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Rimini: o que fazer, onde ficar e dicas de viagem

Por Flávio AntunesAtualizado em 04/11/2026

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Rimini é conhecida no Brasil como cidade de praia, e com razão: são cerca de 15 km de areia no Adriático, com fileiras de guarda-sóis e os famosos stabilimenti, os estabelecimentos de praia da costa italiana. Mas quem fica só na orla perde a outra metade da cidade.

Fundada pelos romanos em 268 a.C., Rimini guarda uma ponte romana de mais de 2.000 anos ainda em pé, um arco do tempo de Augusto, uma joia do Renascimento e o universo de Federico Fellini, que nasceu ali em 1920. Tudo isso num centro histórico que se percorre a pé, a poucos minutos do mar.

Por isso, montamos este guia com o que fazer em Rimini além da praia, quantos dias ficar, onde se hospedar, a melhor época, como chegar e como aproveitar a cidade como base para San Marino e Ravena.

Onde fica Rimini

Rimini fica no litoral adriático da Emília-Romanha, no nordeste da Itália, a cerca de 100 km de Bolonha. É a cidade italiana mais próxima da república de San Marino e o principal polo da Riviera Romagnola.

Vale a pena para quem quer combinar praia com cidade histórica no verão, para famílias (a região tem vários parques temáticos) e para quem monta um roteiro pela Emília-Romanha com Ravena e Bolonha. Fora do verão, a orla fica bem mais quieta, mas o centro histórico continua valendo a visita.

O que fazer em Rimini

Ponte de Tibério

A Ponte de Tibério foi iniciada pelo imperador Augusto em 14 d.C. e concluída por Tibério em 21 d.C., em pedra da Ístria, com cinco arcos. Sobreviveu às guerras greco-góticas e aos bombardeios da Segunda Guerra Mundial, e hoje é uma ponte para pedestres.

Ela liga o centro histórico ao bairro de San Giuliano, do outro lado do antigo rio Marecchia. Vá no fim da tarde, quando a luz bate na pedra.

Borgo San Giuliano

Atravessando a ponte, o Borgo San Giuliano é o bairro histórico do outro lado do rio, conhecido pelos murais e pelo Muro dos Apelidos, que reúne os apelidos dos moradores. Bom lugar para jantar depois de um dia de praia.

Arco de Augusto

Erguido pelo Senado romano em 27 a.C., o Arco de Augusto marcava o encontro da Via Flaminia, que vinha de Roma, com o decumano máximo, a rua principal da cidade romana. É considerado o arco romano preservado mais antigo da Itália e era uma das duas portas da cidade (a outra é a Porta Montanara).

Tempio Malatestiano

O Tempio Malatestiano é a catedral de Rimini desde 1809 e foi a primeira obra de arquitetura de Leon Battista Alberti, que transformou a antiga igreja de San Francesco a pedido de Sigismondo Malatesta, senhor da cidade. As obras começaram em 1447, e o templo nunca foi terminado.

Dentro, procure o crucifixo pintado por Giotto por volta de 1300 e o afresco de Piero della Francesca, de 1451, que mostra Sigismondo ajoelhado diante de São Sigismundo.

Museu Fellini

O Museu Fellini se espalha por três espaços: o Castel Sismondo, fortaleza dos Malatesta do século XV; o Palazzo del Fulgor, prédio do século XVIII com fachada de Giuseppe Valadier, cujo térreo abriga o cinema Fulgor, imortalizado em Amarcord; e a Piazza Malatesta, que liga os dois, com áreas verdes, arenas para espetáculos e instalações de arte.

Mesmo quem não conhece a obra do diretor sai com vontade de assistir aos filmes. Confira horários e ingressos no turismo oficial de Rimini.

Domus do Cirurgião

Descoberta em 1989, durante obras na rua, a Domus del Chirurgo (Casa do Cirurgião) é um sítio arqueológico de mais de 700 m² com os restos de uma casa da época imperial destruída por um incêndio em meados do século III. Ali foram achados mais de 150 instrumentos cirúrgicos e um mosaico policromado com Orfeu no centro.

As praias de Rimini

A orla de Rimini tem cerca de 15 km de areia fina. A maior parte é ocupada por estabelecimentos que alugam guarda-sol e espreguiçadeira, o modelo de toda a Riviera Romagnola, que soma cerca de 110 km de praias de Comacchio a Cattolica.

Na praia, a região tem também opções de bem-estar, como o RiminiTerme, à beira-mar. Com crianças, o parque Italia in Miniatura, aberto em 1970, e o Mirabilandia, perto de Ravena, são programas para um dia inteiro.

Riccione pelo Metromare

O Metromare, um sistema de transporte elétrico, liga Rimini a Riccione em cerca de 20 minutos, com 15 estações no caminho. Riccione é outro balneário da Riviera, conhecido pela vida noturna no verão, e o trajeto acompanha a costa.

Quantos dias ficar

Para o centro histórico, um dia é suficiente: a Ponte de Tibério, o Borgo San Giuliano, o Arco de Augusto, o Tempio Malatestiano e o Museu Fellini ficam perto uns dos outros. Se você vem pela praia, três a cinco dias permitem alternar areia, cidade e bate-voltas.

  • San Marino: os ônibus das empresas Bonelli e Benedettini saem da estação de trem e do Arco de Augusto e levam cerca de 50 minutos até a cidade de San Marino, várias vezes por dia, o ano todo.
  • Ravena: há trens diretos de Rimini para ver os mosaicos bizantinos e o túmulo de Dante.
  • Bolonha: trens regionais e de alta velocidade ligam as duas cidades.

Onde ficar em Rimini

  • Marina Centro e a orla: para quem vai pela praia no verão e quer sair do hotel direto para a areia.
  • Centro histórico: para quem prioriza os monumentos, restaurantes e a vida da cidade fora da temporada de praia.
  • Perto da estação: prático para quem chega de trem e vai fazer bate-voltas a San Marino, Ravena e Bolonha.
  • Orla sul, em direção a Miramare: perto do aeroporto e da linha do Metromare para Riccione.

Muitos hotéis da cidade emprestam bicicletas aos hóspedes, o que facilita ir da orla ao centro.

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Quando ir a Rimini

Pelas médias de 1991 a 2020, julho tem máximas perto de 29 °C, e janeiro, máximas em torno de 8 °C. A época de praia vai do fim da primavera ao começo do outono, com o pico em julho e agosto.

  • Junho: mar já agradável e a Notte Rosa, festa espalhada por cerca de 40 municípios da Romanha (em 2026, de 19 a 21 de junho).
  • Julho e agosto: alta temporada, com as praias mais cheias e a vida noturna de Rimini e Riccione no auge.
  • Setembro: ainda dá praia, com menos gente.
  • Outono e inverno: a orla esvazia, e é a hora de focar no centro histórico, nos museus e em San Marino.

Como chegar a Rimini

Do Brasil: não há voo direto. Uma opção é voar até Roma, que recebe voos da ITA Airways e da LATAM a partir de São Paulo, ou até Milão, e seguir de trem. Outra é fazer conexão num hub europeu, como Lisboa, Madri, Paris, Frankfurt, Amsterdã ou Istambul, até o aeroporto de Bolonha.

Do aeroporto de Bolonha: ele fica a cerca de 100 km de Rimini (perto de 1 hora de carro). O monotrilho Marconi Express leva uns 7,5 minutos até a estação Bologna Centrale, de onde saem trens regionais e de alta velocidade para Rimini.

Aeroporto de Rimini: o Aeroporto Internacional Federico Fellini fica em Miramare, a cerca de 5 km do centro, com voos para cidades europeias. A linha de ônibus 9 da Start Romagna para em frente ao terminal e vai ao centro e à estação de trem.

De trem e de carro: Rimini está na rede da Trenitalia, com horários em trenitalia.com. De carro, a autoestrada A14 tem duas saídas para a cidade, Rimini Nord e Rimini Sud.

Como se locomover

O centro histórico se faz a pé, e a bicicleta é a forma mais prática de ir da orla ao centro: há ciclovias, bike sharing público e um Bike Park com aluguel de bicicletas comuns e elétricas.

Os ônibus urbanos são da Start Romagna, que publica horários no site. Para Riccione, use o Metromare. Carro só compensa para explorar o interior da Romanha.

Dicas práticas

  • Moeda: euro (€).
  • Idioma: italiano.
  • Tomada e voltagem: 230 V e 50 Hz, com tomadas dos tipos C, F e L. Leve um adaptador.
  • Fuso horário: 4 horas a mais que Brasília no inverno europeu e 5 horas a mais no verão europeu.
  • Praia: a maior parte da orla é de estabelecimentos pagos, que alugam guarda-sol e espreguiçadeira por dia.
  • Documentos: a Itália faz parte do Espaço Schengen, e brasileiros a turismo ficam até 90 dias em cada 180 sem visto. Segundo o Consulado-Geral da Itália em São Paulo, o passaporte deve valer pelo menos três meses após a data prevista de saída do Schengen. A imigração pode pedir comprovante de seguro e de meios para a estadia. Desde abril de 2026, o EES registra entradas e saídas no lugar do carimbo. O ETIAS está previsto, mas ainda sem data em vigor; confira no site oficial.

Perguntas frequentes

Vale a pena conhecer Rimini?

Vale, principalmente no verão, para quem quer praia com estrutura e um centro histórico romano e renascentista a poucos minutos da areia. Também é a melhor base para conhecer San Marino.

Quantos dias ficar em Rimini?

Um dia basta para o centro histórico. Para combinar praia e bate-voltas a San Marino e Ravena, conte de três a cinco dias.

Como ir de Rimini a San Marino?

De ônibus. As empresas Bonelli e Benedettini fazem o trajeto várias vezes por dia, saindo da estação de trem e do Arco de Augusto, em cerca de 50 minutos.

A praia de Rimini é paga?

Na maior parte, sim: a orla é ocupada por estabelecimentos que cobram pelo aluguel de guarda-sol e espreguiçadeira.

Qual a melhor época para ir a Rimini?

De junho a setembro, para praia. Junho e setembro têm menos gente que julho e agosto; fora do verão, a cidade é tranquila e boa para o centro histórico.

Brasileiro precisa de visto para ir a Rimini?

Não. Para turismo, brasileiros entram na Itália sem visto e ficam até 90 dias em cada 180 no Espaço Schengen, com passaporte válido por pelo menos três meses após a saída.

Seguro viagem para Itália

No Espaço Schengen, a imigração pode pedir comprovante de seguro e de meios para a estadia. A cobertura de €30.000, exigida no visto Schengen, é a referência que recomendamos, inclusive para quem é isento de visto. Veja como escolher no nosso guia de seguro viagem para a Itália.

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Chip internacional para Itália

Com internet desde a chegada, você consulta horários do ônibus para San Marino e dos trens, usa o mapa e reserva ingressos sem depender do Wi-Fi do hotel. Compare as opções no nosso guia de chip internacional para a Itália ou, se o seu celular aceitar, de eSIM para a Itália.

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