O que é o Museu do Louvre
O Museu do Louvre é o antigo palácio dos reis da França, à margem direita do Sena, no 1º arrondissement de Paris, transformado em um dos maiores museus do mundo. Guarda a Mona Lisa, a Vitória de Samotrácia e coleções que vão da Antiguidade ao século 19. A Pirâmide de vidro no pátio central é a porta de entrada principal.
O tamanho é o primeiro dado a levar em conta. Ninguém vê o Louvre inteiro em um dia, e a visita rende mais quando se escolhe antes o que ver. Alguns salões fecham em dias de semana por causa de obras, e o museu publica a lista de salas abertas no site oficial.
História em poucas linhas
Antes de ser museu, o Louvre foi fortaleza medieval e, depois, residência real. Em 1594, Henrique IV fez dele sua residência principal e mandou ampliar o palácio. Luís XIV mandou reconstruir e decorar a Galeria de Apolo, mas, segundo o museu, as obras pararam em 1671, quando o rei e a corte se voltaram para Versalhes, e a galeria ficou inacabada por quase um século.
Em 1793, durante a Revolução Francesa, o palácio virou o Muséum Central des Arts. Ao longo do século 19, Napoleão III ampliou o conjunto com uma nova ala. A ala Richelieu foi ocupada pelo Ministério das Finanças até 1989, quando todo o palácio passou a ser museu.
A grande virada recente foi o projeto Grand Louvre, encomendado pelo presidente François Mitterrand em 1981. O arquiteto I. M. Pei criou um saguão subterrâneo com acesso direto às três alas e, sobre ele, a Pirâmide, inaugurada em 29 de março de 1989. Houve muita polêmica na época. Hoje ela é o símbolo do museu.
O que ver
Mona Lisa, na Salle des États
O quadro mais famoso do mundo fica desde 1966 na Salle des États, a maior sala do palácio, sozinho em uma vitrine de proteção no centro da parede. A pintura é feita sobre uma tábua de choupo que empenou com o tempo, e a vitrine também serve para conservar a obra. Ela entrou nas coleções reais quando Francisco I a comprou de Leonardo da Vinci, em 1518. Na mesma sala estão grandes pinturas venezianas, como As Bodas de Caná.
Vitória de Samotrácia, na escadaria Daru
A estátua grega da deusa alada da vitória, descoberta em 1863 na ilha de Samotrácia, ocupa desde 1883 o alto da escadaria Daru. A posição elevada imita o lugar original da estátua, que ficava no alto de um santuário para ser vista de longe. A escadaria foi construída no Segundo Império pelo arquiteto Hector Lefuel.
Galeria de Apolo
Galeria cerimonial do século 17, decorada por Charles Le Brun em homenagem ao deus sol que Luís XIV escolheu como símbolo, com teto central pintado por Eugène Delacroix. Em 19 de outubro de 2025, ladrões invadiram a galeria e levaram oito joias do século 19. Depois de meses fechada, ela reabriu no verão de 2026 e liga a Rotunda de Apolo ao Salon Carré e à Grande Galeria.
Apartamentos de Napoleão III
Na ala Richelieu, os salões do ministro de Estado do Segundo Império continuam quase intactos: dourados, veludo, lustres e um salão que virava teatro para 250 convidados. Estão abertos ao público desde 1993 e mostram o Louvre como palácio, e não só como museu.
Antiguidades e escultura
O museu tem departamentos dedicados ao Egito antigo, à Grécia, ao Oriente Médio antigo, com relevos do palácio do rei assírio Sargão II, e à arte islâmica, além de três séculos de escultura italiana. A Vênus de Milo está entre as peças mais procuradas. Para quem tem pouco tempo, vale montar o roteiro a partir do mapa oficial, disponível em 9 idiomas nos balcões de informação.
Ingressos e reserva
O preço atualizado está na ficha desta página. O Louvre tem um ingresso único, sem meia-entrada: ele dá acesso às coleções permanentes, às exposições temporárias e ao Museu Eugène-Delacroix, no mesmo dia ou no dia seguinte em que este abrir. Quem mora fora do Espaço Econômico Europeu paga uma tarifa mais alta que os europeus. Menores de 18 anos não pagam.
O museu recomenda reservar horário em ticket.louvre.fr, inclusive para quem tem entrada gratuita: nesse caso, basta escolher a opção gratuita correspondente. A venda no local só acontece quando a lotação permite. O ingresso vale só para a data e o horário escolhidos e não pode ser trocado nem reembolsado.
Visitas guiadas oficiais e oficinas são pagas à parte e não substituem o ingresso. Há audioguia, também pago. As exposições do Hall Napoléon pedem reserva de horário específica. O museu alerta para sites-espelho, vendedores de rua e ofertas de furar fila: com ingresso falso, a entrada pode ser recusada.
Como chegar
- Metrô linhas 1 e 7: estação Palais-Royal – Musée du Louvre.
- Metrô linha 14: estação Pyramides.
- Ônibus: linhas 21, 27, 39, 67, 68, 69, 72, 74, 85 e 95.
- Batobus: parada Louvre, no Quai François-Mitterrand.
O museu tem quatro entradas. A Pirâmide é a principal, com fila verde para quem tem ingresso ou Paris Museum Pass, fila laranja para quem não tem e fila azul prioritária para pessoas com deficiência. A entrada do Carrousel, no 99 da rue de Rivoli, recebe quem já tem ingresso e liga o museu ao estacionamento subterrâneo. A Porte des Lions, no Quai François Mitterrand, aceita só quem tem ingresso e fecha mais cedo. A entrada Richelieu é reservada a grupos e membros.
Quando ir e quanto tempo ficar
O Louvre fecha um dia por semana e tem duas noites de abertura estendida (os dias e horários estão na ficha). Na primeira sexta-feira do mês, exceto em julho e agosto, a entrada é gratuita para todos depois das 18h.
Para os destaques, conte de 3 a 4 horas. Quem gosta de arte pode dividir a visita em dois dias, já que a saída é definitiva: depois de sair, não dá para voltar com o mesmo ingresso.
Dicas
- Todos passam por revista de segurança na entrada, conforme o plano de segurança Vigipirate.
- Leve o mínimo: a fila da revista anda mais rápido.
- A saída é definitiva. Planeje cafés, loja e banheiro antes de sair.
- Algumas salas fecham em dias de semana por obras. Confira a lista de salas abertas antes de ir.
- A bilheteria aceita apenas euros, em dinheiro ou cartão.
- O Jardim das Tulherias, ao lado, é gratuito e emenda com a visita.
Perto daqui
- Museu d’Orsay: do outro lado do Sena, com os impressionistas.
- Sainte-Chapelle: na Île de la Cité, famosa pelos vitrais.
- Catedral de Notre-Dame: também na Île de la Cité, a poucos minutos de metrô.
- O Jardim das Tulherias, que vai do Louvre até a Place de la Concorde.
Perguntas frequentes
Precisa reservar horário para entrar no Louvre?
O museu recomenda reservar, inclusive para quem tem entrada gratuita. A venda no local existe, mas só quando a lotação permite. Na alta temporada, chegar sem reserva é arriscado.
Brasileiro paga mais caro no Louvre?
Sim. Quem não mora nem tem cidadania de um país do Espaço Econômico Europeu paga a tarifa para não europeus, mais alta. Menores de 18 anos não pagam, seja qual for a nacionalidade. O valor está na ficha desta página.
Qual entrada do Louvre usar?
Quem já tem ingresso pode usar a Pirâmide, a entrada do Carrousel (99, rue de Rivoli) ou a Porte des Lions. Quem não tem ingresso entra pela Pirâmide, na fila laranja.
Quanto tempo leva para ver a Mona Lisa?
Depende da lotação do dia. A Mona Lisa fica na Salle des États, a maior sala do palácio, e o tempo de espera diante da vitrine varia muito. Chegar na abertura ou numa noite de abertura estendida dá mais margem.
Dá para sair e voltar no mesmo dia?
Não. A saída do Louvre é definitiva. O ingresso dá direito ainda ao Museu Eugène-Delacroix, no mesmo dia ou no dia seguinte em que ele abrir.
Quando o Louvre é gratuito para todos?
Na primeira sexta-feira do mês, depois das 18h, exceto em julho e agosto, e no dia 14 de julho. Mesmo nesses dias, o museu recomenda reservar horário.