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Basílica de Sacré-Cœur

Basílica branca no alto de Montmartre, de entrada gratuita, com o grande mosaico do Cristo na abside e, pela escada da cúpula, uma das vistas mais altas de Paris.

Por Flávio AntunesAtualizado em 04/11/2026

Antes de ir: Basílica de Sacré-Cœur

Tipo
Igreja
Ingresso
Gratuito
Reserva
Sem necessidade de reserva
A basílica é de entrada livre. O ingresso da cúpula só é vendido no local (guichê e máquina), sem reserva, inclusive para grupos; se houver fila, dá para visitar a nave e voltar depois.
Tempo de visita
30 minutos a 1 hora (1h30 com a cúpula)
Melhor horário
Cedo pela manhã, quando a escadaria e o adro estão mais vazios.
Horário
Basílica: todos os dias, das 6h30 às 22h30. Cúpula: das 10h15 às 17h30 (última entrada às 17h), varia por estação; confira no site oficial. Horário completo no site oficial
Acessibilidade
Entrada com elevador para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida pela 35 rue du Chevalier de La Barre, atrás da basílica, das 8h30 às 19h. A cúpula não tem elevador: só escada estreita.
Endereço
35 rue du Chevalier de La Barre, 75018 Paris

Dados conferidos pela equipe em 04/11/2026.

O que é a Basílica de Sacré-Cœur

A Basílica de Sacré-Cœur é a igreja branca de cúpulas arredondadas que coroa a colina de Montmartre, no 18º arrondissement de Paris. A entrada é gratuita, e a visita junta três coisas: um dos maiores mosaicos do mundo dentro da igreja, a escadaria com vista para a cidade e, para quem encara os degraus, o panorama do alto da cúpula.

Não é um museu. É um santuário em funcionamento, com missas diárias e adoração perpétua, o que muda o jeito de visitar: silêncio na nave, roupa adequada e nada de fotos na parte central. Quem chega sabendo disso aproveita mais e não é chamado a atenção pelos voluntários.

História em poucas linhas

A ideia da basílica surgiu em 1870, logo depois da derrota da França na guerra contra a Prússia, como um voto religioso de penitência. A obra foi paga inteiramente com doações. O projeto escolhido foi o do arquiteto Paul Abadie, num estilo romano-bizantino que destoa das igrejas góticas de Paris, e a pedra fundamental foi lançada em 1875.

A construção levou cerca de quatro décadas e passou por vários arquitetos. Ficou pronta em 1914, mas a Primeira Guerra adiou a consagração para 1919. A cor branca vem do travertino de Château-Landon, uma pedra que libera calcita com a chuva e por isso clareia com o tempo, em vez de escurecer.

Desde 1885, antes mesmo de a igreja ficar pronta, o Santíssimo Sacramento fica exposto dia e noite, sem interrupção. Em dezembro de 2022, a basílica foi tombada como monumento histórico da França.

O que ver

O adro e a escadaria

A vista começa antes da porta. Do adro em frente à basílica se enxerga boa parte de Paris, com os telhados de zinco, as cúpulas e, em dia limpo, a silhueta da Torre Montparnasse. A escadaria e o gramado abaixo, na praça Louise-Michel, são o lugar onde a maioria das pessoas para, senta e fotografa.

A nave e o mosaico da abside

Dentro, o destaque é o mosaico do teto da abside, sobre o altar. Concluído em 1923 a partir do projeto de Luc-Olivier Merson, ele cobre cerca de 475 metros quadrados e mostra o Cristo de braços abertos, com o coração dourado no peito e ladeado pela Virgem Maria e pelo arcanjo Miguel.

A primeira parte da nave é reservada à oração diante do Santíssimo exposto. As fotos não são permitidas na nave; nos corredores laterais e no deambulatório, atrás do altar, elas são toleradas fora dos horários de missa. O percurso pelas laterais passa pelas capelas e dá a volta completa no coro.

A cúpula

A cúpula é a única parte paga. A entrada fica do lado de fora da basílica: depois do controle de segurança, desça à esquerda, para o fosso. São perto de 300 degraus numa escada estreita, sem elevador. Lá no alto, uma galeria circular dá a volta na cúpula e mostra Paris em todas as direções, de um ponto mais alto que o adro.

A subida não é indicada para quem tem mobilidade reduzida, grávidas, crianças muito pequenas ou quem se sente mal em lugares apertados. Não há banheiro no percurso. A cúpula pode fechar por alguns momentos durante o dia, para manutenção ou por mau tempo.

A cripta

A cripta, com capelas iluminadas por vitrais e uma Pietà no centro, não abre para visita livre. Ela só pode ser vista numa visita guiada, conduzida por um padre ou uma irmã da basílica, em francês, em alguns dias da semana. Não há visitas da cripta em julho e agosto.

O sino e o órgão

No campanário fica a Savoyarde, um dos sinos mais pesados da França, com cerca de 19 toneladas. O grande órgão está em restauro até o fim de maio de 2027; nesse período, as missas usam o órgão do coro. A basílica não recebe concertos: o órgão só é ouvido nas celebrações.

Ingressos e reserva

A entrada na basílica é gratuita para todos e não precisa de reserva. Basta passar pelo controle de bolsas na entrada.

O ingresso da cúpula é vendido só no local, num guichê e numa máquina que ficam no subsolo, cerca de 20 metros à direita depois da escada que desce ao fosso. Não existe venda antecipada nem para grupos. Quando há fila, a própria basílica sugere visitar a nave primeiro e voltar à cúpula depois. O preço atualizado está na ficha desta página.

As agências vendem visitas guiadas por Montmartre que incluem a basílica e, às vezes, a subida à cúpula. Elas fazem sentido para quem quer a história do bairro contada no caminho, não para furar fila: a basílica não tem fila paga.

Como chegar

  • Metrô Anvers (linha 2): a estação mais usada por quem vai ao Sacré-Cœur, no eixo sul da colina. Suba a rue de Steinkerque até a base da escadaria.
  • Metrô Abbesses (linha 12): deixa no coração de Montmartre. É a estação mais profunda de Paris, com 176 degraus até a rua; há elevadores que sobem em intervalos de poucos minutos.
  • Funicular de Montmartre: sai do alto da rue de Steinkerque, ao lado da escadaria, e evita a parte mais íngreme da subida.
  • Acesso com elevador: para quem tem deficiência ou dificuldade de locomoção, a basílica tem uma entrada com elevador na 35 rue du Chevalier de La Barre, atrás do edifício.

Quando ir e quanto tempo

A basílica abre todos os dias do ano, cedo e até a noite. Na primeira quinta-feira de cada mês, fica aberta até mais tarde, por causa da vigília de oração. A cúpula tem horário mais curto e muda conforme a estação.

O começo da manhã é o momento mais tranquilo para a escadaria e o adro. No fim da tarde, a luz sobre a cidade é mais bonita, mas o movimento também cresce. Para ver só a basílica, meia hora basta; com a cúpula, conte cerca de uma hora e meia. Somando um passeio pelas ruas de Montmartre, a visita ocupa facilmente meio dia.

Quem quiser ouvir o órgão ou acompanhar uma celebração pode assistir às missas, abertas a todos.

Dicas

  • Vá com roupa adequada para uma igreja: ombros cobertos e nada de shorts muito curtos.
  • Há controle de bolsas na entrada. Mochila pequena agiliza a passagem.
  • Dentro, silêncio e celular no modo silencioso. Conversas ao telefone não são aceitas.
  • Nada de fotos na nave. Nas laterais, só fora das missas.
  • Na escadaria e no adro, cuidado com a carteira e o celular. Recuse com firmeza abordagens de rua, como pedidos de assinatura.
  • Use sapato confortável. As ruas de Montmartre são de paralelepípedo e muito inclinadas.
  • Confira no site oficial, na véspera, se a cúpula vai abrir: ela fecha com chuva forte ou vento.

Perto daqui

A basílica é o ponto de partida natural para conhecer Montmartre. A poucos passos ficam a Place du Tertre, com os pintores ao ar livre, a igreja de Saint-Pierre de Montmartre, uma das mais antigas de Paris, e a vinha do Clos Montmartre, que ainda produz vinho todo ano. Descendo a colina pelo lado de Pigalle, chega-se ao Moulin Rouge.

As outras atrações principais da cidade ficam mais ao sul, a uma viagem de metrô. Dá para combinar o dia com o Arco do Triunfo e a Torre Eiffel no fim da tarde. Para montar o roteiro completo, veja o guia de Paris.

Perguntas frequentes

A entrada na Basílica de Sacré-Cœur é gratuita?

Sim. A entrada na basílica é gratuita para todos, todos os dias. Só a subida à cúpula é paga, com ingresso comprado no local.

Precisa reservar a cúpula do Sacré-Cœur?

Não. O ingresso da cúpula só é vendido na bilheteria do local, sem reserva antecipada, inclusive para grupos.

Quantos degraus tem a cúpula e há elevador?

São cerca de 300 degraus numa escada estreita, e não há elevador. A subida não é indicada para pessoas com mobilidade reduzida, grávidas ou crianças muito pequenas.

Pode tirar foto dentro do Sacré-Cœur?

Na nave, não. A basílica permite fotos nos corredores laterais e no deambulatório, fora dos horários de missa.

Qual a estação de metrô mais perto do Sacré-Cœur?

Anvers, na linha 2, é a mais usada: dela se sobe a rue de Steinkerque até a escadaria ou o funicular. Abbesses, na linha 12, deixa no centro de Montmartre.

Dá para visitar a cripta?

Só com a visita guiada da basílica, em francês, em alguns dias da semana e sem sessões em julho e agosto. Fora dessa visita, a cripta fica fechada ao público.

Perto daqui

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