço moderado: o Duomo é gratuito, o Batistério custa cerca de €12 e a Pilotta, cerca de €18 (valores de 2026).
Brasileiro precisa de visto para ir a Parma?
Não, para turismo de até 90 dias em cada 180 no Espaço Schengen. Leve passaporte válido por pelo menos três meses após a saída prevista e tenha à mão comprovante de seguro e de meios para a estadia.
Qual a melhor época para ir a Parma?
Primavera e outono. Quem gosta de ópera deve mirar outubro, mês do Festival Verdi.
Seguro viagem para Itália
No Espaço Schengen, a imigração pode pedir comprovante de seguro e de meios para a estadia. A cobertura de €30.000, exigida no visto Schengen, é a referência que recomendamos, inclusive para quem é isento de visto. Veja como escolher no nosso guia de seguro viagem para a Itália.
Confira as opções de seguro viagem para Itália.
Chip internacional para Itália
Com internet no celular, você reserva a visita à queijaria, confere os trens para Bolonha e Milão e se orienta até os Musei del Cibo, longe do centro. Compare as opções no nosso guia de chip internacional para a Itália ou, se o seu celular aceitar, no de eSIM para a Itália.
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