Qual cidadania europeia é mais fácil para brasileiros em 2026

Cidadania europeia mais fácil em 2026: compare Itália, Portugal, Espanha e Alemanha para filhos, netos e bisnetos após as leis novas, com taxas e prazos.

14–22 minutos
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Qual é a cidadania europeia mais fácil para brasileiros em 2026? A resposta honesta é que depende de quem foi o seu antepassado europeu e de como a cidadania passou de geração em geração até você. Entre Itália, Portugal, Espanha e Alemanha, a Alemanha é hoje a mais aberta por descendência: a lei não limita o número de gerações, desde que a corrente não tenha sido quebrada. Portugal continua aberto para filhos e, com uma prova de cultura e história, para netos.

Já a Itália ficou restrita desde 28 de março de 2025: quem nasceu fora do país e tem outra cidadania só tem direito em casos de exceção. E a Espanha encerrou a Lei dos Netos em 22 de outubro de 2025; por descendência direta, sobrou o caminho dos filhos de espanhol. Regras conferidas em novembro de 2026, nas leis e nos sites oficiais de cada país.

Por isso, montamos este comparativo pensando em quem está começando do zero: numa tabela só, você vê o que cada país pede para filhos, netos, bisnetos, linha materna, casamento e residência, com a taxa oficial e o prazo que cada governo publica. Logo depois, explicamos o que mudou em cada lei nova e o que o passaporte europeu muda na sua vida.

Preparado? Então é só rolar a tela!

Dica Rápida: a cidadania europeia mais fácil em cada caso

  • Filho ou filha de europeu: Portugal, Espanha e Alemanha reconhecem o filho como cidadão de origem. Na Itália, só se o pai ou a mãe tinha apenas a cidadania italiana quando você nasceu, ou se morou dois anos seguidos na Itália antes disso.
  • Neto ou neta: Portugal (com prova de cultura, história e símbolos) e Alemanha (se a corrente estiver inteira). Na Itália, só se o avô ou a avó tinha apenas a cidadania italiana quando você nasceu. Na Espanha, em regra, só morando um ano no país.
  • Bisneto ou mais distante: a Alemanha é a única das quatro sem limite de gerações. Em Portugal, o bisneto só consegue por naturalização, depois de cinco anos morando lá. Na Itália, em regra, não. Na Espanha, não há via própria.
ItáliaPortugalEspanhaAlemanha
FilhosSó se o pai ou a mãe tinha apenas a cidadania italiana no seu nascimento, ou morou 2 anos seguidos na Itália antes deleSim, sem residência nem testeSim, com o nascimento inscrito no consuladoSim (com regras antigas para quem nasceu antes de 1975 ou fora do casamento antes de 1993)
NetosSó se o avô ou a avó tinha apenas a cidadania italiana no seu nascimentoSim, com prova de cultura, história e símbolosLei dos Netos encerrada em 22/10/2025; hoje, 1 ano de residência legal na EspanhaSim, se a corrente estiver inteira
BisnetosEm regra, nãoSó por naturalização, com 5 anos de residência legal em PortugalSem via própria por bisavôSim, se a corrente estiver inteira; a lei não limita gerações
Linha maternaPela via administrativa, a mãe só transmite a filhos nascidos a partir de 01/01/1948Sem diferença entre pai e mãeO Código Civil atual trata pai e mãe do mesmo jeitoAntes de 1975, a mãe casada não transmitia; uma declaração até 19/08/2031 corrige
CasamentoPedido após 3 anos de casamento morando fora (metade com filhos), com italiano B1Mais de 3 anos de casamento, por declaração, sem morar em PortugalNão basta: 1 ano de residência legal na Espanha, casadoNão dá a cidadania; naturalização morando na Alemanha (3 anos de residência e 2 de casamento)
ResidênciaDescendente que mora legalmente lá há 2 anos pode pedir naturalização, com italiano B17 anos de residência legal para brasileiros10 anos na regra geral; 1 ano para netos de espanhol de origem e para cônjuges5 anos, com alemão B1 e teste de naturalização
Taxa principal€ 600 por adulto no consulado€ 175 por adulto (filho ou neto)€ 100 (pedido por residência)€ 51 por pessoa (confirmação da cidadania)
Prazo publicado730 dias para o consulado concluirNão há prazo oficial publicadoAté 1 ano para responder ao pedido por residênciaCerca de 4 anos para pedidos feitos do Brasil

Vale lembrar: taxa e prazo são os oficiais, publicados por cada governo. Eles não incluem certidões, traduções, apostilas nem assessoria, e o prazo publicado nem sempre é o que acontece na fila de cada consulado.

Qual cidadania europeia é mais fácil, afinal?

Na cidadania por descendência, você não escolhe o país: o direito vem do país onde o seu antepassado era cidadão. Uma família de origem italiana não pode “trocar” para a lei alemã porque ela é mais aberta. Por isso, a pergunta mais útil não é “qual país é mais fácil”, e sim “o que a lei do país do meu antepassado diz sobre o meu caso”.

A comparação faz mais sentido em três situações:

  • Quando a família tem mais de uma origem. Um bisavô italiano de um lado e um avô português do outro, por exemplo. Aí vale olhar qual corrente está mais curta e mais bem documentada.
  • Quando o antepassado é de longe na árvore. Para bisnetos e trinetos, a diferença entre os países é enorme: a Alemanha não limita gerações, enquanto Itália, Portugal e Espanha praticamente fecharam a porta para quem não mora lá.
  • Quando o caminho é o casamento ou a residência. Aqui, sim, a escolha é sua, e o país muda tudo: Portugal aceita o cônjuge sem exigir que ele more lá, enquanto Espanha e Alemanha pedem residência no país.

Se você ainda não sabe nem de onde veio o antepassado, nem quando cada geração nasceu, comece pelo nosso teste da árvore para saber se você tem direito à cidadania europeia. Ele mostra quais perguntas responder e o que cada resposta significa em cada país.

Quais países ainda dão cidadania por descendência em 2026?

Neste comparativo, olhamos os quatro países que cobrimos no nosso guia de cidadania europeia: Itália, Portugal, Espanha e Alemanha. Os quatro ainda reconhecem algum direito por descendência, mas a profundidade mudou muito entre 2024 e 2026:

  • Alemanha: sem limite de gerações, se ninguém na linha perdeu a cidadania antes de o filho seguinte nascer.
  • Portugal: filhos e netos, com regras mais duras desde 19 de maio de 2026. Bisnetos, só morando no país.
  • Itália: o direito virou exceção desde 28 de março de 2025, e a lei nova segue em vigor.
  • Espanha: a via especial para netos fechou em 22 de outubro de 2025. Filhos de espanhol continuam com direito pelo Código Civil.

Outros países da União Europeia têm regras próprias de cidadania por descendência, que não comparamos aqui.

Cidadania alemã: sem limite de gerações, se a corrente estiver inteira

A lei alemã de cidadania (StAG) diz que é alemão desde o nascimento quem tinha pai ou mãe alemão nessa data. E ela não fixa limite de gerações: o direito passa de pai ou mãe para filho enquanto a corrente não for quebrada. Por isso, um neto ou bisneto com a corrente inteira já é alemão e só precisa comprovar, pedindo a confirmação da cidadania.

A palavra-chave é corrente. Não dá para pular geração: cada pessoa da linha precisava ser alemã quando o filho seguinte nasceu. Os pontos que mais quebram essa corrente são:

  • Naturalização brasileira: quem adotou outra cidadania a pedido próprio, sem autorização da Alemanha, antes de 27/06/2024, perdeu a alemã. Os filhos nascidos depois disso não a receberam dele.
  • Emigração antes de 1904: quem saiu da Alemanha antes de 1904 perdia a cidadania depois de 10 anos no exterior, salvo se tivesse se inscrito no registro de alemães do consulado ou continuado a tirar passaporte alemão.
  • Linha materna antiga: para filhos de pais casados nascidos antes de 1975, só o pai transmitia.
  • Serviço militar: desde 01/01/2000, o alemão que entra por vontade própria nas Forças Armadas de outro país do qual também é cidadão perde a cidadania, se não tiver autorização. No Brasil, isso inclui Polícia Militar e Corpo de Bombeiros.

Tem uma boa notícia para quem ficou de fora pela linha materna: a declaração do § 5, gratuita, permite que filhos nascidos depois de 23/05/1949, e os descendentes deles, adquiram a cidadania até 19/08/2031. Explicamos os detalhes no guia sobre a cidadania alemã pela linha materna.

E desde 27/06/2024 a Alemanha aceita a dupla cidadania: quem adota outra nacionalidade não perde mais a alemã. A mudança, porém, não devolve a cidadania de quem perdeu antes.

O processo começa com um questionário enviado por e-mail ao consulado alemão da sua região, que faz uma análise inicial. Depois, o pedido vai para o BVA, o órgão federal em Colônia que analisa a história da família. A taxa é de € 51 por pessoa, e os consulados no Brasil falam em cerca de 4 anos de espera para pedidos daqui. Veja o passo a passo completo na página de cidadania alemã e entenda até quantas gerações a cidadania alemã alcança.

Cidadania portuguesa: filhos e netos com teste, bisnetos só morando lá

Sim, ainda dá para tirar a cidadania portuguesa por descendência. Desde 19/05/2026 vale a Lei Orgânica n.º 1/2026, que deixou as regras mais duras, mas manteve filhos e netos como portugueses de origem, sem exigir que morem em Portugal.

  • Filho de português: é português de origem se registrar o nascimento em Portugal ou declarar que quer ser português. Sem residência e sem teste.
  • Neto de português: o avô ou a avó precisa ser português de origem e não ter perdido a nacionalidade. Desde maio de 2026, o neto também precisa comprovar conhecimento da cultura, da história e dos símbolos de Portugal e dos direitos e deveres do cidadão, fazer uma declaração solene e não ter condenações graves. Para brasileiros, o português é presumido.
  • Bisneto: deixou de ser nacionalidade de origem. Pode pedir naturalização depois de 5 anos de residência legal em Portugal, em vez dos 7 exigidos dos demais brasileiros.

Um detalhe importante: o governo português aprovou em 29/10/2026 o decreto-lei que regulamenta a lei nova, com as regras das provas de língua, cultura e história. Quando conferimos, em novembro de 2026, não encontramos a publicação desse decreto no Diário da República. Por isso, a forma como a prova dos netos será feita ainda pode ser detalhada.

Pedidos que já estavam em andamento antes de 19/05/2026 seguem as regras antigas. A taxa é de € 175 por adulto, e o pedido de menor de idade é gratuito. O IRN não publica prazo oficial de análise. Para o passo a passo, veja os guias de cidadania portuguesa para netos e de cidadania portuguesa para bisnetos, além da página de cidadania portuguesa.

Cidadania italiana: o que sobrou depois da Lei 74/2025

A Itália foi, por muitos anos, a porta de entrada mais conhecida dos brasileiros. Isso mudou em 28/03/2025, com o Decreto-Lei 36/2025, depois convertido na Lei 74/2025. Desde então, quem nasceu fora da Itália e tem outra cidadania só é reconhecido italiano se se encaixar numa destas exceções:

  • fez o pedido no consulado, na prefeitura italiana ou na Justiça até 27/03/2025, às 23h59 de Roma;
  • tem pai, mãe, avô ou avó que tinha apenas a cidadania italiana quando você nasceu;
  • tem pai ou mãe que morou dois anos seguidos na Itália depois de virar cidadão e antes do seu nascimento.

Na prática, o bisneto de italiano, caso mais comum nas famílias brasileiras, em regra ficou de fora. Explicamos as exceções no guia sobre cidadania italiana para bisneto.

A lei foi contestada. A Corte Constitucional italiana a manteve na sentença 63/2026, de abril de 2026, mas em julho de 2026 pediu ao Tribunal de Justiça da União Europeia que diga se ela é compatível com a cidadania europeia. Não há data para essa resposta, e a lei continua em vigor enquanto isso.

O custo também subiu: desde 2025, a taxa consular do pedido é de € 600 por adulto, paga em reais, sem devolução se o pedido for negado. O consulado tem 730 dias para concluir. Detalhamos taxas e gastos no guia quanto custa a cidadania italiana e as vias que ainda existem na página de cidadania italiana.

Cidadania espanhola: o que fazer depois do fim da Lei dos Netos

A Lei de Memória Democrática (Lei 20/2022), conhecida como Lei dos Netos, abriu por tempo limitado a cidadania para descendentes de exilados e outros casos. O prazo terminou em 22/10/2025, e desde o dia seguinte os consulados não aceitam novos pedidos de agendamento por essa lei.

Quem pediu agendamento até 22/10/2025, às 23h59, e recebeu o comprovante segue na fila: pode apresentar os documentos na data marcada, mesmo depois do prazo. Para quem ficou de fora, o que sobrou é:

  • Filho de espanhol: é espanhol de origem pelo Código Civil e precisa inscrever o nascimento no consulado. Se o pai ou a mãe era espanhol de origem e nasceu na Espanha, há ainda a opção do artigo 20, sem limite de idade.
  • Neto de espanhol de origem: pode pedir a nacionalidade depois de 1 ano de residência legal na Espanha, ou optar até os 20 anos se o pai ou a mãe se tornar espanhol enquanto ele ainda for menor.
  • Bisneto: não existe via própria por bisavô. Fora a opção pelo pai ou pela mãe já espanhol, o caminho é a residência.

O pedido por residência é feito pela internet no Ministério da Justiça espanhol, com as provas DELE A2 e CCSE do Instituto Cervantes e taxa de € 100, fixada na lei de 2015. Contamos o que aconteceu com a Lei dos Netos da Espanha e como funciona a cidadania espanhola por residência. O resumo do país está na página de cidadania espanhola.

E por casamento ou morando na Europa?

Se você não tem antepassado europeu, mas é casado com um cidadão ou pensa em morar na Europa, a comparação muda bastante:

  • Portugal é o único dos quatro em que o cônjuge pede sem morar no país: basta mais de 3 anos de casamento com português, por declaração, com taxa de € 250. A união estável também conta, se durar mais de 3 anos e for reconhecida por um tribunal português.
  • Itália: o cônjuge pode pedir 3 anos depois do casamento morando fora (um ano e meio, se o casal tiver filhos), com certificado de italiano B1 e taxa de € 250.
  • Espanha: o casamento não basta. É preciso morar legalmente na Espanha por 1 ano, casado e sem separação.
  • Alemanha: o casamento não dá a cidadania desde 1970. Morando na Alemanha, o cônjuge pode se naturalizar com 3 anos de residência legal e 2 de casamento.

Pela residência, sem antepassado nem casamento, a Alemanha pede 5 anos de residência legal, com alemão B1 e teste de naturalização, e acabou em 30/10/2025 com a via acelerada de 3 anos. Portugal passou a pedir 7 anos aos brasileiros (eram 5 antes de maio de 2026). Na Espanha, a regra geral é de 10 anos.

O que a cidadania de um país da União Europeia dá a você?

Seja qual for o país, quem é cidadão italiano, português, espanhol ou alemão é também cidadão da União Europeia. Conferimos nas páginas oficiais da União Europeia e dos governos o que isso significa na prática:

  • Morar em qualquer país da UE: até três meses, sem registro; para ficar mais tempo, alguns países pedem registro de residência. Depois de cinco anos de residência legal e contínua, a residência vira permanente.
  • Trabalhar sem autorização de trabalho: o cidadão europeu pode ser contratado ou abrir o próprio negócio em outro país da UE sem pedir licença.
  • Estudar nas mesmas condições dos locais: na universidade, entra nas mesmas condições dos alunos do país e não pode pagar taxa de curso mais alta. Bolsa de manutenção e empréstimo estudantil, porém, nem sempre valem.
  • Estados Unidos sem visto: Itália, Portugal, Espanha e Alemanha estão no programa de isenção de visto americano. Com o passaporte europeu, você vai aos EUA a turismo ou negócios por até 90 dias com a autorização ESTA, feita pela internet. O Brasil não faz parte do programa.
  • Votar onde mora: morando em outro país da UE, você vota e pode se candidatar nas eleições municipais e do Parlamento Europeu de lá.
  • Proteção consular: fora da Europa, se o seu país europeu não tiver embaixada ou consulado no lugar, você pode pedir ajuda ao de qualquer outro país da UE.
  • Entrada mais simples na Europa: cidadãos da UE não são registrados no EES, o cadastro biométrico de entrada e saída do espaço Schengen. E o ETIAS, a autorização eletrônica de viagem da UE, vale só para quem é de fora do bloco.

Um alerta para não criar expectativa errada: o passaporte europeu não dispensa a autorização para o Reino Unido. Desde 2 de abril de 2025, cidadãos da UE também precisam da ETA britânica, que custa £ 20 e é pedida pela internet.

E você não perde a cidadania brasileira por isso. Desde a Emenda Constitucional 131, de 2023, a Constituição só prevê a perda da nacionalidade brasileira por pedido expresso do próprio brasileiro (ou por cancelamento de naturalização, que não é o caso de quem nasceu aqui).

Vale a pena ter ajuda de uma assessoria?

O que separa o “acho que tenho direito” do passaporte na mão é, quase sempre, papel. Certidão de inteiro teor de cada geração, comprovação de que o antepassado não se naturalizou brasileiro, nome grafado de um jeito diferente em cada documento, tradução juramentada, apostila. E, depois das leis novas, uma análise cuidadosa de qual exceção se aplica ao seu caso.

Falamos por experiência: a família do Flávio Antunes, do Dicas da Europa, tirou a cidadania italiana em 2026, depois de 2 anos de processo, com a AV Cidadanias cuidando da consultoria, da documentação, das traduções e das pesquisas. A AV é uma assessoria boutique, com atendimento personalizado e acompanhamento caso a caso: tem time no Brasil, advogados atuando no exterior e genealogistas. Existe há 10 anos, já ajudou centenas de famílias e atende cidadania italiana, portuguesa, espanhola e alemã.

Se a sua família tem mais de uma origem ou você não sabe qual caminho faz sentido, conte o seu caso para a AV Cidadanias analisar.

Dúvidas frequentes sobre a cidadania europeia mais fácil

Qual é a cidadania europeia mais fácil de conseguir para brasileiros?

Depende do seu antepassado. Entre Itália, Portugal, Espanha e Alemanha, a alemã é a mais aberta por descendência, porque não tem limite de gerações se a corrente estiver inteira. A portuguesa vale para filhos e netos, com prova de cultura e história para netos. A italiana ficou restrita desde 28/03/2025, e a Lei dos Netos da Espanha terminou em 22/10/2025. Regras conferidas em novembro de 2026.

Qual país europeu dá cidadania sem limite de gerações?

Dos quatro que comparamos, só a Alemanha. A lei alemã não fixa limite de gerações: o direito passa de pai ou mãe para filho enquanto ninguém na linha tiver perdido a cidadania antes do nascimento do filho seguinte. Naturalização brasileira antes de 2024, emigração antes de 1904 e a regra antiga da linha materna são os pontos que mais quebram a corrente.

Bisneto ainda consegue cidadania europeia?

Pela descendência pura, só na Alemanha, se a corrente estiver inteira. Em Portugal, o bisneto de português de origem pode se naturalizar depois de 5 anos de residência legal no país. Na Itália, em regra não, salvo pedido feito até 27/03/2025 ou pai ou mãe italiano que morou dois anos seguidos na Itália. Na Espanha, não há via própria por bisavô.

Preciso abrir mão da cidadania brasileira?

Pelo lado brasileiro, não. Desde a Emenda Constitucional 131/2023, o brasileiro só perde a nacionalidade se pedir isso expressamente. Pelo lado europeu, a lei portuguesa permite ter outra nacionalidade, e a Alemanha aceita a dupla cidadania desde 27/06/2024.

A nova lei da cidadania italiana pode cair?

Ela está em vigor. A Corte Constitucional italiana manteve a lei em abril de 2026 (sentença 63/2026) e, em julho de 2026, pediu ao Tribunal de Justiça da União Europeia que avalie se ela é compatível com a cidadania europeia. Não há data para essa decisão. Até lá, valem as exceções da Lei 74/2025.

Ainda dá para pedir pela Lei dos Netos da Espanha?

Não para pedidos novos. O prazo da Lei de Memória Democrática terminou em 22/10/2025. Quem pediu agendamento até essa data, às 23h59, e recebeu o comprovante continua na fila do consulado. Para os demais netos, o caminho é 1 ano de residência legal na Espanha.

Quanto custa e quanto demora a cidadania europeia?

As taxas oficiais principais são de € 600 por adulto na Itália (consulado), € 175 por adulto em Portugal (filho ou neto), € 100 na Espanha (pedido por residência) e € 51 por pessoa na Alemanha (confirmação da cidadania). Nos prazos, a Itália dá 730 dias ao consulado, a Alemanha fala em cerca de 4 anos para pedidos do Brasil, a Espanha responde ao pedido por residência em até 1 ano e Portugal não publica prazo. Certidões, traduções e assessoria são à parte.

Com passaporte europeu eu entro nos Estados Unidos sem visto?

Sim, a turismo ou negócios, por até 90 dias. Itália, Portugal, Espanha e Alemanha fazem parte do programa de isenção de visto dos EUA. Você precisa de passaporte eletrônico e da autorização ESTA, pedida pela internet antes da viagem. A ESTA não garante a entrada, e o Brasil não faz parte do programa.

Escrito por

Flávio Antunes

Criador do Dicas da Europa. Tirou a cidadania italiana da família em 2026.

Revisão técnica

Anna Vieira

Advogada especialista em cidadania europeia, da AV Cidadanias.

As regras de cada país foram conferidas na lei e nos sites oficiais do governo; a data e os links das fontes estão na página de cada cidadania.

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